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Site do III Seminário de Pensamento Crítico

 

Já está disponível o site (http://www.pensamiento-critico.com/IIIseminariointerPC/pt/) do III Seminário Internacional de Pensamento Crítico na Educação, que se realizará na Universidade de Caldas, na cidade de Manizales, Colômbia, de 11 a 13 outubro 2017.

Apela-se à participação, nomeadamente com a apresentação de comunicações orais,  posters e Workshops (http://www.pensamiento-critico.com/IIIseminariointerPC/pt/informacion-general) até 1 de junho (ver datas importantes em: http://www.pensamiento-critico.com/IIIseminariointerPC/pt/fechas-importantes).

 

Encontros Científicos

Divulga-se aqui e apela-se à participação em dois Encontros:

  • XVII ENEC 2017 | I SIEC: Educação em Ciências em múltiplos contextos, que se realiza nos dias 14, 15 e 16 de setembro de 2017 na Escola Superior de Educação de Viana do Castelo . Estes será antecedido pela II Escola de Doutoramento ENEC mantendo os objetivos de criar um espaço para partilhar e discutir projetos de investigação em curso.  Poderá encontrar informação mais detalhada no site do encontro http://www.ipvc.pt/xviienec2017.

  • O outro que aqui se divulga é o II Encontro Nacional de Jovens Investigadores em Educação que se realizará na Universidade do Minho entre 2 e 3 de Junho: http://www.enjie.pt/# . A data limite para submissão de propostas é 6 de março (NORMAS DE SUBMISSÃO em: http://www.enjie.pt/docs/normas.pdf)

 

Pensamento Crítico?

Venho, desta vez, destacar a relevância que, cada vez mais e repetidamente, é dada ao Pensamento Crítico. São em número crescente os investigadores, professores, organizações / instituições e sociedade em geral que o incluem no seu léxico, quer escrito, quer oral. Um dos exemplos que o evidencia vem das Nações Unidas (ver link) ao defender que (foto também abaixo):

“Educação deve estimular pensamento crítico para garantir direitos humanos.”

Esta visibilidade é positiva e o seu reconhecimento como campo de investigação é de assinalar. Todavia verifico também que o mesmo começa a ser usado com  muitos sentidos e pouca clareza concetual. Relevo pois que existem, em vários campos e áreas de investigação e dos saber, muitos avanços e contributos que nos permitem hoje usar o mesmo com mais propriedade e “sentido”. Alguma dela está neste blog e muita outra em revistas e livros nacionais e internacionais que importa também ir consultando.

Boas leituras.

Captura de ecrã 2016-10-26, às 22.23.34

Investigação em PC

Serve este para divulgar a publicação de dois trabalhos de investigação publicados este ano sobre Pensamento Crítico e, num deles, sobre CTS. O primeiro é um artigo de uma revista da área da Educação em Ciências e Matemática e o segundo um capítulo de um livro internacional sobre o Pensamento Crítico.

Reitoria da Universidade de Aveiro, março de 2016
Reitoria da Universidade de Aveiro, março de 2016

Livros e Mudanças

A diversidade de publicações  e de mudanças que têm ocorrido no campo da educação, que este governo e a assembleia da república têm avançado em Portugal, têm sido prolixas. Várias destas merecem alguns juízos de valor que irei encetar, de forma mais ponderada e reflexiva, nos próximos tempos.

Neste momento destaco os seguintes livros que estão disponíveis também nos sites que se incluem:

Das mudanças na política de educação que se avizinham assinalo aqui:

  • Fim dos exames do 4º ano;
  • Novo Modelos de graduação e colocação de Professores;
  • Exames de aferição, provavelmente para o 4º e 6ª anos;
  • Possível prova ou exame de literacia Científica no ensino básico, como hoje defendeu o Presidente do CNE;
  • Mais que provável suspensão das Metas Curriculares, desde já no 1.º Ciclo.

Boas leituras e que as decisões políticas desta vez sejam mesmo sustentadas na investigação que se vai realizando na educação!

Estado da Educação

Desta vez venho destacar alguns dados divulgados na publicação denominada de  “Estado da Educação 2014” do Conselho Nacional de Educação, acabado de publicar em Portugal:

