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Competências para o futuro

São vários os documentos e iniciativas recentes que têm vindo a destacar as competências para o futuro, entre os quais se salientam:

Salienta-se nestes a importância crescente e explícita ao pensamento crítico.  São boas notícias para impelir a que passe à ação!

InfoFuturoTrabalho

Competências do Século XXI

Em um blog também focado no Pensamento Crítico venho desta vez salientar a importância deste tipo de pensamento e de outros como a Criatividade, como competências fundamentais para uma cidadania plena no século XXI.

Este facto tem sido destacado em diversos contextos, especialmente por empresas e organizações. São exemplos destas os vários sites que proliferam na rede web como os seguintes:

Captura de ecrã 2016-02-02, às 16.35.00

 

Eleições e Educação

Vamos ter em Portugal eleições legislativas no próximo dia 4 de outubro de 2015. Importa votar em consciência e fundamentadamente em Democracias como a nossa.

Para tal e da nossa atividade profissional, no contexto deste blog temos vindo a centrar a atenção nas propostas de educação dos vários partidos. Também por isso um conjunto de docentes do Departamento de Educação da Universidade de Aveiro, entre os quais me encontro, realizou no passado dia 24 de setembro uma tertúlia com os 4 partidos envolvendo os representantes indicados pelos partidos com representação parlamentar. Uma breve síntese com fotos pode ser lida em: http://tertuliapensareduca.blogspot.pt/ .

Além desta tem havido um esforço para sintetizar as principais propostas que os partidos apresentam para os próximos 4 anos. Entre estes destaco as que incluem ou se centram na educação:

De toda esta relevo as propostas e questões que devem ser ponderadas na área da Educação para os 4 próximos anos (idealmente para mais que uma legislatura e que resulte de um pacto em torno da Lei de Bases do Sistema Educativo):

• Em contexto de crise económica e financeira qual o papel que se atribui à educação em Portugal e qual o valor do PIB a atribuir. Para atingir que metas e níveis?

• Em que idade começa  uma educação pré-escolar de qualidade para todos? 2,3, 4 ou 5 anos? Com que orientações?

• Que estatuto para a escola pública e para a escola privada? Com que financiamentos? …

• Que educação queremos? Como combater a indisciplina? E como garantir a inclusão?

• Que currículo nacional e local para o Ensino Básico e para o Ensino Secundário? Com que metas e respetiva avaliação?

• Que gestão para as escolas? Com que dinâmica (disciplinas/ áreas ou temáticas transversais, número de alunos por turma, em que salas e com que recursos e escolas,…)?

• Papel da autonomia e descentralização da educação: Como? Com quem?…

• Percursos no Ensino Básico e Secundário e com que objetivos.

• Investigação Científica e aposta no Ensino Superior: Com que investimento(s) e recursos? Para quê?

• Que formação de professores? Com que alunos? E com que competências? Com provas de acesso específicas e de avaliação de capacidades? Porquê?

INSISTO QUE PRECISAMOS DE CONTINUAR A  DISCUTIR ESTAS QUESTÕES E A FUNDAMENTAR, COM O CONHECIMENTO QUE TEM SIDO PRODUZIDO NA INVESTIGAÇÃO EM EDUCAÇÃO, AS OPÇÕES A TOMAR PARA O NOSSO FUTURO COLETIVO!

Educação em Portugal II

Na sequência de um post de março deste ano neste blog e das notícias de educação que o jornal Público vai publicando, como o especial Educação do passado dia 26 de junho, venho destacar dois quadros que sistematizam muito bem duas realidades do nosso país em em termos comparativos com outros.

O 1º refere-se à importância da formação no Ensino Superior:

Captura de ecrã - 2013-06-30, 12.22.49

 

O 2º evidencia, no destacável do mesmo dia, a evolução dos resultados dos alunos Portugueses no TIMMS e no PISA que ocorreram nos últimos anos!

Refletir sobre Educação

Serve este para divulgar dois documentos recentes que merecem reflexão sobre a educação que queremos e que vamos fazendo.

O primeiro da Comissão Europeia – “Repensar a educação – Investir nas competências para melhores resultados socioeconómicos” (disponível em Português em http://ec.europa.eu/education/news/rethinking/com669_pt.pdf) e tem algumas ideias que destaco, como:

– “O investimento na educação e na formação para o desenvolvimento de competências é essencial para estimular o crescimento e a competitividade: as competências determinam a capacidade da Europa para aumentar a produtividade” (p. 2).

