Arquivo de etiquetas: Educação para a Sustentabilidade

Artigos – V SIACTS

Realizou-se na semana passada, como aqui também foi anunciado, o V SIACTS, o qual constituiu a 9.ª edição do Seminário CTS, cujo tema geral escolhido este ano foi: “Novos Desafios Societais no Ensino das Ciências e Tecnologia”. Contou com a participação de cerca de 200 investigadores e professores de diferentes países (Portugal, Espanha, Brasil, México, Colômbia, Argentina, Paraguai e Perú), sendo cerca de 75% estrangeiros.

Do vasto programa (ver: http://seminariocts2016.web.ua.pt/?page_id=6) destaco a conferência inaugural que ficou a cargo do Professor Boaventura de Sousa Santos e a Conferência de encerramento foi proferida pelo Professor Rui Agostinho. Os temas discutidos ao longo dos 3 dias do V SIACTS, foram a formação de professores, os currículos escolares e a educação para a sustentabilidade.

Esta diversidade de trabalhos deste V SIACTS pode ser consultada na revista online Indagatio Didactica (vol. 8, nº 1, 2016), (em: http://revistas.ua.pt/index.php/ID/).

Boas leituras e boas férias, se for o caso.

Educação CTS em 2016

Venho agora divulgar o N.º 2 do Boletim da AIA-CTS, o qual está publicado no site desta Associação sem fins lucrativos (http://aia-cts.web.ua.pt/wp-content/uploads/2015/09/AIA-CTS_Boletim_n2.pdf).

Tal como está na página 7 deste boletim aproveito este espaço para apelar à divulgação alargada do V SIACTS (http://seminariocts2016.web.ua.pt/) nas vossas instituições e contactos e particularmente que o recebimento dos resumos dos trabalhos, simpósios e posters decorrerá até ao final deste mês – 31 de outubro de 2015.

A seguir está o cartaz deste evento internacional que decorrerá na Universidade de Aveiro de 4 a 6 de julho de 2016.

cartaz_seminárioCTS_07setembro-01

Dia Mundial da Água

Hoje é dia mundial da água e não poderei deixar de o referir em um blog dedicado à Educação CTS. Neste âmbito a água tem sido dos temas mais abordados e para o qual têm sido desenvolvidos diferentes atividades e para diferentes níveis de ensino.

Para que o mesmo continue a ser um tema educativo central aconselho a consulta de dois documentos que acabam de ser divulgados:

Ria Formosa, agosto de 2012
Ria Formosa, agosto de 2012

Objetivos do Desenvolvimento Sustentável

Foi desenvolvido por um conjunto de investigadores, coordenados por Daniel Gil-Pérez e Amparo Vilches, um projeto de definição dos Objetivos do Desenvolvimento Sustentável. Os resultados deste trabalho coletivo de 59 participantes, no qual participaram vários investigadores Portugueses, estão incluídos na página web da Década da Educação para um Futuro Sustentável no novo tema de Ação Chave intitulado: “Objetivos de Desarrollo Sostenible (ODS)” acessível em:

http://www.oei.es/decada/accion.php?accion=25

Partilho também o que escrevem os  coordenadores deste valioso trabalho de sistematização:

“En este documento presentamos el Delphi, en el que has participado, como una respuesta al llamamiento de la Asamblea General de Naciones Unidas (resolución 66/288 de 2012) a la participación de la comunidad científica, así como de la ciudadanía en general, para el establecimiento de unos ODS y de una Agenda de Desarrollo post-2015, cuando termina el periodo previsto para tratar de alcanzar los más limitados Objetivos de Desarrollo del Milenio.

 El documento analiza críticamente algunas de las iniciativas internacionales ya en marcha y presenta los resultados del Delphi, que ha intentado superar un reduccionismo muy frecuente, que olvida dar respuesta a algunos de los problemas, estrechamente vinculados, que caracterizan la actual situación de emergencia planetaria, dificultando con ello muy seriamente la transición a la Sostenibilidad. 

Los resultados muestran claramente, pensamos, la posibilidad de construir la necesaria visión holística de lo que se precisa para lograr la transición a la Sostenibilidad. Esperamos que compartas con nosotros el interés de estos resultados.”

Inaceitável

Dois relatórios apresentados na última semana revelam dados inaceitáveis:

– metade dos alimentos produzidos no mundo são desperdiçados por não corresponderem às “normas”; é uma realidade – a aparência leva ao desperdício de 30 a 50% dos alimentos disponíveis!

– mais de metade dos países do mundo não são “livres”; há menos ditaduras que democracias, mas o nº destes países com liberdade de pensamento e expressão total é uma minoria – apenas 90.

A educação, nomeadamente para a cidadania, tem de incluir explicitamente e desde o 1º Ciclo do Ensino Básico também estas questões e as suas implicações sociais e éticas na vida do Ser Humano, qualquer que seja a região do planeta onde viva.

Londres, Dezembro de 2012
Londres, Dezembro de 2012

Rio+20

Está a decorrer até 22 de junho no Brasil a Conferência das Nações Unidas sobre o Desenvolvimento Sustentável (ver site em Inglês: http://www.uncsd2012.org/) . É um acontecimento crucial para o futuro do planeta e das políticas que possam ser adotadas nos próximos anos. Várias organizações participam nesta conferência, tais como:

  • A coordenação internacional desta Cimeira Rio+20 (Brasil, África do Sul, Bolívia, Canadá, França);
  • A fundação Charles Léopold Mayer para o Progresso Humano; e
  • O coletivo francês Rio+20 (CRID, CFDT, Attac, Comité 21, FNGM, les Petits Débrouillards, RAC).

