Investigação em PC

Serve este para divulgar a publicação de dois trabalhos de investigação publicados este ano sobre Pensamento Crítico e, num deles, sobre CTS. O primeiro é um artigo de uma revista da área da Educação em Ciências e Matemática e o segundo um capítulo de um livro internacional sobre o Pensamento Crítico.

Reitoria da Universidade de Aveiro, março de 2016
Reitoria da Universidade de Aveiro, março de 2016

Diversos(idades)

Neste artigo venho divulgar um conjunto diverso de iniciativas e informações:

JustinoMagalhães-1

Competências do Século XXI

Em um blog também focado no Pensamento Crítico venho desta vez salientar a importância deste tipo de pensamento e de outros como a Criatividade, como competências fundamentais para uma cidadania plena no século XXI.

Este facto tem sido destacado em diversos contextos, especialmente por empresas e organizações. São exemplos destas os vários sites que proliferam na rede web como os seguintes:

Captura de ecrã 2016-02-02, às 16.35.00

 

Frase da semana

A propósito dos exames, que no 4º e 6º anos foram entretanto substituídos pelo novo governo Português por provas de aferição, Ana Benavente escreve no público de 20 de janeiro de 2016  sob o título “Exames para que te quero” as frases seguintes que aqui se destacam :

“Para mim, a questão é simples: os exames são um mecanismo criado no interior do sistema que revela uma concepção de escola. Dum lado, a Educação para Todos com valorização do trabalho dos professores e procura de caminhos para assegurar aprendizagens exigentes face aos desafios do presente e do futuro e, do outro, a escola que conhecemos no passado, que exclui quem vem dos meios sociais mais pobres e das culturas “não eruditas”, uma escola de competição, de stress e de individualismo em que só a memória – auxiliar precioso – faz as vezes de inteligência” (p. 44).

FotoAnaBenavente

Livros e Mudanças

A diversidade de publicações  e de mudanças que têm ocorrido no campo da educação, que este governo e a assembleia da república têm avançado em Portugal, têm sido prolixas. Várias destas merecem alguns juízos de valor que irei encetar, de forma mais ponderada e reflexiva, nos próximos tempos.

Neste momento destaco os seguintes livros que estão disponíveis também nos sites que se incluem:

Das mudanças na política de educação que se avizinham assinalo aqui:

  • Fim dos exames do 4º ano;
  • Novo Modelos de graduação e colocação de Professores;
  • Exames de aferição, provavelmente para o 4º e 6ª anos;
  • Possível prova ou exame de literacia Científica no ensino básico, como hoje defendeu o Presidente do CNE;
  • Mais que provável suspensão das Metas Curriculares, desde já no 1.º Ciclo.

Boas leituras e que as decisões políticas desta vez sejam mesmo sustentadas na investigação que se vai realizando na educação!

200 mil e bom 2016

Serve este último artigo de 2015 para agradecer aos já mais de 200 mil visitantes deste blogue nos últimos 7 anos. Tem sido interessante acompanhar as leituras e proveniências dos que acompanham as questões de educação que aqui brevemente se destacam! Mas faltam mais comentários dos leitores de qualidade e partilhas de outras iniciativas, perspetivas e publicações.

Talvez com mais provocações se tenham mais reações! Vamos ver…

Aproveito também esta quadra para desejar boas festas e um ano de 2016 com mais e melhor educação para todo/as.

Para apoiar a tomada de decisão e se poder participar de modo mais esclarecido, sobre as questões educativas e outras, aproveito para divulgar o Relatório do Desenvolvimento Humano 2014 em Português (http://hdr.undp.org/sites/default/files/hdr2014_pt_web.pdf)

bem como o de 2015 em Castelhano (http://hdr.undp.org/sites/default/files/2015_human_development_report_overview_-_es.pdf).

Capa do Relatório do PNUD de 2015
Capa do Relatório do PNUD de 2015

Perspetivas Diferentes

Serve este artigo para destacar diferentes iniciativas de âmbito educacional e que relevam perspetivas diferentes:

  • Teaching Day 2015 na UA que se realizou hoje e cujo programa teve uma grande diversidade de iniciativas interessantes, sendo algumas ligadas às temáticas desta página (Programa em: http://www.ua.pt/teachingday/page/20473?ref=ID0ECCA);
  • Próxima Tertúlia “Pensar Educação” no dia 10 de dezembro de 2015 no Departamento de Educação da UA com a Prof. Ana Benavente com o título: “A Educação para todos”: Que escola temos? que escola queremos?” (cartaz como foto no final deste post). Mais informação e inscrição para participação em: http://tertuliapensareduca.blogspot.pt/
  • 1º Encontro Internacional de Formação na Docência, que se vai realizar no IP de Bragança no dia 4 e 5 de março de 2016; toda a informação sobre evento pode ser consultada em: http://incte.ipb.pt/ .