– “As competências transversais, tais como a  capacidade de pensar de forma crítica, de tomar a iniciativa, de resolver problemas e de trabalhar em colaboração, irão preparar as pessoas para os percursos profissionais variados e imprevisíveis de hoje” (p. 4).

– ” Dos países para os quais há dados disponíveis, só a Espanha (orçamento central), Chipre e Portugal apresentaram uma diminuição do financiamento dos regimes disponíveis de apoio às pessoas no âmbito da educação. Qualquer diminuição no investimento de hoje irá inevitavelmente ter graves consequências a médio e longo prazo para o banco de competências da Europa” (p. 14-15).

O segundo documento relaciona-se com os resultados do TIMMS a Ciências e a Matemática, o qual está na versão Portuguesa no site do governo Português (em http://www.portugal.gov.pt/pt/os-ministerios/ministerio-da-educacao-e-ciencia/mantenha-se-atualizado/20121211-mec-matematica-ciencias.aspx). Neste é de salientar a melhoria dos resultados nacionais, comparativamente com os de 1995, última vez que os alunos do 4º ano (e também do 8º) tinham participado. Além das razões apontadas pelo Ministério da Educação, para esta melhoria nos últimos 15 anos, acrescentaria o possível contributo do Programa de Formação Contínua de Matemática e do Programa de Formação em Ensino Experimental das Ciências para Professores do 1º Ciclo do Ensino Básico.

Estes destaques e outros aspetos dos documentos merecem reflexão! Por exemplo, o que fazer para inverter a situação a Ciências, do relatório acima, em que “mais de metade dos alunos portugueses não ultrapassam o nível intermédio de benchmark (melhores práticas), o segundo mais baixo em quatro níveis. Quer isso dizer que em ciências estes alunos têm quando muito conhecimentos e compreensão elementares sobre situações práticas, mas não têm domínio suficiente desses conhecimentos”.

PREC

Com este título – “Processo Revolucionário em curso” o jurista Pedro Lomba escreveu ontem no jornal Público que a formação online que as universidades, como a prestigiada Harvard, estão a oferecer vão provocar uma revolução.

A este respeito defende:

“Numa visão optimista, esta entrada em força na Internet por parte das grandes universidades permitirá expandir ainda mais o seu poder e comercializar os seus serviços. Numa visão pessimista, isto pode ser para as universidades o equivalente ao que aconteceu à industria discográfica, aos livros e à imprensa escrita. Em suma: uma revolução.”

Concorda?

Competências?

A recente tradução (2010), para Português do Brasil, do livro de Antoni Zabala e Laia Arnau, com o título “Como aprender e ensinar competências”,  da Artmed, Porto Alegre é uma obra que aconselho. Tem havido muita confusão sobre este conceito e os autores fazem um ponto de situação bem sistematizado sobre este conceito e suas implicações, incluindo mesmo críticas e deturpações.

Penso que o índice dá uma boa noção da globalidade da obra e por isso reproduzo aqui os capítulos iniciais:

1. O termo competência surge como resposta às limitações do ensino tradicional

2. A atuação eficiente das competências em um determinado contexto

3. A competência envolve sempre conhecimentos inter-relacionados a habilidades e atitudes

4. O objetivo da educação por competência é o pleno desenvolvimento da pessoa

5. As competências escolares devem abarcar o âmbito social, interpessoal, pessoal e profissional

6. A aprendizagem das competências é sempre funcional

7. Ensinar competências significa partir de situações e problemas reais

Aos professores pergunto: Ensinam competências nas vossas práticas?

Farol da Barra, Novembro de 2011

7 Competências

Tony Wagner, consultor e especialista em educação e membro do Centro de Tecnologia de Harvard, tem percorrido vários países a divulgar as 7 competências para sobreviver no mundo atual e que a maioria das escolas não possui nem ensina.

