Felicidade

Foi apresentado e divulgado  e amplamente noticiado o estudo que uma vasta equipa de investigadores foi realizando ao longo de 75 anos e que agora Robert Waldinger apresentou e a que deu o título em Português (tradução livre): “O que torna uma vida boa? Lições do estudo mais longo sobre a felicidade“. Por ser um estudo longitudinal  de longa duração e com muitos sujeitos destaca-se um conjunto de conclusões que se retiraram da tradução que pode ser encontrada, por exemplo na apresentação feita no TED (https://www.ted.com/talks/robert_waldinger_what_makes_a_good_life_lessons_from_the_longest_study_on_happiness/transcript?language=pt):

  • O Estudo do Desenvolvimento Adulto, de Harvard é talvez o estudo mais prolongado da vida adulta que jamais foi feito. Durante 75 anos, acompanhámos a vida de 724 homens, ano após ano, perguntando-lhes pelo trabalho, a vida doméstica, a saúde, e, claro, perguntando tudo isso sem saber como é que as suas histórias iam acabar.
  • Cerca de 60% dos 724 homens iniciais ainda estão vivos, ainda participam no estudo, na maioria já nos 90 anos. Agora, vamos começar a estudar mais de 2000 filhos destes homens. Eu sou o quarto diretor do estudo.
  • Para obter a imagem mais nítida destas vidas, não nos limitamos a enviar-lhes questionários. Obtivemos dos médicos os seus registos de saúde. Colhemos-lhes sangue, observámos-lhes o cérebro, falámos com os filhos deles. Gravamos em vídeo as conversas deles com as suas mulheres, sobre as suas maiores preocupações. Quando, há cerca de 10 anos, perguntámos às mulheres se elas queriam juntar-se a nós como membros do estudo, muitas delas disseram: “Já não era sem tempo”.
  • Então, o que é que aprendemos? Quais são as lições que se tiram das dezenas de milhares de páginas de informações que gerámos sobre aquelas vidas? As lições não são sobre riqueza, nem a fama, nem trabalhar cada vez mais. A mensagem mais clara que obtivemos deste estudo de 75 anos é esta: As boas relações mantêm-nos mais felizes e mais saudáveis. Ponto final.

  • Aprendemos três grandes lições sobre as relações. A primeira é que as relações sociais são boas para nós, e que a solidão mata. Acontece que as pessoas que têm mais ligações sociais com a família, com amigos, com a comunidade, são mais felizes, são fisicamente mais saudáveis e vivem mais tempo do que as pessoas que têm menos relações. A experiência da solidão acaba por ser tóxica. As pessoas que são mais isoladas dos outros do que gostariam descobrem que são menos felizes, a sua saúde piora mais depressa na meia idade, o seu funcionamento cerebral diminui mais cedo e vivem menos tempo do que as pessoas que não se sentem sozinhas. O triste é que, a determinada altura, mais de 20% de norte-americanos informam que se sentem sós.

 

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