  • “Apesar dos progressos já verificados, existe ainda um longo caminho a percorrer no combate ao insucesso, dado que nenhum país consegue atingir qualidade nas aprendizagens se não conseguir reduzir o número de alunos que não desenvolvem competências básicas. ” (p. 23)
  • “Redução do número total de estabelecimentos do ensino público para cerca de metade (12 312 para 6 575) entre 2005 e 2014. No mesmo período, o ensino privado registou um aumento de 9,4%, com mais 239 estabelecimentos.” (p. 53)
  • “A área de Tecnologias é a que apresenta maior oferta de cursos de formação inicial (353), no conjunto das instituições públicas e privadas, enquanto Agricultura e Recursos Naturais é a que apresenta menor oferta (48 cursos).” (p. 53)
  • “Mantém-se a tendência de envelhecimento da população. A proporção de jovens é inferior à de idosos e a maior percentagem de indivíduos situa-se entre os 35 e 54 anos (30%). Esta tendência verifica-se em todos os países da UE28 entre 2005 e 2014.” (p. 136)
  • “Em 2014, a maioria (80%) dos candidatos ao ensino superior, oriundos de distritos que têm apenas institutos politécnicos (Viseu, Portalegre, Viana do Castelo, Beja, Santarém e Guarda), opta por se candidatar a instituições de outros distritos. Em Lisboa, Coimbra, Porto e Braga mais de 50% dos estudantes candidataram-se a instituições do seu distrito.” (p. 137)
  • “Entre 2005 e 2014, registou-se um decréscimo de 5,6% do número total de bolseiros do ensino superior.” (p. 137)
  • “Envelhecimento progressivo do corpo docente de todos os níveis e graus de educação e ensino, com o aumento do número de docentes com mais de 40 anos e um número residual dos que têm idade inferior a 30 anos.” (p. 169)
  • “A taxa de retenção e desistência no 1º CEB mantém a tendência de crescimento, embora de forma muito pouco acentuada. Por outro lado, nos 2º e 3º CEB verifica-se a partir de 2010/2011 uma redução desta taxa. No ensino secundário, verifica-se uma tendência de diminuição das taxas de retenção e desistência desde 2011/2012. ” (p. 212)
  • “Em 2013, Portugal encontrava-se 10 pp abaixo da meta da estratégia “Europa 2020”, que aponta para uma percentagem de 40% da população, na faixa etária dos 30-34 anos, com diploma de ensino superior.” (p. 213)

Não descurando as melhorias e progressos verificados evidencia-se que os problemas, lacunas e deficiências, como os acima e na maioria das áreas, podem ser invertidas com adequadas decisões políticas!

Eleições e Educação

Vamos ter em Portugal eleições legislativas no próximo dia 4 de outubro de 2015. Importa votar em consciência e fundamentadamente em Democracias como a nossa.

Para tal e da nossa atividade profissional, no contexto deste blog temos vindo a centrar a atenção nas propostas de educação dos vários partidos. Também por isso um conjunto de docentes do Departamento de Educação da Universidade de Aveiro, entre os quais me encontro, realizou no passado dia 24 de setembro uma tertúlia com os 4 partidos envolvendo os representantes indicados pelos partidos com representação parlamentar. Uma breve síntese com fotos pode ser lida em: http://tertuliapensareduca.blogspot.pt/ .

Além desta tem havido um esforço para sintetizar as principais propostas que os partidos apresentam para os próximos 4 anos. Entre estes destaco as que incluem ou se centram na educação:

De toda esta relevo as propostas e questões que devem ser ponderadas na área da Educação para os 4 próximos anos (idealmente para mais que uma legislatura e que resulte de um pacto em torno da Lei de Bases do Sistema Educativo):

• Em contexto de crise económica e financeira qual o papel que se atribui à educação em Portugal e qual o valor do PIB a atribuir. Para atingir que metas e níveis?

• Em que idade começa  uma educação pré-escolar de qualidade para todos? 2,3, 4 ou 5 anos? Com que orientações?

• Que estatuto para a escola pública e para a escola privada? Com que financiamentos? …

• Que educação queremos? Como combater a indisciplina? E como garantir a inclusão?

• Que currículo nacional e local para o Ensino Básico e para o Ensino Secundário? Com que metas e respetiva avaliação?

• Que gestão para as escolas? Com que dinâmica (disciplinas/ áreas ou temáticas transversais, número de alunos por turma, em que salas e com que recursos e escolas,…)?

• Papel da autonomia e descentralização da educação: Como? Com quem?…

• Percursos no Ensino Básico e Secundário e com que objetivos.

• Investigação Científica e aposta no Ensino Superior: Com que investimento(s) e recursos? Para quê?

• Que formação de professores? Com que alunos? E com que competências? Com provas de acesso específicas e de avaliação de capacidades? Porquê?

INSISTO QUE PRECISAMOS DE CONTINUAR A  DISCUTIR ESTAS QUESTÕES E A FUNDAMENTAR, COM O CONHECIMENTO QUE TEM SIDO PRODUZIDO NA INVESTIGAÇÃO EM EDUCAÇÃO, AS OPÇÕES A TOMAR PARA O NOSSO FUTURO COLETIVO!

