Carta de Aveiro

No contexto do I Congresso Internacional Sexualidade e Educação Sexual (I CISES), que se realizou na Universidade de Aveiro de 11 a 13 de Novembro de 2010, foi elaborada a Carta de Aveiro (cartadeaveiro.pdf)
que apela ao respeito integral dos Direitos Humanos no campo da sexualidade e educação sexual.
Pretende ser um documento de referência para o desenvolvimento de políticas no campo da Sexualidade e Educação Sexual, abrangendo as áreas da Educação, Saúde, Cultura e Comunicação Social.
A sua elaboração e aprovação realizou-se com o Alto Patrocínio da UNESCO, tendo reunido investigadores/as, professores/as, médicos/as, psicólogos/as, sociólogos/as, enfermeiros/as e
estudantes de várias nacionalidades –  Portugal,  Brasil, Espanha,  Dinamarca,  Paraguai e S. Salvador.

Dissertações

Aqui ficam algumas dissertações sobre CTS e PC que orientei e que estão disponíveis para todos os interessados em http://biblioteca.sinbad.ua.pt/Teses/:

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Beatriz Maria da Costa Gomes no Mestrado em Gestão Curricular do Departamento de Educação da Universidade de Aveiro, intitulada “Desenvolvimento de um programa de formação de professores do 2º CEB em Ciências” (aprovada em 4 de Junho de 2010).

Carla Maria Pires Reis no Mestrado em Gestão Curricular do Departamento de Educação da Universidade de Aveiro, intitulada “Desenvolvimento de recursos didácticos em ciências para professores do 2º CEB” (aprovada em 4 de Junho de 2010).

Cristina Patrícia Tavares Simões (co-orientação com o Professor António Moreira) no Mestrado em Multimédia em educação do DTE/DECA da UA, intitulada “As TIC como recurso didáctico em contextos de exploração das ciências experimentais” (aprovada em 12 de Abril de 2010).

Paula Marlene da Silva Moreira no Mestrado em Educação em Ciências no 1º ciclo do Ensino Básico do Departamento de Didáctica e Tecnologia Educativa da Universidade de Aveiro, intitulada: “Avaliação das aprendizagens dos alunos do 1º CEB: Impacte da Formação em Ensino Experimental das Ciências:  desenvolvimento de instrumentos de observação e inquérito” (aprovada em 23 de Julho de 2009).

Maria Pedro Almeida Neves Ferreira da Silva no Mestrado em Educação em Ciências no 1º ciclo do Ensino Básico do Departamento de Didáctica e Tecnologia Educativa da Universidade de Aveiro, intitulada “Avaliação das aprendizagens dos alunos do 1º CEB: Impacte da Formação em Ensino Experimental das Ciências:  desenvolvimento de um teste criterial” (aprovada em 23 de Julho de 2009).

Nuno Miguel de Sousa Gonçalves no Mestrado em Educação em Ciências no 1º ciclo do Ensino Básico do Departamento de Didáctica e Tecnologia Educativa [DTE] da Universidade de Aveiro [UA], intitulada “Recursos didácticos de cariz CTS para a educação não-formal de ciências” (aprovada em 18 de Maio de 2009).

Susana Alexandre dos Reis no Mestrado em Supervisão do DTE-UA, intitulada “Formação contínua de professores do 1º CEB em Ensino Experimental das Ciências” (aprovada a 17 de Julho  de 2008).

Luís Filipe Torres Moreira no Mestrado em Comunicação e Educação em Ciência da Secção Autónoma de Ciências Sociais, Jurídicas e Políticas da UA, intitulada “Aprendizagem das Ciências no 3ª CEB numa perspectiva CTS/PC em contexto não-formal” (aprovada em 17 de Julho de 2008).

Luísa Maria Paiva Travassos Martins no Mestrado em Supervisão do DTE-UA intitulada “Formação contínua de professores do 1º CEB em Ensino Experimental das Ciências” (aprovada a 24 de Julho  de 2007).

Ticiana de Astrogildo e Trez (co-orientação com o Professor Júlio Pedrosa) no Mestrado em Comunicação e Educação em Ciência da Secção Autónoma de Ciências Sociais, Jurídicas e Políticas da UA, intitulada “Concepção e práticas CTS dos professores de uma escola inovadora” (aprovada em 19 de Julho de 2007).

Isabel Maria dos Santos Pereira (co-orientação com Professora Nilza Costa) no Mestrado em Gestão Curricular do DTE/DCE-UA, intitulada “A criatividade em manuais escolares de Ciências do Ensino Básico“ (aprovada em 18 de Julho de 2007).

