Paradoxos

Vivemos vários paradoxos, neste momento, a nível europeu e nacional.

Por exemplo, em um momento que que ficamos a saber que “Portugal foi o país que mais cresceu no peso dos licenciados nas áreas das ciências” (ver notícia em: http://www.publico.pt/Educa%C3%A7%C3%A3o/portugal-e-o-pais-europeu-com-maior-aumento-de-licenciados-nas-areas-de-ciencias-1573096) também verificamos que o número destes que imigrou aumentou consideravelmente (cf os dados definitivos acabados de divulgar dos Censos 2011 em: http://censos.ine.pt/xportal/xmain?xpid=CENSOS&xpgid=ine_censos_publicacao_det&contexto=pu&PUBLICACOESpub_boui=
73212469&PUBLICACOESmodo=2&selTab=tab1&pcensos=61969554) e o  Eurostat mostra que milhares de portugueses no estrangeiro estão a tornar-se cidadãos dos países de destino.

Ou talvez tal resulte do futuro coletivo que estamos a construir!
Afinal o que é a cidadania? E o que é, ou qual é, a nossa pátria?
Espero que, para todos mas especialmente para estes últimos cidadãos, a Língua Portuguesa continua a ser a sua Pátria, como era para Fernando Pessoa.

 

Capacidades para a Aprendizagem

Do artigo referenciado ao fundo aqui ficam as 9 capacidades a promover para uma aprendizagem no Sec. XXI:

#1. Tornar os assuntos / temas relevantes;

#2. Articular e promover a interdisciplinaridade na aprendizagem;

#3. Desenvolver as capacidades de pensamento;

#4. Encorajar a transferência da aprendizagem;

#5. Ensinar os alunos a aprender;

#6. Focar diretamente os erros e conceções alternativas dos alunos;

#7. Tratar o trabalho cooperativo como um resultado da aprendizagem;

#8. Explorar a tecnologia como suporte à aprendizagem;

#9. Promover a criatividade.

 

Learning 21st-century skills requires 21st-century teaching. By: ROSEFSKY SAAVEDRA, ANNA; OPFER, V. DARLEEN. Phi Delta Kappan. Oct2012, Vol. 94 Issue 2, p8-13.

Ranking(s)

Depois de nos últimos 15 dias terem sido divulgadas e comentados os Ranking’s (ver por exemplo: http://static.publico.pt/docs/educacao/rankings2012/e
http://www.publico.pt/Educa%C3%A7%C3%A3o/analise-joaquim-azevedo-da-cedencia-a-decencia_1567148) das escolas no que diz respeito aos exames do 6º, 9º e 12º anos venho destacar aspetos que me parecem ser de discutir e que são contributos para se compreender os factores que contribuem para o êxito educativo:

  • Pela 1ª vez foi possível relacionar as médias dos exames nacionais com as características socioeconómicas dos agregados familiares dos alunos. Das relações estatísticas realizadas, e como conclui Joaquim Azevedo “(i) existe uma elevada influência do contexto cultural e socioeconómico sobre os resultados dos exames; (ii) esta certeza não é nenhuma fatalidade social, porque se trabalha em muitas escolas acima do “esperado”; (iii) urge agir publicamente junto das escolas em maiores dificuldades”. Mais concretamente,  os dados socioeconomicos utilizados este ano “explicam 40% da variação registada nas médias obtidas pelas escolas”.
  • Vários outros factores foram também apontados para os bons resultados de algumas escolas, inclusivé de escolas com alunos oriundos de meios desfavorecidos, como a estabilidade do corpo docente e existirem alunos empenhados e comprometidos com a sua aprendizagem, bem como as suas famílias;
  • No que se refere aos exames do 6ª ano e tendo em conta as 100 primeiras escolas verifica-se que só existem 5 públicas sendo 3 de música. Mas tal é melhor compreendido quando percebemos que o custo médio de um aluno em Portugal é de 4415 € (ver relatório do Tribunal de Contas ou um resumo aqui), mas que em escolas como a “Escola de Música do Conservatório Nacional, em Lisboa, cada aluno custa em média 46 791,91 euros”;
  • As escolas básicas e secundárias de Aveiro estarem globalmente bem posicionadas a nível nacional, especialmente se se considerarem e compararem só com as escolas públicas.