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Competências para o futuro

São vários os documentos e iniciativas recentes que têm vindo a destacar as competências para o futuro, entre os quais se salientam:

Salienta-se nestes a importância crescente e explícita ao pensamento crítico.  São boas notícias para impelir a que passe à ação!

InfoFuturoTrabalho

Site do III Seminário de Pensamento Crítico

 

Já está disponível o site (http://www.pensamiento-critico.com/IIIseminariointerPC/pt/) do III Seminário Internacional de Pensamento Crítico na Educação, que se realizará na Universidade de Caldas, na cidade de Manizales, Colômbia, de 11 a 13 outubro 2017.

Apela-se à participação, nomeadamente com a apresentação de comunicações orais,  posters e Workshops (http://www.pensamiento-critico.com/IIIseminariointerPC/pt/informacion-general) até 1 de junho (ver datas importantes em: http://www.pensamiento-critico.com/IIIseminariointerPC/pt/fechas-importantes).

 

3 em 1

Nas últimas semanas tivemos a divulgação de 3 resultados comparativos na Educação.  Já aqui se abordou cada um deles, mas agora e dada a oportunidade será “3 em 1” (os dois primeiros em:  http://iave.pt/np4/310.html):

Sobre cada um tem existido um conjunto variado de artigos de opinião em jornais e na blogosfera com ênfase em diferentes questões e “aproveitamentos político-partidários”  como se ilustram com os seguintes títulos (para aceder à notícia ou opinião completa clicar em cima do título):

De toda esta informação destaco 3 ideias:

  • Há uma melhoria clara dos resultados dos alunos Portugueses, com destaque para a Matemática; esta tem sido crescente e, no PISA, é caso único entre os países participantes.
  • Esta melhoria resulta de um conjunto de medidas políticas, com destaque para os Programas de Formação de Professores do 1.º e 2.º Ciclos do Ensino Básico (CEB) a Matemática, Ciências e Português, entre 2005 e 2010, que influenciaram, muito provavelmente os resultados do PISA e Rankings. Mas,  tendo em conta que estas questões são complexas e multi-dimensionais, considero que o fator determinante para esta melhoria do sucesso escolar dos alunos nestas provas e comparações foi o profissionalismo dos Professores.
  • Se não forem tomadas medidas urgentes estes resultados dificilmente continuarão a melhorar, como já evidenciam os resultados dos alunos do 4.º ano de escolaridade a Ciências no TIMSS. Uma delas prende-se com uma revisão profunda do programa de Estudo do Meio do 1.º CEB, do início dos anos 90, que deve ser (re)visto em articulação com os programas e metas das Ciências Naturais do 2.º e 3.º CEB (sobre os quais na altura da sua discussão aqui deixamos a nossa discordância – “Parecer e Novas Metas de Ciências” (http://blogs.ua.pt/ctspc/archives/848).

Boas festas e com um ano de 2017 com êxito educativo para todos.

X Tertúlia “Pensar Educação”

A décima tertúlia “Pensar Educação” terá a presença de Arsélio Martins, ex-professor de matemática do ensino básico e secundário, aposentado; estudante de geometria básica dinâmica. A Iniciativa está agendada para quarta-feira, 14 de dezembro, a partir das 19h30, na Escola Secundária José Estêvão, em Aveiro.

O Programa e a informação sobre esta tertúlia é o que se descreve em seguida.

 

Programa da Tertúlia: 14 de dezembro de 2016

19h30 | Início do Jantar: escola Secundária José Estevão

20h45 | Intervenção Convidada:

Talvez a escola caminhe para fazer da sua primeira experiência a última…”.

 

poster10tertulia

21h15 | Questões

Intervenções dos participantes, por inscrição prévia

22h50 | Encerramento pelos Organizadores.

 

A ementa no valor de 13,5 € terá entrada, arroz de pato, Leite creme e Vinho ou Água.

Temos um número limitado de lugares pelo que apelamos que faça a sua reserva atempada. O envio da inscrição e do comprovativo do respetivo pagamento deve ser enviada por e-mail para: rneves@ua.pt até dia 11 de dezembro.