Pode ser acompanhada em vários sites em Língua Portuguesa como:

– Portal do Governo do Brasil (http://www.rio20.gov.br/)

– Página da ONU (http://www.onu.org.br/tema/rio20/ ou http://www.rio20.info/2012/)

– Portal de um dos organizadores (http://rio20.net/pt-br/)

Esperemos que as negociações finais tragam os consensos necessários dos 193 países presentes e sejam otimistas, como a do Ex-Presidente do Brasil – Fernando Henrique Cardoso que hoje surge na comunicação social (ver notícia aqui).

Costa Marítima

Escrevi uma crónica sobre a forma como as dunas (no caso da Praia da Barra) estavam a ser usadas por veraneantes e destruídas em pleno verão. Não antevia, na altura que este ato em conjugação com um conjunto de outros fatores colocaram  o areal e, desde já, alguns dos bares em risco. Em, cima estão as fotos (nas 3 primeiras) de um desses bares em finais de Outubro; as outras mostram os mesmos já com blocos de rochas, obtidas em 12 de Novembro.

Não será altura de tomar novas medidas também de proteção das Dunas?

Segue a dita crónica (nº 2 de Setembro de 2011 do SiMagazine):

Escrevo esta crónica em férias. Tento descansar na praia da Barra. Mas o que tenho assistido neste contexto, por estes dias de calor, tem evidenciado a necessidade de uma reflexão sobre o papel que a educação pode e deve ter para a mudança cívica que urge em muitas situações do dia-a-dia do nosso país.
A título ilustrativo, saliento o comportamento dos condutores, particularmente no que se refere aos estacionamentos, e o modo como os veraneantes têm usufruído da referida praia. No primeiro caso tem sido de destacar o estacionamento em cima dos passeios, incluindo sobre a ciclovia construída, em frente às saídas de garagem e na desordem reinante nas zonas térreas que existem nas proximidades, algumas em entradas do areal. No segundo caso friso o uso indevido da zona dunar por muitas pessoas.
Pode-se argumentar que os estacionamentos não são suficientes para todos e que a “crise” obriga a que muitas pessoas se deslocam no seu veículo para a praia todos os dias a partir da sua residência, o que tem aumentado muito o tráfico nesta zona. Todavia um passeio de bicicleta permite verificar que havendo estacionamentos em ruas mais periféricas, algumas a cerca de 200/300 m da principal Avenida – João Corte Real, já esta está com pejada de veículos nos passeios. Então porque preferem alguns automobilistas estacionar em passeios impedindo as pessoas de os usarem, (sendo dramático quando falamos de deficientes) e estacionar em frente a garagens privadas impossibilitando os seus proprietários de poderem simplesmente sair com o seu veículo (e se acontece uma emergência!), …?
No caso das dunas, que foram protegidas ao longo dos últimos anos com passadiços de madeira e proteções que impediam o acesso e permitiram que a vegetação protetora e que “sustenta” as maioria das dunas se desenvolvesse, a situação de “assalto” e destruição pode ter repercussões ambientais e sociais que não podem ser desprezadas. É certo que parte considerável das proteções e mesmo parte do passadiço ficou coberta com areia e que a informação desapareceu (só identifiquei um placard na entrada do 7º ano de praia a informar sobre a construção de um novo passadiço). Mas tal justifica que as pessoas usem as dunas para colocarem toalhas, chapéus de sol e para-vento e mesmo tendas, muitas vezes em cima da vegetação que as protegia e que muitas crianças e jovens (e mesmo alguns adultos) que as usem as como local de diversão para saltos e “escorrega” com pranchas?
Perante situações como as aqui mencionadas, questiono-me sobre o papel que a Educação desempenhou e desempenha na formação dos cidadãos. Dos valores consagrados na constituição da República Portuguesa e na Lei de Bases do Sistema Educativo, como a justiça, igualdade, solidariedade, estão a ser mobilizados pelas pessoas na ação quotidiana? E o que dizer da formação para uma cidadania ativa, esclarecida e racional preconizada no currículo Português e contemplada em áreas curriculares e não-curriculares, como é o caso da Formação Cívica?
A escola, no seu todo, tem de passar a ter explicitamente uma educação que sustente valores de bem comum e ação racional a favor da sustentabilidade do planeta em detrimento do egoísmo, do comodismo e do desrespeito por outrem. Importa, pois, intervir a nível das práticas rentabilizando os bons exemplos e integrando contributos da investigação em educação. Da nossa parte vamos continuar a formar professores e a desenvolver investigação onde os valores e os níveis de racionalidade moral sejam incrementados em prol de um bem mais coletivo.
Aveiro, 12 de Agosto de 2011
Rui Marques Vieira

Revistas EDS

Recebi do Professor Daniel Gil-Pérez e divulgo aqui duas revistas Espanholas sobre EDS – a 1ª é dedicada mais às questões ambientais e a segunda mais centrada na “Información y análisis para una ciudadanía comprometida”:

http://www.ambientum.com/alta_baja_boletin.asp. 

http://www.nuevatribuna.es/newsletter/

Boas leituras.

Ria de Aveiro, 30 de Outubro de 2011

 

Nova Revista Digital

A Área Metropolitana do Porto (CRE PORTO) acabou de lançar o primeiro número da:

Revista Digital de Educação para a Sustentabilidade.

Esta será trimestral e contará com entrevistas, reportagens e pequenas notícias sobre educação para a sustentabilidade.Pode ser lida em: www.crenews.info

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Desejo que a "Educação" tenha maior expressão nos próximos números.