Educar para a “desobediência”?

Entre notícias especialmente focadas na campanha para as presidenciais e a “crise” financeira, descobri uma notícia que merece destaque e pode ser lida em:

http://www.publico.pt/Educa%C3%A7%C3%A3o/escola-deve-estimular-pensamento-critico-dos-alunos-diz-exministro-da-justica_1368618

De título:
Escola deve estimular pensamento crítico dos alunos, diz ex-ministro da Justiça

a notícia chama a atenção para a defesa de uma necessidade que é finalidade última deste blogue. Mas o breve texto seguinte deixa logo alguma preocupação:
“A escola actual deveria educar para a “desobediência” no sentido em que deve estimular nos alunos o desenvolvimento de pensamento crítico,…”.

Será esta notícia lida com “sense” (bom senso)?
Ou não se correrá o risco de associar o Pensamento Crítico à “desobediência”? Ou mesmo “rebeldia”?
O que pensa(m) disto?

Tipos de pensadores

Tenho assistido com preocupação ao modo como se usam falácias na vida política e social Portuguesa. Tal é claramente visível na comunicação social e na blogsfera, nomeadamente da educação. Existem muitos ataques pessoais, particularmente ao poder político actual, inferências inválidas, muitas opiniões pouco sustentadas, … enfim a “crítica do bota abaixo”, que é um caminho fácil, mas pouco construtivo e produtivo!

Ora, não estarei a ser exagerado se afirmar que em muitas situações se assiste a ausência total de capacidades de pensamento crítico. Precisamos, pois, de fazer uma melhoria efectiva do potencial cognitivo que temos e de ter melhores pensadores. Onde a educação intencional e sistemática, desde os primeiros anos, tem um papel crucial!

Para melhor se explicar os 3 principais tipos de pensadores sugiro um vídeo que está no youtube, apresentando aqui a versão de Português do Brasil para crianças.
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Novo Tema

Novo ano cara nova!

Actualiza-se o tema deste blog essencialmente para permitir novas funcionalidades digitais (novos plugin’s e widget’s). Agradeço aos serviços da Universidade de Aveiro todo o apoio prestado, particularmente à Susana Caixinha.
Desejam-se também novas dinâmicas, participações, intervenções, …
Nesta perspectiva  começamos com ânimo e música!

Novas e refrescantes músicas e grupos e interpretes Portugueses:

OqueStrada – Oxalá Te veja

Maria Clementina – Vou ser alguém

Tiago Bettencourt e Mantha – Só mais uma volta

Fórum de discussão

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Farol da Barra, 1 de Janeiro de 2011

Com o envolvimento de várias instituições, como a Organização dos Estados Ibero-americanos, existe um espaço de Fórum sobre CTS que importa destacar e divulgar. Os assuntos em debate têm sido vários e tido muita participação, sendo a maioria em Castelhano.

A lista de todos os temas de discussão está em:

http://www.revistacts.net/index.php?option=com_content&view=article&id=343&Itemid=96

Como se pode verificar o último fórum publicado é sobre: “¿Emergencia planetaria… o catastrofismo ecologista?”, de Amparo Vilches e Daniel Gil Pérez. Apresento em seguida uma parte do texto de discussão, neste momento já com 5 comentários:

 

“Estamos viviendo una situación de auténtica emergencia planetaria (Bybee, 1991), caracterizada por un conjunto de problemas estrechamente vinculados y que se potencian mutuamente (Duarte, 2006), como consecuencia, entre otros, de un enorme crecimiento económico y demográfico: desde el agotamiento de recursos fundamentales a una contaminación sin fronteras que está contribuyendo a la degradación de todos los ecosistemas, a una pérdida creciente de biodiversidad y diversidad cultural y amenaza con un cambio climático cuyas consecuencias, que empiezan a ser visibles, pueden conducir al colapso de nuestras civilizaciones (Diamond, 2005). Sin olvidar los crecientes desequilibrios que contribuyen a que miles de millones de personas vivan hoy en condiciones de insoportable miseria y que están potenciando numerosos conflictos y violencias. Por ello desde la comunidad científica se ha planteado la necesidad de convertir el siglo XXI en el siglo del medioambiente, orientando los esfuerzos hacia la resolución de los problemas socioambientales que amenazan nuestra supervivencia (Lubchenco, 1998). Por ello también, Naciones Unidas ha instituido “La década de la educación por un futuro sostenible” (www.oei.es/decada), reclamado a los educadores de todos los niveles y áreas, tanto de la educación formal como de la no reglada (museos, media…) que contribuyan a formar ciudadanas ciudadanos conscientes de la gravedad de los problemas y preparados para participar en la toma de decisiones fundamentadas.”

 

Apelo, pois, à participação de todos.