Cecília Vieira Guerra (co-orientação com Professora Maria João Loureiro) no Mestrado em Comunicação e Educação em Ciência da Secção Autónoma de Ciências Sociais, Jurídicas e Políticas da UA, intitulada “Avaliação do Storyboard e da metodologia de desenvolvimento do courseware Sere“ (aprovada em 17 de Julho de 2007).

Sílvia Mariana da Rocha Barbosa no Mestrado em Supervisão do DTE-UA, intitulada “Supervisão e Formação em ensino experimental das Ciências no 1º Ciclo” (aprovada a 11 de Julho  de 2007).

Renata Maria Costa Fernandes no Mestrado em Supervisão do DTE-UA intitulada “Estratégias de ensino/aprendizagem das Ciências: contributos da formação de professores do 1º CEB” (aprovada a 11 de Julho  de 2007).

Ana Sofia Gonçalves Costa no Mestrado em Educação em Ciências no 1º ciclo do Ensino Básico do DTE-UA, intitulada “Pensamento Crítico: Articulação entre a educação não-formal e formal em Ciências” ( aprovada a 4 de Junho de 2007).

Daniel Filipe Ferreira Alves no Mestrado em Educação em Ciências no 1º ciclo do Ensino Básico do DTE-UA, intitulada “Os manuais escolares de Estudo do Meio, educação CTS e pensamento crítico” (aprovada em 19 de Julho de 2005).

Jorge Fernando Marques de Almeida no Mestrado em Educação em Ciências no 1º ciclo do Ensino Básico do DTE-UA, intitulada “Concepções e Práticas de Professores do 1º e 2º Ciclos do EB sobre CTS” (aprovada em 29 de Setembro de 2005).

Novo Livro

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Acabou de ser publicado um livro que, do meu ponto de vista, deve ser divulgado junto dos principais interessados: Professores do 1º e do 2º Ciclo do Ensino Básico preocupados com o ensino e a aprendizagem da Matemática.
De título: “Promover a Literacia Matemática dos Alunos” de Celina Tenreiro-Vieira e publicado pela Editora Educação Nacional (http://www.editoraeducnacional.pt/pt_pt/maxshop/produto/333/16019/promover-a-literacia-matematica-dos-alunos/) o livro centra-se na resolução de problemas e nas investigações em matemática enquanto via para promover a formação de cidadãos matematicamente competentes.
Destaco também o está no próprio livro escrito:
Além de um enquadramento que clarifica e fundamenta uma educação em matemática numa perspectiva de literacia matemática, apresenta e explora exemplos de problemas e investigações para a aula de matemática, desde os primeiros anos de escolaridade, relativamente aos quais são explicitadas e justificadas linhas orientadoras para a acção do professor. Afigura-se, pois, como um instrumento para ajudar o professor a promover a actividade matemática dos alunos, relevando a construção e utilização de conhecimento matemático e o desenvolvimento de capacidades de pensamento, em particular de capacidades ligadas à resolução de problemas, ao raciocínio matemático e à comunicação matemática.
Saliento ainda, para os professores que pretendem corresponder às exigências curriculares do novo Programa de Matemática do Ensino Básico, que os exemplos apresentados foram desenvolvidos e implementados tendo em conta estas recentes orientações curriculares.
Boas leituras!

Metas

Tenho lido vários comentários ao projecto das “Metas de Aprendizagem” (http://www.metasdeaprendizagem.min-edu.pt) que revelam, pelo menos, ausências de leitura da informação que está no site. Além disso, existem afirmações, algumas delas em contexto de conversas e aulas, que revelam dúvidas sobre o mesmo. Assim, aproveitando a informação que está no menu “Sobre o projecto” destaco, neste momento:

