Actualidade(s)

Depois de nas últimas semanas vários assuntos da Educação terem estado no centro das actualidades nacionais (caso da Professora de Espinho, Educação sexual, manifestação de ontem dos professores, …)  tive vontade de expressar algumas ideias sobre os mesmos.  Mas eis que ontem, ao ler  a Revista Única (#1909), encontrei a maioria delas expressas na crónica de Inês Pedrosa de título: “Avaliações – Histórias de um país onde a mediocridade rende e a excelência é proibida por lei”.

Assim, entre outras ideias que partilho, destaco:

  • O caso da Professora de Espinho não deve ser misturada nem deve ser relacionado com a questão da Educação sexual nas escolas Portuguesas;
  • Esta questão não é nova e existem já muitas boas práticas e acções em várias instituições educativas, como a tão referida de Moimenta da Beira;
  • “Viveu-se durante demasiado tempo a ignomínia igualitária que consiste em pagar do mesmo modo a excelência e a mediocridade — ou até, de premiar a mediocridade, que só é competente a lamber as botas certas”.
  • Os numerus clausus que impedem os Professores (e a maioria dos funcionários públicos) de acederem a Relevante (Muito Bom e Excelente) – 25 % dos que se candidatam em um número mínimo de 20 sendo que só um (5%) destes pode ser excelente—, têm de ser ponderados!

Não se pode limitar a Excelência; obviamente que também não se deve banalizá-la!
A proposta pode passar por uma cultura de avaliação rigorosa de todos (avaliados e avaliadores) que não impeça, quem quer que seja “relevante” de o ser, sem deixar de ter um desempenho profissional relevante por não ter perspectivas de alguma vez o ser!

Formação de Professores

A última revista Sísifo (disponível em  http://sisifo.fpce.ul.pt) tem um leque de artigos que sobre a formação e supervisão de professores que recomendo a todos os que se interessam ou trabalham nesta área.

De entre estes destaco o da Prof. Isabel Alarcão (referência ao fundo), por duas razões. Primeira porque nele apresenta uma re-conceptualização do conceito de supervisão “…que, na minha perspectiva, concede a esta actividade – a supervisão – uma maior abrangência, porque a estende à escola” (p. 119) a qual deve ser aprendente e reflexiva. Segunda, porque nele faz uma síntese de uma carreira de investigação e reflexão sobre esta temática, incluindo também evidências provenientes da sua prática, nomeadamente do caso de inovação curricular que acompanhou e apresenta na 2ª parte do artigo:

Alarcão, Isabel (2009). Formação e Supervisão de Professores. Uma nova abrangência. Sísifo. Revista de Ciências da Educação, 8, 119-128. Consultado em Maio, 2009 em: http://sisifo.fpce.ul.pt

Boas leituras!