Mito Nacional

Aconselho vivamente a leitura do artigo da revista2 do Jornal Público de hoje de título: “À procura de um novo mito nacional“. Deste destaco a frase:

“A nossa juventude está a ir-se embora, estamos a perder os melhores valores, a Educação está de rastos, a Economia é o horror. Vemos que nos estamos a transformar numa monstruosidade. Mas nós não acreditamos nisto. Acreditamos que vamos ser um país normal.”

José Gil

CONCORDA?  Qual a “imagem ideal de nós próprios”, como diz Eduardo Lourenço? …

Porto, maio de 2014
Porto, maio de 2014

Fábrica de Alunos

Um dos temas que o Jornal público tem no seu site é dedicado a: “Quando a escola deixar de ser uma fábrica de alunos” e que está em

http://www.publico.pt/temas/jornal/quando-a-escola-deixar-de-ser-uma-fabrica-de-alunos-27008265

Trata-se de um artigo que merece reflexão e trago aqui algumas passagens que, do meu ponto de vista, não são isentas de controvérsia:

“A pedagogia tradicional da escola uniformizada está na base da criação da escola de massas a partir do século XIX e não sofreu alterações radicais desde então.”

“Há muito tempo que a escola se concentra em ensinar aos alunos as competências básicas da matemática, da escrita e da leitura. Agora, estas aprendizagens básicas já não são suficientes. “

“Wagner defende que a escola deve desenvolver sete “competências de sobrevivência” necessárias para que as crianças possam enfrentar os desafios futuros: pensamento crítico e capacidade de resolução de problemas, colaboração, agilidade e adaptabilidade, iniciativa e empreendedorismo, boa comunicação oral e escrita, capacidade de aceder à informação e analisá-la e, por fim, curiosidade e imaginação.”

“As novas tecnologias possibilitam que as inovações pedagógicas se desenvolvam de maneira massificada.”

“Cada escola goza de grande liberdade para desenhar os seus próprios currículos. No sistema educativo finlandês, os jovens têm muito poucos trabalhos de casa e são submetidos a poucos testes e exames.”

“A formação dos professores tem de sofrer alterações para se aproximar mais da formação dos médicos, por exemplo: “A aprendizagem das profissões que envolvem interacções com outras pessoas deve fazer-se mais pela integração num grupo, pelo acompanhamento, pelo exemplo e pela discussão e análise das situações.” Ou seja, os futuros professores deveriam aprender através de casos concretos: assistindo a aulas reais, por exemplo, e não recebendo aulas sobre como se ensina.”

O que pensa do artigo? E das afirmações acima (no contexto do artigo)? …