  •  Consiste na concepção de referentes de gestão curricular para cada disciplina ou área disciplinar, em cada ciclo de ensino, desenvolvidos na sua sequência por anos de escolaridade, incluindo ainda metas finais para a Educação Pré-escolar. 
  • Traduzem-se na identificação das competências e desempenhos esperados dos alunos, no entendimento que tais competências e desempenhos evidenciam a efectiva concretização das aprendizagens em cada área ou disciplina e também as aprendizagens transversais preconizadas nos documentos curriculares de referência (Currículo Nacional ou Orientações Curriculares para a Educação Pré-Escolar, e Programa ou Orientações Programáticas da Disciplina ou Área Disciplinar).
  • As Metas de Aprendizagem constituem, assim, instrumentos de apoio à gestão do currículo, e são disponibilizadas para serem utilizadas voluntária e livremente pelos professores no seu trabalho quotidiano. Não sendo documentos normativos, pretende-se que o seu uso efectivo decorra do reconhecimento da sua utilidade prática por parte dos professores, dos alunos e das famílias.
  • A Estratégia para o Desenvolvimento de um Currículo Nacional do Ensino Básico e Secundário, agora delineada pelo Ministério da Educação, em que este Projecto se integra, visa promover um percurso de coerência, clarificação e operacionalidade dos documentos curriculares que orientam, no plano nacional, as linhas de acção que as escolas e os professores devem desenvolver no quadro da sua autonomia e face às diversidades dos seus contextos específicos. Visa nomeadamente operacionalizar,  em termos de resultados de aprendizagem esperados, as competências que devem resultar, para cada ciclo e área ou disciplina, do conhecimento sólido dos  respectivos conteúdos, conceitos estruturantes e processos de uso e construção desses conhecimentos.
  • As metas de aprendizagem organizam-se seguindo princípios de coerência vertical, de acordo com a progressão da complexidade das aprendizagens. Assim, para cada meta final de ciclo apresentam-se metas intermédias. A maioria das metas decorre de um processo inclusivo do total do ciclo, contudo algumas poderão ser limitadas a parte desse percurso. As metas de aprendizagem articulam-se também horizontalmente, mediante a sua harmonização referenciada aos níveis de escolaridade em causa e à mobilização conjugada de processos cognitivos convergentes.
  • Do trabalho das equipas de peritos resultou um conjunto de nove documentos provisórios correspondentes a cada uma das disciplinas ou áreas disciplinares acima referidas, os quais foram remetidos a associações profissionais de docentes e sociedades científicas para recolha de pareceres e sugestões. Foi elaborado ainda pelo colectivo das equipas disciplinares um décimo documento respeitante às metas finais para a Educação Pré-Escolar, tendo em conta a sua natureza integradora e transversal.
  • A publicação das Metas de Aprendizagem será acompanhada pela elaboração e disponibilização de alguns exemplos de estratégias de ensino e de avaliação, coerentes com as metas visadas, em cada disciplina ou área disciplinar, ou no plano das competências transversais. Estes exemplos serão elaborados pelas equipas de peritos das disciplinas ou áreas disciplinares e estarão disponibilizados brevemente neste mesmo documento.
  • Na sequência desta disponibilização pública, as Metas de Aprendizagem, constituindo um instrumento de apoio ao trabalho dos professores, poderão ser utilizadas livremente pelos docentes, em todas as escolas, no seu trabalho quotidiano de gestão curricular e de preparação das suas actividades de ensino. Contudo, numa rede de escolas a constituir na sequência de convite público à participação, essa utilização será objecto de um dispositivo de acompanhamento.

Diminuir o fosso

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Farol da Barra, 1 de Novembro de 2010

Desde o renascimento que se assiste à maior revolução científico-tecnológico de que há memória!Todavia esta não tem sido acompanhada da necessária mudança de pensamento e sobretudo de atitudes/valores. A tradição Judaico-Cristã continua a imperar,  especialmente nas sociedade ocidentais, e a influenciar muitos dos hábitos, preferências e rotinas. E, em várias situações, ainda bem!

Mas, as necessárias mudanças que deveriam acontecer na sala de aula não têm ocorrido nem acompanhado muitos dos avanços científicos e tecnológicos. A investigação em Educação tem sistematicamente  evidenciado que as inovações e mudanças que se impõem não “chegam” aos Professores e às suas práticas, nomeadamente no nosso país.

E, globalmente, a investigação que se faz em Portugal tem estado, nos últimos anos, ao nível e acompanhado a que se produz nos países de referência na área. Então o que fazer para diminuir o fosso entre a investigação que se produz e o que acontece nas práticas docentes?

A investigação e as possíveis respostas a esta questão tem crescido, incluindo no CIDTFF – Centro de Investigação Didáctica e Tecnologia na Formação de Professores. Aponto aqui uma forma de diminuir este fosso: aproximar a investigação dos seus principais destinatários – os Professores. Só a publicação e divulgação clara, por exemplo, com revistas, em papel e/ou online, é que se poderão “construir pontes” com os Professores.

Neste caso constitui um bom exemplo a divulgação junto dos Professores do que se vai  produzindo na investigação, particularmente do CIDTFF, a revista INDAGATIO DIDACTICA que se pode consultar em:

http://indagatio-didactica.web.ua.pt/index.php/id 

Nos dois números desta revista até ao momento publicados podemos encontrar artigos relevantes, alguns com inovações que foram desenvolvidas com e para os Professores, no caso do Ensino Básico. De salientar os vários artigos de diferentes  investigadores, alguns deles que são Professores no activo e outros de Bolseiros de investigação que estão ou desenvolveram investigação nas suas práticas educativas.