Dados para a transferência: NIB 0018 0001 0020 1982 0531 8 do Banco Santander.

O IBAN é: PT50 0018 0001 0020 1982 0531 8 .

Esta informação está também no Blog:  http://tertuliapensareduca.blogspot.pt/

Pensamento Crítico?

Venho, desta vez, destacar a relevância que, cada vez mais e repetidamente, é dada ao Pensamento Crítico. São em número crescente os investigadores, professores, organizações / instituições e sociedade em geral que o incluem no seu léxico, quer escrito, quer oral. Um dos exemplos que o evidencia vem das Nações Unidas (ver link) ao defender que (foto também abaixo):

“Educação deve estimular pensamento crítico para garantir direitos humanos.”

Esta visibilidade é positiva e o seu reconhecimento como campo de investigação é de assinalar. Todavia verifico também que o mesmo começa a ser usado com  muitos sentidos e pouca clareza concetual. Relevo pois que existem, em vários campos e áreas de investigação e dos saber, muitos avanços e contributos que nos permitem hoje usar o mesmo com mais propriedade e “sentido”. Alguma dela está neste blog e muita outra em revistas e livros nacionais e internacionais que importa também ir consultando.

Boas leituras.

Captura de ecrã 2016-10-26, às 22.23.34

Revista CTS nº33

Acaba de ser lançado o último número (33) da Revista Ibero Americana de Ciencia, Tecnologia y Sociedad. Pode ser consultada e os artigos descarregados em: http://www.revistacts.net/volumen-11-numero-33

Conta, entre outros, com os seguintes artigos que destaco:

“Cinco Orientações para o Ensino das Ciências: a Dimensão CTS no Cruzamento da Didática e de Políticas Educativas Internacionais” | Alcina Mendes e Isabel P. Martins;

“Educação em Ciências e Matemática com Orientação CTS Promotora do Pensamento Crítico” | Celina Tenreiro-Vieira e Rui Marques Vieira;

“Práticas Integradas de Educação em Ciências: um Programa de Formação Contínua para Professores com Cariz CTS” | Ana V. Rodrigues e Patrícia João;

Boas leituras e comentários.

Captura de ecrã 2016-09-28, às 11.45.58

Reptos

Depois das férias e com o início de mais um ano letivo foi-me solicitado um artigo breve sobre a educação para o Diário de Aveiro. O tempo foi escasso e por isso retomei algumas das ideias que tenho vindo a defender para a Educação, nomeadamente em Portugal.

O mesmo foi publicado no dia 15 de setembro e também no site da Universidade de Aveiro (em: http://uaonline.ua.pt/pub/detail.asp?c=47628&lg=pt). Agradeço todos os comentários e partilhas, especialmente no Facebook (https://www.facebook.com/ruimv).

Mas desejo muito que o futuro comece já a ser pensado, discutido e preparado. Por isso sou dos que pensam que tal é possível com um pacto educativo.

Felicidade

Foi apresentado e divulgado  e amplamente noticiado o estudo que uma vasta equipa de investigadores foi realizando ao longo de 75 anos e que agora Robert Waldinger apresentou e a que deu o título em Português (tradução livre): “O que torna uma vida boa? Lições do estudo mais longo sobre a felicidade“. Por ser um estudo longitudinal  de longa duração e com muitos sujeitos destaca-se um conjunto de conclusões que se retiraram da tradução que pode ser encontrada, por exemplo na apresentação feita no TED (https://www.ted.com/talks/robert_waldinger_what_makes_a_good_life_lessons_from_the_longest_study_on_happiness/transcript?language=pt):

