Rebeldia(s) na(s) escola(s)

Já aqui escrevi que a situação da indisciplina, violência e outras rebeldias nas escolas tem de ser travada; e não me parece que seja com a vídeo-vigilância (embora possa ajudar). As situações que tenho tido conhecimento e as que a comunicação social têm revelado (ver por exemplo a da foto abaixo do Jornal i onlinecarregar na foto para ler notícia completa) revelam uma situação insustentável.

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Não será preciso ser visionário para perceber que se não forem tomadas medidas a situação tenderá a agravar-se e só será incluída ou considerada na agenda política quando existirem situações de enorme gravidade (e que sejam divulgadas publicamente)!

Para quem desconhece esta realidade, importa aproveitar para clarificar que muitas (a maioria no ensino público?) salas de aula hoje, para a maioria dos Professores, são difíceis de gerir e controlar. Ou por não cumprirem as mais elementares regras de trabalho e convivência, como estar em silêncio alguns minutos ou no lugar, ou por insultos aos colegas e docentes ou mesmo por boicote psicológico e físico ao trabalho proposto tudo vai sendo permitido aos alunos nas aulas sem que o Professores vejam a sua autoridade reconhecida.

Pergunto: Que educação se poderá fazer nestas condições? É POSSÍVEL EDUCAR?

Que poderemos todos fazer?

Medidas que avanço:

– Acompanhar e adoptar acções concretas e exequíveis que outros países tomaram ou estão a ponderar fazer, como por exemplo a nossa vizinha Espanha.
– Mudar os estatutos, como o do aluno e os regulamentos das escolas / agrupamentos, por forma a que os incumpridores (sejam alunos, pais, professores, …) não continuem impunes.
– Proporcionar (talvez até antes de lhes dar o Rendimento de Reinserção Social) aos pais formação sobre o seu papel e competências parentais e responsabilizá-los depois por actos continuados de indisciplina ou delinquência dentro das escolas.
– Formação de Professores para nova(s): visões do currículo, de estratégias de ensino / aprendizagem, de recursos com destaque para as TIC, de bases e acções na gestão de conflitos, de propostas para so alunos poderem  superar as suas dificuldades de aprendizagem, …

II SIACTS

Vai realizar-se de 19 a 21 de Julho de 2010 na Universidade de Brasília – Brasil, o II SEMINÁRIO IBERO-AMERICANO CIÊNCIA-TECNOLOGIA-SOCIEDADE NO ENSINO DAS CIÊNCIAS [II SIACTS EC]
sob o tema: “Educação para uma nova ordem socioambiental no contexto da crise global”. Toda a informação pode ser consultada em: http://www.finatec.org.br/eventos/siacts/.
De entre esta destaco as “Datas”:
Submissão de trabalhos: 25/11/2009 a 25/01/2010
Último dia para inscrição com desconto: 19/04/2010.

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Formação em Ensino Experimental

O último Boletim dos Professores – n.º 17 – relata testemunhos sobre Programas de Formação de professores do 1.º Ciclo do Ensino Básico-CEB.
Estes professores de dez escolas do país que participaram nos programas de formação e alguns dos seus formadores são mais algumas evidências do impacte desta formação no desenvolvimento pessoal, social e profissional dos professores e para a melhoria eventual das aprendizagens dos alunos.
Obviamente destaco os dois relatos relacionados com o Programa de Formação de Professores dos 1º CEB em Ensino Experimental das Ciências-PFEEC, as quais podem ser lidas em:
http://www.min-edu.pt/np3content/?newsId=4182&fileName=b17_agrup_barroselas.pdf

http://www.min-edu.pt/np3content/?newsId=4182&fileName=b17_agrup_eugenio_santos.pdf

Agora que o este PFEEC está a entrar no 4º e último ano (pelo menos deste ciclo)  aproveito para,  tal como salienta uma das Professoras de Lisboa, alertar para a importância de dar continuidade a esta iniciativa, com:

  • Dinamização de redes de Professores por agrupamento ou escolas, com a dinamização de um Professor que, pelo menos, tenha frequentado os dois anos do PFEEC, independentemente de ser ou não Titular.
  • Estabelecimento de protocolos entre as Instituições de Ensino Superior e os Agrupamentos de Escolas para continuidade e aprofundamento da formação, nomeadamente através da Prós-graduada, especialmente Mestrado.
  • Alargamento do PFEEC aos Educadores e, pelo menos, ao 2º e 3º CEB.

Boas leituras.

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Porquê?

Após cerca de um ano de dinamização deste espaço e mais de 20 000 visitas importa reflectir criticamente sobre o papel do mesmo.

Assim, além das razões já enunciadas em posts anteriores, considero que importa continuar a  partilhar reflexões e investigações tendo em vista uma melhor Educação, nomeadamente enformada pela orientação CTS e pela promoção do pensamento crítico. Trata-se de pretender criticamente defender que uma melhor e positiva educação é possível em Portugal.

Neste sentido, destaco a lição do Professor Medeiros Ferreira, sobre tema «A Universidade e a crise do pensamento crítico» que proferiu na cerimónia de abertura do presente ano lectivo da Universidade de Aveiro que ocorreu no passado dia 23 de Setembro de 2009. Da mesma, cujo texto integral pode ser consultado em: http://uaonline.ua.pt/upload/med/med_1239.pdf, destaco afirmações como: “…o pensamento crítico é o grande antídoto para os danos colaterais do pensamento único, assim como a instituição universitária é o melhor espaço para o cultivar e organizar” (p. 3) e esta “…crise para-mundial que começou por ser financeira, económica e social, mas que hoje é sobretudo uma crise de ideias e uma crise do pensamento alternativo” (p.4).

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