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Pensamento Crítico?

Venho, desta vez, destacar a relevância que, cada vez mais e repetidamente, é dada ao Pensamento Crítico. São em número crescente os investigadores, professores, organizações / instituições e sociedade em geral que o incluem no seu léxico, quer escrito, quer oral. Um dos exemplos que o evidencia vem das Nações Unidas (ver link) ao defender que (foto também abaixo):

“Educação deve estimular pensamento crítico para garantir direitos humanos.”

Esta visibilidade é positiva e o seu reconhecimento como campo de investigação é de assinalar. Todavia verifico também que o mesmo começa a ser usado com  muitos sentidos e pouca clareza concetual. Relevo pois que existem, em vários campos e áreas de investigação e dos saber, muitos avanços e contributos que nos permitem hoje usar o mesmo com mais propriedade e “sentido”. Alguma dela está neste blog e muita outra em revistas e livros nacionais e internacionais que importa também ir consultando.

Boas leituras.

Captura de ecrã 2016-10-26, às 22.23.34

Justa Homenagem

Realizou-se na Universidade de Aveiro, no passado dia 3 de outubro, uma Homenagem à Professora Doutora Isabel P. Martins.  Foi uma iniciativa de um grupo de colegas e amigos, onde me incluo, da Universidade de Aveiro e de outras Instituições.

Sob a forma de  Simpósio: “A docência como via de intervenção” decorreu como se resume no quadro seguinte.

16:00 Abertura

Reitor | Diretor do DE | Coordenadora do CIDTFF

16:30 Conferência “Educação em Ciências: 50 anos depois”

António Cachapuz

17:00 Painel “Em perspetiva…”
17:45 “Uma vida ao serviço da Educação em Ciências”

Rui M. Vieira e Ana V. Rodrigues

18:00 Conferência “História de um percurso de vida”

Isabel P. Martins

18:30 Trio de Guitarras Aveirense

Eduardo Barretto

19:30 Jantar

Considero que foi uma homenagem merecida e com um programa que se revelou muito intenso, rico e com muitos amigos da Professora Isabel Martins. Da minha parte tive o privilégio de a ter tido como orientadora de Doutoramento e ter participado com ela em emblemáticos projetos, como as Metas de Aprendizagem e sobretudo do Programa de Formação em Ensino Experimental das Ciências.

Foi muito marcante ter assistido a testemunhos muito genuínos e que mostram a pessoa e profissional que é e foi a Professora Isabel Martins ao longo da sua carreira.  Estes podem ser vistos no menu “homenagem” do site que a Comissão Organizadora desenvolveu com o apoio técnico precioso de Maria João Pinheiro: http://blogs.ua.pt/isabelpmartins/

Neste é possível ter acesso ao vasto Curriculum Vitae da Professora Isabel, bem como a uma timeline do seu percurso e várias fotografias com a que deixo aqui tirada enquanto Vice-Reitora da Universidade de Aveiro.

Captura de ecrã - 2014-10-25, 22.50.09

Ébola

A febre hemorrágica ou ébola é a doença provocada por um vírus mortal e altamente contagioso. Os sintomas têm início duas a três semanas após a infeção.
A primeira vez que este vírus surgiu, segundo o site dos Médicos sem fronteiras (http://www.msf.org.br/o-que-fazemos/atividades-medicas/ebola) foi em 1976, em surtos simultâneos em Nzara, no Sudão, e em Yambuku, na República Democrática do Congo, em uma região situada próximo do Rio Ebola, que dá nome à doença. Este e vários sites, como: http://pt.wikipedia.org/wiki/Febre_hemorr%C3%A1gica_%C3%89bolahttp://www.dgs.pt/paginas-de-sistema/saude-de-a-a-z/ebola.aspx) referem que  os morcegos frutívoros são considerados os hospedeiros naturais do vírus Ebola. A taxa de fatalidade do vírus varia, neste momento, entre 25 e 90%. As respostas possíveis a dúvidas e questões podem ser consultadas em: http://www.publico.pt/sociedade/noticia/ebola-perguntas-e-respostas-1672539.