Farol da Barra, Outubro de 2011

Resumo aqui a lista das que são imprescindíveis para se “ser inovador e ter um lugar no mercado de trabalho” (que pode ler em Inglês em http://www.tonywagner.com/7-survival-skills):

 1. Pensamento crítico e a capacidade para resolver problemas.

2. Espírito colaborativo e liderança por influência (em vez de por autoridade).

3. Capacidade de adaptação e rapidez para consegui-lo.

4. Iniciativa e espírito empreendedor. 

5. Domínio da comunicação oral e escrita.

6. Capacidade para aceder e processar toda a información disponível.

7. Curiosidade e imaginação.

Este investigador considera que as práticas dos Professores precisam de ser inovadoras para que os alunos sejam também inovadores e passem a criar em vez de simplemente consumir. Considera que este é um dos segredos do sistema Finlandês, que apostou nos últimos 40 anos a redesenhar a seleção e formação dos professores. Estes passaram a ter um enorme prestígio e respeito, derivado do facto de serem escolhidos entre os melhores do seu Ensino Secundário e terem um modelo que promove o trabalho colaborativo focado explicitamente no pensamento crítico.

Competências

Por considerar importante divulgar (e discutir) incluo aqui a “RECOMENDAÇÃO DO PARLAMENTO EUROPEU E DO CONSELHO” de 18 de Dezembro de 2006 sobre as competências essenciais para a aprendizagem ao longo da vida (2006/962/CE). Desta destaco as competências (definidas, neste documento, como uma combinação de conhecimentos, aptidões e atitudes adequadas ao contexto) essenciais que estão no anexo.

O Quadro de Referência estabelece oito competências essenciais – necessárias a todas as pessoas para a realização e o desenvolvimento pessoais, para exercerem uma cidadania activa, para a inclusão social e para o emprego:

1) Comunicação na língua materna;

2) Comunicação em línguas estrangeiras;

3) Competência matemática e competências básicas em ciências e tecnologia;

4) Competência digital;

5) Aprender a aprender;

6) Competências sociais e cívicas;

7) Espírito de iniciativa e espírito empresarial; e

8) Sensibilidade e expressão culturais.

Relevante, pelo menos do ponto de vista educacional, é também a definição e explicitação de cada uma das 8 competências essenciais.Por exemplo, os conhecimentos, aptidões e atitudes essenciais correspondentes à competência 3) são:

A. O conhecimento necessário em matemática pressupõe um conhecimento sólido dos números, das medidas edas estruturas, das operações fundamentais e das representações matemáticas de base, bem como acompreensão dos termos e conceitos matemáticos e das questões às quais a matemática pode dar respostas.Qualquer pessoa deverá ter capacidade para aplicar os princípios e processos matemáticos de base em situaçõesda vida quotidiana, tanto em casa como no trabalho, e para seguir e avaliar cadeias de raciocínio. Qualquerpessoa deverá ser capaz de efectuar um raciocínio matemático, de compreender uma demonstração matemática,de comunicar em linguagem matemática e de empregar as ferramentas auxiliares adequadas.Uma atitude positiva em matemática baseia-se no respeito da verdade e na vontade de encontrar argumentos ede avaliar a respectiva validade.

B. Para a ciência e tecnologia, as competências essenciais compreendem o conhecimento dos princípios básicos domundo natural, dos conceitos, princípios e métodos científicos fundamentais, da tecnologia e dos produtos eprocessos tecnológicos, bem como o entendimento das repercussões da ciência e da tecnologia na natureza.Posteriormente, estas competências deverão possibilitar que as pessoas compreendam melhor os avanços, aslimitações e os riscos das teorias e aplicações científicas e da tecnologia nas sociedades em geral (no contexto datomada de decisões e face aos valores, questões morais, cultura, etc.).

No capítulo das aptidões incluem-se a capacidade de utilizar e manusear instrumentos tecnológicos e máquinas, bem como dados científicos para atingir um objectivo ou chegar a uma decisão ou conclusão fundamentada. Os indivíduos deverão ser capazes de reconhecer as características essenciais da pesquisa científica e ter a capacidadede comunicar as conclusões e o raciocínio que lhes subjaz. Esta competência inclui uma atitude de juízo crítico e de curiosidade, interesse pelas questões éticas e o respeitoda segurança e da sustentabilidade, nomeadamente no que toca ao progresso científico e tecnológico face aopróprio indivíduo, à família, à comunidade e aos problemas mundiais.malaga2006.jpg

Málaga, 2006