Eduquês?

Sem pretender ser repetitivo volto a remeter para a leitura do manifesto Espanhol que está neste blog no mês de Outubro de 2008 e rapidamente acessível em: http://blogs.ua.pt/ctspc/?m=200810

Deste manifesto destaco, adaptado ao contexto nacional:

  1. Não é verdade que na escola actual predomine um modelo de ensino diferente do convencional 
  2. Não é verdade que os aluno/as de hoje sejam piores que os de outros tempos
  3. Não é verdade que os docentes tenham um excesso de formação pedagógica e um deficit de formação em conteúdos

Neste contexto importa questionar:

  • A quem interessa o discurso do Eduquês?
  • Que propostas concretas e fundamentadas têm esses defensores (de quê?) apresentado? Baseadas em quê (além da crítica destrutiva e ofensiva e do desrespeito por todos os que trabalham e se esforçam pela melhoria da Educação em Portugal)?

poco.jpgQuinta da Regaleira, Junho de 2009

Nova Revista Digital

A Área Metropolitana do Porto (CRE PORTO) acabou de lançar o primeiro número da:

Revista Digital de Educação para a Sustentabilidade.

Esta será trimestral e contará com entrevistas, reportagens e pequenas notícias sobre educação para a sustentabilidade.Pode ser lida em: www.crenews.info

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Desejo que a "Educação" tenha maior expressão nos próximos números.

Avaliação de desempenho

O Ministério da Educação apresentou hoje mais uma proposta sobre o processo de avaliação de desempenho dos professores.  As reacções sindicais são variadas (ver, por exemplo, a edição online do www.publico.pt); mas insistem nas questões da progressão e vagas (vulgo quotas), anos e simplificação do processo.

Do meu ponto de vista seria fundamental também clarificar:

– o que se entende e como operacionalizar o mérito pedagógico;

– quem irá e como será implementado nos vários agrupamentos o processo de avaliação dos docentes;

– quando será feita e com que perspectiva será encarada esta avaliação;

– como garantir equidade no processo independentemente dos avaliados e avaliadores e seus contextos, neste caso agrupamentos;

– durante quanto tempo ocorrerá este processo e como irá ele ser integrado no trabalho docente dos professores tendo em conta a actual dinâmica das escolas;

-…

Obviamente, até pelo que já escrevi neste blog e pelo que tenho defendido em comunicações e encontros sobre o assunto tenho uma posição globalmente definida sobre os aspectos acima. Este pode ser o mote para a discussão também neste espaço!

Num aspecto penso que a maioria dos conhecedores da realidade Educativa Nacional está de acordo – acabar com a divisão dos Professores (Titulares e os que não o são).

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Barcelona, 2009