Apesar do anuncio hoje de duas vacinas que estão a ser testadas em humanos importa destacar que a doença é mortal e que o hábito de lavar as mãos é apontado como fundamental para evitar também o seu contágio.

Cem mil

Quase 5 anos depois e 200 artigos de 7 páginas com 46 etiquetas e 90 comentários aprovados eis que se passa barreira das 100 000 visitas. Obrigado a tod@s o que participaram e apoiam este empreendimento.

Tem sido gratificante fazer este blog e defender uma educação tendo em vista a promoção do potencial crítico e criativo que todo o Ser Humano possui desde os primeiros anos de escolaridade.

A propósito de criatividade incluo aqui um dos últimos programas da “Sociedade Civil” da RTP 2 sobre este tipo de pensamento:

http://www.rtp.pt/play/p1043/e142762/sociedade-civil-viii

E ainda tendo a criatividade em plano junto seguem dois dos vídeos publicitários mais vistos nas últimas semanas e em que os animais são protagonistas:

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7 Disposições de Pensadores Críticos

Vem este título a propósito de um dos  posts  de van Gelder no seu blog e que pode ser lido em Inglês em:

http://timvangelder.com/2013/12/18/seven-habits-of-highly-critical-thinkers/?blogsub=confirming#subscribe-blog

Estes são, no original:

  • 1. Judge judiciously
  • 2. Question the questionable
  • 3. Chase challenges
  • 4. Ascertain alternatives
  • 5. Make use of methods
  • 6. Take various viewpoints
  • 7. Sideline the self

Tim van Gelder tem obra variada (ver por exemplo as suas publicações em https://sites.google.com/site/timvangelder/) e muita dela focada no Pensamento Crítico.  Está também envolvido em projetos como o AUSTHINK (http://www.austhinkconsulting.com/).

Na formação destaco, em alguns contextos e do trabalho deste autor e outros,  disposições como:

  • 1: Ser Pro-ativo
  • 2: Começar com a Meta em Mente
  • 3: Primeiro o Mais Importante
  • 4: Mentalidade Vencedora
  • 5: Procure Primeiro Compreender, Depois Ser Compreendido
  • 6: Criar Sinergia  
  • 7: Equilibrar-se e Renovar-se

Que 2014 nos permita conhecer bons pensadores críticos portugueses e que estes possam assumir construtivamente esse potencial.

 

Mandela

Dados os valores humanistas que representa(rá), neste momento, destaco da vida e obra de Nelson Mandela, que considero ter sido um pensador crítico, o facto de se ter mostrado um Ser Humano:

  • pacífico;
  • justo;
  • reconciliador;
  • alegre;
  • humilde;
  • com abertura de espírito e capaz de se colocar no papel do outro;
  • com esperança na humanidade e na melhoria de todos os seres humanos, independentemente da sua cor, credo e situação;

Este homem escreveu:

“A Educação é a mais poderosa arma que se pode usar para mudar o mundo”!

Uma das últimas fotos obtida em: http://www.celsius1414.com/wp-content/uploads/2013/12/Nelson-Mandela-Desktop-2013.jpg
Uma das últimas fotos de Mandela obtida em: http://www.celsius1414.com/wp-content/uploads/2013/12/Nelson-Mandela-Desktop-2013.jpg

Para Pensar

Duas frases da imprensa de hoje devem-nos fazer pensar sobre a responsabilidade política e partidária e também de todos nós como sociedade:

Relatório sobre a actividade das comissões de protecção de crianças e jovens em risco regista “aumento muito significativo” de situações que comprometem direito à educação e que já são 22,2% do total de casos (ver notícia completa, por exemplo, jornal Público em: http://www.publico.pt/portugal/jornal/absentismo-e-abandono-escolar-ja-sao-a-segunda-maior-ameaca-a-menores-27162887).

Rui Moreira (novo Presidente da Câmara Municipal do Porto). “Se os partidos não entenderem o que se passou aqui hoje, então não perceberam nada”.

Lubango, junho de 2013  (Autoria de Manuel Ferreira Rodrigues)
Lubango, junho de 2013 (Autoria de Manuel Ferreira Rodrigues)

Jovens de futuro

Que futuro estamos a construir quando assistimos à emigração do nossos jovens, a maioria Mestres e Doutores de talento?

