Interrogações?

É fácil nos dias que correm não usar o pensamento crítico e deixar a irracionalidade imperar no “bota abaixo”. Sempre tentei, neste espaço e sobre as questões educativas, em específico, e sociais e tecnológicas, em geral, que tal não se verificasse e não cair, por exemplo, em falácias como a do ataque pessoal. E vou tentar que tal continue, mesmo vivendo tempos de “crise” económica, mas também social e de valores!

Neste contexto, é com apreensão que tenho assistido à tomada de decisões sobre política educativa e ainda mais às questões que se avizinham, entre as quais destaco as seguintes sob a forma de questões:

  1. O que considera este Ministério de Educação como essencial nos currículos? Quem é (que conhecimento, experiência, …) que está a fazer a dita revisão curricular? Relembra-se que,  e tal como já também se escreveu e fundamentou aqui, do ponto de vista dos currículos, as nossas orientações estão em coerência com as grandes tendências e relatórios de estudos internacionais, mas ainda não chegaram às práticas de sala de aula. O que pensa o Sr. Ministro fazer para mudar tal situação?
  2. Como e quem irá fazer os exames e as provas de aferição? E para quando alargadas no ensino básico à Ciências experimentais? O Currículo não é nem pode ser só Língua Portuguesa e Matemática!
  3. Como será a prova de acesso à profissão? Centrada em conhecimentos, quando os currículos das unidades curriculares da formação de professores, até por imposição do processo de Bolonha, estão centradas em competências?
  4. O que se pensa mudar no concurso dos futuros professores, especialmente entre os do 2º CEB que têm um inovador modelo?
  5. Que mudanças se vão fazer na avaliação de desempenho de Professores? e Como lidar e melhorar o ambiente (que me parece pouco propício a uma educação plena) que se vai vivenciando nas escolas (e que é um espelho do sentir social nacional)?
  6. Qual a fundamentação (além da falta de recursos financeiros) para algumas das opções feitas, por exemplo, em encerrar escolas com mais de 20 alunos em zonas interiores que assim “afundam-se na desertificação” sem futuro?
Amostras de rochas de Portugal Continental - Exploratório de Coimbra

Deixe uma resposta

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *