Teaching Day

Na última quarta-feira, 27 de novembro realizou-se na Universidade de Aveiro a 2ª edição do Teaching Day, alusiva ao tema da “Inovação Pedagógica”. Foi um momento de partilha de experiências pedagógicas no qual, estudantes e docentes, apresentaram perspetivas e exemplos de boas práticas de formação. O programa integrou painéis temáticos, comunicações e uma sessão expositiva composta por cerca de 40 pósteres, os quais estarão brevemente disponíveis em http://www.ua.pt/teachingday . Neste site também se pode encontrar o programa completo, bem como fotos (no Sapo Campus), das quais se inclui uma abaixo.

Com um auditório praticamente cheio foi muito interessante revisitar momentos dos 40 anos de história da UA (com os Professores Victor Gil, Júlio Pedrosa, Isabel Alarcão e António Ferrari), refletir criticamente sobre a importância de diferentes contextos e ambientes de aprendizagem e discutir o conceito e a prática de inovação pedagógica.

Desejo que esta iniciativa tenha continuidade e permita criar redes de reflexão e investigação em torno da melhoria do processo de ensino e de aprendizagem no Ensino Superior.

Teaching Day 2013 (retirada de http://fotos.ua.sapo.pt/sre/playview/454)
Teaching Day 2013 (retirada de http://fotos.ua.sapo.pt/sre/playview/454)

Prova de Acesso

Foi divulgada esta semana informação sobre a componente comum da Prova de Avaliação do desempenho ao exercício de funções docentes.  No site do Ministério da Educação está:

“A componente comum da prova de avaliação de conhecimentos e capacidades tem por objetivo avaliar o desempenho dos candidatos ao exercício de funções docentes no que respeita a conhecimentos e capacidades considerados essenciais para a docência nos diferentes níveis de ensino, nomeadamente no que respeita à leitura e interpretação de textos de diversas tipologias, à mobilização do raciocínio lógico e do pensamento crítico orientado para a resolução de problemas em contextos não disciplinares e ao domínio da expressão escrita.” (retirado de http://pacc.gave.min-edu.pt/np4/%7B$clientServletPath%7D/?newsId=14&fileName=Inf_Prova_Comum_2013_.pdf)

Entretanto, o jornal Público pediu a diferentes cidadãos (alguns menores) para realizarem a prova (ver http://www.publico.pt/sociedade/noticia/adolescentes-responderam-a-escolha-multipla-da-prova-e-passaram-1613611) e a maioria tinha aprovação nas questões de escolha múltipla. Vamos ver o que acontece no dia 18 de Dezembro.

Antes disso e neste contexto urge questionar:

  • Quais os referenciais que foram usados para as opções  feitas (tipologia de questões, cotação, …)?
  • Qual a Investigação que suporta este modelo de prova?
  • Regista-se, com agrado o apelo ao pensamento crítico; todavia, que capacidades estão a ser avaliadas? Porquê essas? …

As respostas a estas questões são uma exigência para quem tem de realizar esta prova e para quem está envolvido na formação de Professores.

Leça da Palmeira, julho de 2013
Leça da Palmeira,  julho de 2013

Escola Pública?

No jornal Público saíram nesta última semana dois artigos sobre o papel da escola pública que ajudam na discussão sobre o que é e que futuro lhe está a ser reservado. Estes são:

Não concordo com todos os argumentos apresentados em ambos; mas importa promover a discussão crítica.

 

Rankings 2013

Com a proliferação das notícias sobre os rankings deste ano importa pensar sobre os resultados e listas divulgadas. Destaca-se que a posição das escolas varia (ver por exemplo: http://www.publico.pt/rankings-das-escolas/2013/6-ano  e http://www.jn.pt/multimedia/infografia970.aspx?content_id=3522676) em função de um conjunto de fatores como: número de alunos que realizaram os exames (e não o número de provas), resultados de uma, duas ou de todas as disciplinas, fase considerada e tipo de escola/agrupamento. Pelo que visões, conclusões e interpretações simplistas, com destaque para “as privadas são melhores que as escolas públicas”, são perigosas e, em alguns casos, são mesmo falaciosas! Precisamos de conhecer os projetos educativos das escolas e as medidas que implementam para promover o sucesso nas aprendizagens dos alunos para que se possa comparar as escolas.

Bom, avanço com dois destaques da imprensa:

–       “Quase 90% das escolas chumbaram nos exames do 9º ano” (http://www.jornaldenegocios.pt/economia/educacao/detalhe/quase_90_das_escolas_chumbaram_nos_exames_do_9_ano.html)

–       “Há mais escolas públicas a ficar aquém do esperado para o seu contexto social” (http://www.publico.pt/sociedade/noticia/ha-mais-escolas-publicas-a-ficar-aquem-do-esperado-para-o-seu-contexto-social-1611858?utm_source=feedburner&utm_medium=feed&utm_campaign=Feed%3A+PublicoRSS+%28Publico.pt%29#/0)

Vale a pena ler alguns dos artigos de opinião da imprensa de hoje:

–       “O que está por detrás dos números?” (http://www.publico.pt/sociedade/noticia/o-que-esta-por-detras-dos-numeros-1611859)

–       “Sobre os maus usos dos rankings” (http://www.publico.pt/sociedade/noticia/sobre-os-maus-usos-dos-rankings-1611787)

–       “As associações de pais consideram que a responsabilidade pelos resultados negativos nos ‘rankings’ das escolas não pode ser atribuída nem a alunos nem a professores, atribuindo culpas ao ministério e à instabilidade vivida no período de exames” (http://www.dn.pt/inicio/portugal/interior.aspx?content_id=3523824)

Entretanto importa voltar à discussão com os resultados de estudos como:

ESCOLAS PÚBLICAS PREPARAM MELHOR OS ALUNOS PARA TEREM SUCESSO NO SUPERIOR (http://crup.pt/pt/imprensa-e-comunicacao/recortes-de-imprensa/4404-escolas-publicas-preparam-melhor-os-alunos-para-terem-sucesso-no-superior)

Finalmente, com a notícia que “Portugal é o 6º país mais envelhecido do mundo” (ver por exemplo: http://www.ionline.pt/artigos/portugal/portugal-6o-pais-mais-envelhecido-mundo) percebe-se que vamos comprometendo o nosso futuro coletivo e particularmente esta geração de jovens cada vez mais talentosos (ver por exemplo as notas de entrada e depois o percurso de alguns deles no ensino superior e na sua vida profissional).

Lubango, junho de 2013.
Lubango, junho de 2013 (Autoria de Manuel Ferreira Rodrigues)

Redemocratizar

Li esta expressão esta semana numa entrevista do Prof. Jorge Miranda e penso que a mesma se aplica e justifica ao que foi relatado ontem na reportagem da TVI (clique abaixo para a poder ver).

VERDADE INCONVENIENTE

Independentemente da argumentação que foi usada ao longo da reportagem urge que todos, face à constituição Portuguesa, tenham as mesmas condições de acesso à educação e que os “dinheiros públicos” sejam usados com rigor. Se tal não aconteceu porque não foram ou são julgados os envolvidos?

Entretanto vale a pena também consultar o site da OCDE (http://www.oecdbetterlifeindex.org/#/31115315313) e ver o que se passa vos vários países tendo em conta as opções que fazemos nos indicadores que à direita surgem! E, uma vez mais, se verifica que temos um “caminho” a percorrer na melhoria da nossa qualidade de vida e que a educação é o “motor” para fazer essa viagem!