É cada vez mais frustrante estar a formar estes  jovens, especialmente Doutores, sem perspetivas de futuro e esperança em Portugal! Mas que ganham concursos internacionais e têm revelado potencial e com contributos relevantes aos desafios complexos de diferentes países da Europa e além desta.

Recreio_passagem
Escola de Vila Nova da Barquinha, Abril de 2013

Paradoxos

Vivemos vários paradoxos, neste momento, a nível europeu e nacional.

Por exemplo, em um momento que que ficamos a saber que “Portugal foi o país que mais cresceu no peso dos licenciados nas áreas das ciências” (ver notícia em: http://www.publico.pt/Educa%C3%A7%C3%A3o/portugal-e-o-pais-europeu-com-maior-aumento-de-licenciados-nas-areas-de-ciencias-1573096) também verificamos que o número destes que imigrou aumentou consideravelmente (cf os dados definitivos acabados de divulgar dos Censos 2011 em: http://censos.ine.pt/xportal/xmain?xpid=CENSOS&xpgid=ine_censos_publicacao_det&contexto=pu&PUBLICACOESpub_boui=
73212469&PUBLICACOESmodo=2&selTab=tab1&pcensos=61969554) e o  Eurostat mostra que milhares de portugueses no estrangeiro estão a tornar-se cidadãos dos países de destino.

Ou talvez tal resulte do futuro coletivo que estamos a construir!
Afinal o que é a cidadania? E o que é, ou qual é, a nossa pátria?
Espero que, para todos mas especialmente para estes últimos cidadãos, a Língua Portuguesa continua a ser a sua Pátria, como era para Fernando Pessoa.

 

Frases da semana

Um dos grandes problemas em Portugal é que tudo é superficial.
São bocas. Somos um país de bocas.
Ninguém estuda, e tudo emite opinião com base nas bocas.
Às vezes, com consequências terríveis”.

                    Ricardo Sá Fernandes, Revista 2 do Público, 28 de outubro de 2012

“É óbvio que o problema de Portugal, sendo a dívida grande, não é a dívida. É a ameaça de não a poder pagar, com uma economia que não cresce e um desemprego imparável. É óbvio que chagamos aqui empurrados por gente trapaceira, protegida por uma justiça injusta. […] É óbvio que esta austeridade não muda o futuro”.

                                                           Santana Castilho, Público, 24 de outubro de 2012

“Economia é cultura”

Em um debate designado “Economia é Cultura” que foi publicado no jornal Público, já com dois artigos – “A economia somos nós” (6 de junho, p. 47) e “Multinacionalizar a economia” (9 de junho, p. 55), João Caraça , Sandro Mendonça e Gustavo Cardoso, respetivamente, um Físico, um Economista e um Sociólogo têm vindo a apresentar um conjunto de ideias que valerá a pena divulgar e debater.

Entre estas saliento:

  • • “O capitalismo já teve muitas fases, e essas formas anteriores foram rejeitadas”.
  • • “Basta de conformismo intelectual. É altura de reconhecer os verdadeiros problemas e conceber novas soluções estruturais.[…] Não chega mudar, é preciso mudar para melhor”.
  • • “É tempo de pararmos de lhe chamar “crise”, temos de trabalhar sob o princípio da “transição”.
  • • “Daí que, talvez,  única forma de obter respostas seja a de devolver a economia a todos nós e começar a fazer perguntas”, como a “6. Os euros estão a ser devolvidos à Europas, e dentro desta rumam á Alemanha. O euro é ainda um activo de referencia, ou apenas uma moeda europeia ou alemã?”
  • • “Esquecemos que o dinheiro não é mais do que uma convenção, um artefacto comunicacional criado para facilitar as trocas e as transações.”
  • • “E se o desafio é repensar o que é o valor, então é necessário também equacionar se vale a pena manter o atual sistema, sob pena de sermos empurrados pelos poderosos do momento para uma situação de incivilidade e de erosão dos nossos direitos.”