NGSS

Os NGSS – The Next Generation Science Standards  dos EUA são as novas linhas de orientação curricular que foram, desde 2011, sendo sucessivamente discutidas com a participação de toda a sociedade e se apresentam como uma versão para ser agora operacionalizada e plasmada pelos vários estados daquele vasto país (http://www.nextgenscience.org/).

Existem outros e vários sites que os apresentam e descrevem e já tentam operacionalizar como por exemplo:

http://www.nap.edu/openbook.php?record_id=18290&page=R3

http://www.nextgenscience.org/search-standards-dci

http://ngss.nsta.org/about-the-next-generation-science-standards-2/

http://www.cde.ca.gov/pd/ca/sc/ngssintrod.asp

De uma primeira análise deste documento saliento:

  • O modo como está claro o arranjo de todas as áreas disciplinares ao longo de todo o ensino básico (elementar) e secundário (ver 2º site acima);
  • A Framework for K-12 Science Education que foi previamente publicada em livro e que está sintetizada em um vídeo (disponível ao fundo do link seguinte: http://sites.nationalacademies.org/dbasse/bose/framework_k12_science/index.htm
  •  A visão que está inerente a este Framework é que os estudantes devem envolver-se em 3 dimensões: (i) Práticas de Ciências e de Engenharia; (ii) em Conceitos que se cruzam; e (iii) Ideias disciplinares centrais (core).  A ênfase está nos conhecimentos, capacidades de pensamento, como a do crítico e criativo, e em atitudes para e sobre a Ciência.
  • Uma adequada visão sobre a avaliação e que está patente no livro Developing Assessments for the Next Generation Science Standards, publicado em 2013,develops an approach to science assessment to meet the vision of science education for the future as it has been elaborated in A Framework for K-12 Science Education (Framework) and Next Generation Science Standards (NGSS).

    Não temos de fazer cópias! Mas, em Portugal foi feito um percurso em outro sentido! Porquê? Qual a fundamentação para esta opção? Porque continuamos com um programa de Estudo do Meio (1º CEB) e de Ciências do 2ºCEB com mais de 20 anos?

Preocupação

Insiste-se que a Educação de qualidade é a chave da mudança! Já escrevi e fundamentei aqui anteriormente que só assim podemos mudar o nosso futuro coletivo criticamente (construtiva, esclarecida, sensata e ativamente).

Daí que o último boletim do Eurostat de abril (http://epp.eurostat.ec.europa.eu/cache/ITY_PUBLIC/3-11042014-AP/EN/3-11042014-AP-EN.PDF) sobre os indicadores de término do ensino superior na Europa a 28, mostre que a situação em Portugal começa a ser dramática. Sendo a meta para 2020 de 40% percebe-se que se terá de fazer um esforço deliberado para a atingir, dado que entre os 30 e os 34 anos apenas temos, em 2013, a percentagem de 29,2.

Ainda mais preocupante se torna quando se verifica que existem cada vez mais alunos que terminam o Ensino Secundário e não vão frequentar o Ensino Superior (ver por exemplo a notícia em: http://www.publico.pt/sociedade/noticia/ha-menos-estudantes-do-secundario-a-querer-tirar-um-curso-superior-1632786). Urgem medidas para combater duas das razões apontadas para esta situação: “Dificuldades económicas” e “Não gostar de estudar”.

Além das bolsas aos estudantes que o justifiquem existem medidas, várias também já aqui identificadas, que se exigem até por compromissos políticos assumidos por Portugal.

Tipos

Este é um termo que tem sido muito usado e nem sempre com significado preciso. Essencialmente por isso não aprecio o seu uso abusivo e muitas vezes sem propriedade, particularmente quando transferido para a área da educação.

Todavia, os dois vídeos que aqui apresento são sobre tipos de professores e de alunos que hoje parecem existir nas salas de aula, particularmente no Brasil. Pese embora possam apresentar algum exagero e estereótipos importa perguntar se tal também se verifica em Portugal.

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