Diversos temas

O tempo condiciona as nossas intenções e ações!

A diversidade de ideias e temáticas que merecem atenção neste espaço são variadas e vão surgindo conforme a nossa atividade e atualidade das mesmas. Todavia a vontade de escrever neste é muito condicionada pelo tempo disponível e também pelo cansaço quando o mesmo tempo parece poder propiciar espaço para a reflexão sensata e focada.

Assim o 1º tema que merece, pelo menos, uma referência é o que se prende com os fatores e ações que contribuem para o sucesso escolar.  Entre eles está o envolvimento familiar ( proximamente escreverei aqui sobre uma Tese que orientei também sobre esta questão). Nesta ótica esta semana a Assembleia da República (http://www.parlamento.pt/Paginas/default.aspx) proporcionou a divulgação do programa “Mediadores para o Sucesso Escolar”, o qual evidencia que é mais vantajoso prevenir do que combater o insucesso escolar. Um dado relevante (embora percentualmente discutível)- em um universo de 13 mil alunos apoiados por este programa, mais de 1700 conseguiram obter sucesso escolar. Mais informação pode também acedida em: http://www.publico.pt/sociedade/noticia/programa-de-comabte-ao-insucesso-escolar-quer-chegar-a-todo-o-pais-1659064 .

Neste sentido e dado que estamos em período de exames importa refletir também sobre o valor e impacte das reprovações / retenções (vulgarmente chamados de chumbos). Por exemplo, logo na 1ª página do jornal Expresso de hoje (http://expresso.sapo.pt/a-primeira-pagina-do-expresso=f877038) está o título que “Chumbos não ajudam a recuperar o desempenho dos alunos”. Esta tem sido uma questão reiterada nos estudos internacionais!

Contudo, numa fase em que os professores de Matemática e Língua Portuguesa estão a tentar recuperar os alunos que reprovaram nos exames destas duas disciplinas importa questionar os custos destas medidas, nomeadamente junto de alunos que, durante o ano pouco (para não dizer nenhum) esforço fizeram para aprenderem e obterem resultados positivos. O ónus tem estado sempre e exclusivamente nos professores e tal é, no mínimo, muito pernicioso. Na sequência do referido acima não basta aos Pais assinarem a concordarem com tais apoios para a 2ª fase dos exames!

Finalmente,  além da discussão (e formação que é absolutamente necessária) em torno dos exames e da avaliação das aprendizagens (ver por exemplo a polémica esta semana sobre o alegado erro nos critérios de correção do exame de Português) importa saudar a iniciativa de divulgar dados e estatísticas dos cursos de ensino superior português (em: http://infocursos.mec.pt/). Mas, ao pesquisar verifiquei que no mesmo site e em várias instituições só estão cursos de 1º ciclo (Licenciatura); ora, nestes casos, apresentar gráficos sobre “Taxa de desemprego registado no IEFP dos diplomados deste curso”, por exemplo, no curso de “Educação Básica” que não é profissionalizante é, no mínimo, pouco compreensível e pode ser enganador! Os jovens candidatos aos cursos podem pensar que serão professores ao fim de3 anos desta Licenciatura, quando na realidade ainda terão, depois, de se candidatar e obter êxito em um Mestrado, no mínimo com mais 3 semestres (de acordo com o novo Decreto-Lei da Formação de Professores).

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