Livro sobre PC e CTS

A OEI – Organização dos Estados Ibero-americanos acaba de publicar um livro em que sou coautor e que pode ser encontrado nos sites seguintes:

http://www.oei.es/divulgacioncientifica/?Construindo-praticas-didatico

http://www.ibercienciaoei.org/doc2.pdf

Como está na contracapa esta obra:

….contextualiza e fundamenta o desenvolvimento de práticas didático-pedagógicas, para a educação em ciências nos primeiros anos de escolaridade, orientadas para a promoção da literacia científica e do pensamento crítico. Tendo por base estudos de investigação desenvolvidos pelos autores, o livro inclui um enquadramento teórico, fazendo emergir referenciais fundamentantes de atividades e estratégias promotoras da literacia científica e do pensamento crítico. Os exemplos de atividades e estratégias apresentados na segunda metade do livro, decorrente de estudos de investigação realizados e no âmbito dos
quais foram produzidos, implementados em sala de aula, e avaliados, revelaram proporcionar o desenvolvimento de capacidades de pensamento crítico e ajudaram inequivocamente os alunos a melhorarem os seus conhecimentos e a interessarem-se pela ciência“.

Boas leituras e se possível com comentários também aqui.

Capa do Livro
Capa do Livro

Formação de Professores em Portugal

Acabam de ser publicadas as Atas do III ENEB – Encontro Nacional de Educação Básica, que se tinha realizado na Universidade de Aveiro em 2012,  e cuja referência bibliográfica completa é:

 Portugal, G., Andrade, A. I., Tomaz, C., Martins, F., Costa, J. A., Migueis, M. R., Neves, R., & Vieira, R. M. (Orgs.) (2014). Formação inicial de professores e educadores: experiências em contexto português. Aveiro: UA Editora.

capa das Atas
capa das Atas

A publicação encontra-se disponível em http://cidtff.web.ua.pt/pdf/ATAS_IIIENEB.pdf

e está também disponibilizada no RIA:  http://ria.ua.pt/handle/10773/12828

Sem pretender ser exaustivo é uma das poucas publicações em Portugal que descreve e reflete sobre a formação inicial de Professores e Educadores à luz do denominado “processo de Bolonha”. Lamento, como um dos organizadores, que este não tenha sido publicado mais cedo, por forma a permitir que as recentes mudanças na formação de Professores fossem melhor fundamentadas!

Manifesto

Venho por este meio manifestar o meu total apoio ao

MANIFESTO: “PELA UNIVERSALIDADE DA DIVULGAÇÃO DA PRODUÇÃO
CIENTÍFICA”

que está em: http://www.placebo.pt/produtos/anexos/db3205623bfcbee6abd3b353b895c2bc.pdf

Defendo pois que a promoção da produção científica dos países de língua portuguesa e espanhola seja feita nestas línguas. “Só se conseguirá, como defenderemos, promovendo um estudo de colaboração de diversos países deste bloco, que coautoriam ou apoiam este trabalho.”

E a Organização dos Estados Ibero-americanos [OEI] tem aqui um papel crucial! É altura de criar um sistema alternativo ao ISI, onde o Português e o Castelhano também sejam aceites como línguas de produção e disseminação da investigação! Com aperfeiçoamentos, nas Ciências Sociais e Humanas, o QUALIS Brasileiro pode ser uma boa base de discussão para tal sistema.

Diminuir o fosso

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Farol da Barra, 1 de Novembro de 2010

Desde o renascimento que se assiste à maior revolução científico-tecnológico de que há memória!Todavia esta não tem sido acompanhada da necessária mudança de pensamento e sobretudo de atitudes/valores. A tradição Judaico-Cristã continua a imperar,  especialmente nas sociedade ocidentais, e a influenciar muitos dos hábitos, preferências e rotinas. E, em várias situações, ainda bem!

Mas, as necessárias mudanças que deveriam acontecer na sala de aula não têm ocorrido nem acompanhado muitos dos avanços científicos e tecnológicos. A investigação em Educação tem sistematicamente  evidenciado que as inovações e mudanças que se impõem não “chegam” aos Professores e às suas práticas, nomeadamente no nosso país.

E, globalmente, a investigação que se faz em Portugal tem estado, nos últimos anos, ao nível e acompanhado a que se produz nos países de referência na área. Então o que fazer para diminuir o fosso entre a investigação que se produz e o que acontece nas práticas docentes?

A investigação e as possíveis respostas a esta questão tem crescido, incluindo no CIDTFF – Centro de Investigação Didáctica e Tecnologia na Formação de Professores. Aponto aqui uma forma de diminuir este fosso: aproximar a investigação dos seus principais destinatários – os Professores. Só a publicação e divulgação clara, por exemplo, com revistas, em papel e/ou online, é que se poderão “construir pontes” com os Professores.

Neste caso constitui um bom exemplo a divulgação junto dos Professores do que se vai  produzindo na investigação, particularmente do CIDTFF, a revista INDAGATIO DIDACTICA que se pode consultar em:

http://indagatio-didactica.web.ua.pt/index.php/id 

Nos dois números desta revista até ao momento publicados podemos encontrar artigos relevantes, alguns com inovações que foram desenvolvidas com e para os Professores, no caso do Ensino Básico. De salientar os vários artigos de diferentes  investigadores, alguns deles que são Professores no activo e outros de Bolseiros de investigação que estão ou desenvolveram investigação nas suas práticas educativas.