Rapazes Portugueses

Na continuidade do post anterior procurei apurar alguns dados sobre as diferenças nas qualificações entre os rapazes e as raparigas Portuguesas. Os dados da OCDE e que o artigo “O que se passa com os rapazes?” da última Visão (nº 901 de 10 de Junho) sistematiza são, no mínimo, preocupantes:

  • Os rapazes que terminam o Ensino Secundário na idade esperada são 30,7% (50,4% nas raparigas);
  • As taxas médias de retenção no 9º ano de escolaridade situam-se nos 20% (nas raparigas situam-se entre os 11% e os 16%); no 2º ciclo do Ensino Básico as reprovações são o dobro das raparigas;
  • No ensino superior Português (e de toda a Europa com excepção da Alemanha onde existe equilíbrio) existem mais raparigas que rapazes (em 2007/08 existiam 172 515 rapazes e 197 904 raparigas).

As explicações que têm sido apontadas são variadas, entre as quais se destaca: (i) a classe docente ser maioritariamente feminina e valorizar as características próprias das raparigas; (ii) a existência de turmas mistas; (iii) o desenvolvimento das raparigas ser mais cedo na puberdade (cerca de 2 anos); e (iv) tipologia e organização das escolas, estratégias do/as Professore/as e sistema de avaliação das aprendizagens.

O que pensa desta realidade (que é ocidental mas não mundial)? Soluções? …img_0044.jpg

Farol da Barra, Junho de 2010