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Tipos

Este é um termo que tem sido muito usado e nem sempre com significado preciso. Essencialmente por isso não aprecio o seu uso abusivo e muitas vezes sem propriedade, particularmente quando transferido para a área da educação.

Todavia, os dois vídeos que aqui apresento são sobre tipos de professores e de alunos que hoje parecem existir nas salas de aula, particularmente no Brasil. Pese embora possam apresentar algum exagero e estereótipos importa perguntar se tal também se verifica em Portugal.

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Mandela

Dados os valores humanistas que representa(rá), neste momento, destaco da vida e obra de Nelson Mandela, que considero ter sido um pensador crítico, o facto de se ter mostrado um Ser Humano:

  • pacífico;
  • justo;
  • reconciliador;
  • alegre;
  • humilde;
  • com abertura de espírito e capaz de se colocar no papel do outro;
  • com esperança na humanidade e na melhoria de todos os seres humanos, independentemente da sua cor, credo e situação;

Este homem escreveu:

“A Educação é a mais poderosa arma que se pode usar para mudar o mundo”!

Uma das últimas fotos obtida em: http://www.celsius1414.com/wp-content/uploads/2013/12/Nelson-Mandela-Desktop-2013.jpg
Uma das últimas fotos de Mandela obtida em: http://www.celsius1414.com/wp-content/uploads/2013/12/Nelson-Mandela-Desktop-2013.jpg

Para Pensar

Duas frases da imprensa de hoje devem-nos fazer pensar sobre a responsabilidade política e partidária e também de todos nós como sociedade:

Relatório sobre a actividade das comissões de protecção de crianças e jovens em risco regista “aumento muito significativo” de situações que comprometem direito à educação e que já são 22,2% do total de casos (ver notícia completa, por exemplo, jornal Público em: http://www.publico.pt/portugal/jornal/absentismo-e-abandono-escolar-ja-sao-a-segunda-maior-ameaca-a-menores-27162887).

Rui Moreira (novo Presidente da Câmara Municipal do Porto). “Se os partidos não entenderem o que se passou aqui hoje, então não perceberam nada”.

Lubango, junho de 2013  (Autoria de Manuel Ferreira Rodrigues)
Lubango, junho de 2013 (Autoria de Manuel Ferreira Rodrigues)

Inaceitável

Dois relatórios apresentados na última semana revelam dados inaceitáveis:

– metade dos alimentos produzidos no mundo são desperdiçados por não corresponderem às “normas”; é uma realidade – a aparência leva ao desperdício de 30 a 50% dos alimentos disponíveis!

– mais de metade dos países do mundo não são “livres”; há menos ditaduras que democracias, mas o nº destes países com liberdade de pensamento e expressão total é uma minoria – apenas 90.

A educação, nomeadamente para a cidadania, tem de incluir explicitamente e desde o 1º Ciclo do Ensino Básico também estas questões e as suas implicações sociais e éticas na vida do Ser Humano, qualquer que seja a região do planeta onde viva.

Londres, Dezembro de 2012
Londres, Dezembro de 2012

Educação Para a Cidadania

Sou um defensor de uma Educação Para a Cidadania de qualidade nas escolas e em todos os níveis de ensino, desde a Educação Pré-escolar. Sou, pois, contra a sua exclusão, como Área Curricular Não Disciplinar, especialmente em um contexto social e económico como o que se vive atualmente em Portugal!

Desconheço se existe alguma estudo nacional de avaliação do impacte desta formação, desde a criação destas áreas, decorrente da publicação do Decreto-Lei nº 6/20o1. Uma decisão política desta natureza deveria ser enquadrado por estudos, pareceres e recomendações. Por isso, neste último caso sugiro a leitura e discussão da “Recomendação sobre Educação para a Cidadania” do Conselho Nacional de Educação e que pode ser consultada em:

http://www.cnedu.pt/images/stories/2011/PDF/Rec_Ed_Cidadania.pdf

Concorda com esta recomendação? O que pensa sobre a existência de uma  “nova disciplina de Formação Cívica (cf. Decreto -Lei n.º 50/2011 de 8 de abril) […] no ensino secundário, em adequada articulação com os processos que visam os melhores níveis de sucesso académico dos alunos. No ensino básico, deve ser revalorizada a educação para a cidadania democrática no âmbito da Formação Cívica, resgatando-a do enclausuramento excessivo relativo à gestão quotidiana dos problemas que decorrem das funções da direção de turma”?

Deveria existir a Formação Cívica? Com que abordagem e programa? …

Autoridade nas Escolas

Escrevi neste blog, por duas vezes sendo a última no passado dia 31 de Outubro, sobre a indisciplina nas escolas. Neste último post afirmava:

Não será preciso ser visionário para perceber que se não forem tomadas medidas a situação tenderá a agravar-se e só será incluída ou considerada na agenda política quando existirem situações de enorme gravidade (e que sejam divulgadas publicamente)!”.  

Agora que aconteceram (casos do aluno de Mirandela e de um Professor de Sintra que alegadamente se suicidaram por “agressões” variadas e continuadas) estão já agendados na Assembleia da República “debates de urgência” para a próxima 6ª feira.
Espero que a retórica dê lugar a medidas efectivas como as que volto a sistematizar:

 – Mudar os estatutos, como o do aluno e os regulamentos das escolas / agrupamentos, por forma a que os incumpridores (sejam alunos, pais, professores, …) não continuem impunes.

– Proporcionar (talvez até antes de lhes dar o Rendimento de Reinserção Social) aos pais formação sobre o seu papel e competências parentais e responsabilizá-los depois por actos continuados de indisciplina ou delinquência dentro das escolas.

– Formação de Professores para nova(s): visões do currículo, de estratégias de ensino / aprendizagem, de recursos com destaque para as TIC, de bases e acções na gestão de conflitos, de propostas para so alunos poderem  superar as suas dificuldades de aprendizagem, …

-Criar comissões mistas (Professores, alunos, …) de acompanhamento e prevenção destes casos.