  • O Estudo do Desenvolvimento Adulto, de Harvard é talvez o estudo mais prolongado da vida adulta que jamais foi feito. Durante 75 anos, acompanhámos a vida de 724 homens, ano após ano, perguntando-lhes pelo trabalho, a vida doméstica, a saúde, e, claro, perguntando tudo isso sem saber como é que as suas histórias iam acabar.
  • Cerca de 60% dos 724 homens iniciais ainda estão vivos, ainda participam no estudo, na maioria já nos 90 anos. Agora, vamos começar a estudar mais de 2000 filhos destes homens. Eu sou o quarto diretor do estudo.
  • Para obter a imagem mais nítida destas vidas, não nos limitamos a enviar-lhes questionários. Obtivemos dos médicos os seus registos de saúde. Colhemos-lhes sangue, observámos-lhes o cérebro, falámos com os filhos deles. Gravamos em vídeo as conversas deles com as suas mulheres, sobre as suas maiores preocupações. Quando, há cerca de 10 anos, perguntámos às mulheres se elas queriam juntar-se a nós como membros do estudo, muitas delas disseram: “Já não era sem tempo”.
  • Então, o que é que aprendemos? Quais são as lições que se tiram das dezenas de milhares de páginas de informações que gerámos sobre aquelas vidas? As lições não são sobre riqueza, nem a fama, nem trabalhar cada vez mais. A mensagem mais clara que obtivemos deste estudo de 75 anos é esta: As boas relações mantêm-nos mais felizes e mais saudáveis. Ponto final.

  • Aprendemos três grandes lições sobre as relações. A primeira é que as relações sociais são boas para nós, e que a solidão mata. Acontece que as pessoas que têm mais ligações sociais com a família, com amigos, com a comunidade, são mais felizes, são fisicamente mais saudáveis e vivem mais tempo do que as pessoas que têm menos relações. A experiência da solidão acaba por ser tóxica. As pessoas que são mais isoladas dos outros do que gostariam descobrem que são menos felizes, a sua saúde piora mais depressa na meia idade, o seu funcionamento cerebral diminui mais cedo e vivem menos tempo do que as pessoas que não se sentem sozinhas. O triste é que, a determinada altura, mais de 20% de norte-americanos informam que se sentem sós.

 

Diversos(idades)

Neste artigo venho divulgar um conjunto diverso de iniciativas e informações:

JustinoMagalhães-1

Competências do Século XXI

Em um blog também focado no Pensamento Crítico venho desta vez salientar a importância deste tipo de pensamento e de outros como a Criatividade, como competências fundamentais para uma cidadania plena no século XXI.

Este facto tem sido destacado em diversos contextos, especialmente por empresas e organizações. São exemplos destas os vários sites que proliferam na rede web como os seguintes:

Captura de ecrã 2016-02-02, às 16.35.00

 

Frase da semana

A propósito dos exames, que no 4º e 6º anos foram entretanto substituídos pelo novo governo Português por provas de aferição, Ana Benavente escreve no público de 20 de janeiro de 2016  sob o título “Exames para que te quero” as frases seguintes que aqui se destacam :

“Para mim, a questão é simples: os exames são um mecanismo criado no interior do sistema que revela uma concepção de escola. Dum lado, a Educação para Todos com valorização do trabalho dos professores e procura de caminhos para assegurar aprendizagens exigentes face aos desafios do presente e do futuro e, do outro, a escola que conhecemos no passado, que exclui quem vem dos meios sociais mais pobres e das culturas “não eruditas”, uma escola de competição, de stress e de individualismo em que só a memória – auxiliar precioso – faz as vezes de inteligência” (p. 44).

FotoAnaBenavente

Livros e Mudanças

A diversidade de publicações  e de mudanças que têm ocorrido no campo da educação, que este governo e a assembleia da república têm avançado em Portugal, têm sido prolixas. Várias destas merecem alguns juízos de valor que irei encetar, de forma mais ponderada e reflexiva, nos próximos tempos.

Neste momento destaco os seguintes livros que estão disponíveis também nos sites que se incluem:

Das mudanças na política de educação que se avizinham assinalo aqui:

  • Fim dos exames do 4º ano;
  • Novo Modelos de graduação e colocação de Professores;
  • Exames de aferição, provavelmente para o 4º e 6ª anos;
  • Possível prova ou exame de literacia Científica no ensino básico, como hoje defendeu o Presidente do CNE;
  • Mais que provável suspensão das Metas Curriculares, desde já no 1.º Ciclo.

Boas leituras e que as decisões políticas desta vez sejam mesmo sustentadas na investigação que se vai realizando na educação!