CARTA _TERTULIA_AnaBenavente_2015

Estado da Educação

Desta vez venho destacar alguns dados divulgados na publicação denominada de  “Estado da Educação 2014” do Conselho Nacional de Educação, acabado de publicar em Portugal:

  • “Apesar dos progressos já verificados, existe ainda um longo caminho a percorrer no combate ao insucesso, dado que nenhum país consegue atingir qualidade nas aprendizagens se não conseguir reduzir o número de alunos que não desenvolvem competências básicas. ” (p. 23)
  • “Redução do número total de estabelecimentos do ensino público para cerca de metade (12 312 para 6 575) entre 2005 e 2014. No mesmo período, o ensino privado registou um aumento de 9,4%, com mais 239 estabelecimentos.” (p. 53)
  • “A área de Tecnologias é a que apresenta maior oferta de cursos de formação inicial (353), no conjunto das instituições públicas e privadas, enquanto Agricultura e Recursos Naturais é a que apresenta menor oferta (48 cursos).” (p. 53)
  • “Mantém-se a tendência de envelhecimento da população. A proporção de jovens é inferior à de idosos e a maior percentagem de indivíduos situa-se entre os 35 e 54 anos (30%). Esta tendência verifica-se em todos os países da UE28 entre 2005 e 2014.” (p. 136)
  • “Em 2014, a maioria (80%) dos candidatos ao ensino superior, oriundos de distritos que têm apenas institutos politécnicos (Viseu, Portalegre, Viana do Castelo, Beja, Santarém e Guarda), opta por se candidatar a instituições de outros distritos. Em Lisboa, Coimbra, Porto e Braga mais de 50% dos estudantes candidataram-se a instituições do seu distrito.” (p. 137)
  • “Entre 2005 e 2014, registou-se um decréscimo de 5,6% do número total de bolseiros do ensino superior.” (p. 137)
  • “Envelhecimento progressivo do corpo docente de todos os níveis e graus de educação e ensino, com o aumento do número de docentes com mais de 40 anos e um número residual dos que têm idade inferior a 30 anos.” (p. 169)
  • “A taxa de retenção e desistência no 1º CEB mantém a tendência de crescimento, embora de forma muito pouco acentuada. Por outro lado, nos 2º e 3º CEB verifica-se a partir de 2010/2011 uma redução desta taxa. No ensino secundário, verifica-se uma tendência de diminuição das taxas de retenção e desistência desde 2011/2012. ” (p. 212)
  • “Em 2013, Portugal encontrava-se 10 pp abaixo da meta da estratégia “Europa 2020”, que aponta para uma percentagem de 40% da população, na faixa etária dos 30-34 anos, com diploma de ensino superior.” (p. 213)

Não descurando as melhorias e progressos verificados evidencia-se que os problemas, lacunas e deficiências, como os acima e na maioria das áreas, podem ser invertidas com adequadas decisões políticas!

Educação em Ciências e PC

Venho, desta vez, destacar 2 eventos, para os quais se convidam todos, e uma investigação sobre Pensamento Crítico, neste caso no Ensino Superior.

Os dois eventos são:

  1. Apresentação amanhã – dia 21 de outubro de 2015  na Faculdade de Ciências da Universidade do Porto, do estudo “Multimédia no Ensino das Ciências”, que compila a investigação feita nos 5 últimos anos nesta área, debatendo as suas potencialidades e fragilidades: faz-se bom uso da tecnologia para ensinar Ciências? Tal como está no site da Fundação Francisco Manuel dos Santos o debate vai contar com os autores João Paiva e Carla Morais (Universidade do Porto) e comentários de Rui M. Vieira (Universidade de Aveiro). Já li o estudo e considero que, além do interesse para todos os que fazem investigação e formação nesta área, será um contributo para a discussão e reflexão sobre o papel das TIC na educação em geral e das Ciências, em particular.
  2. A 6ª Tertúlia “Pensar Educação” com a Professora Isabel P. Martins, que decorrerá de hoje a uma semana – dia 27 de outubro pelas 19h30min – com o título: “Professores, Educação e Sociedade – Dilemas ou desafios?”. Será mais uma oportunidade para ouvir e debater todo um conhecimento e experiência que importa muito considerar para o presente e um futuro sustentado em saber fundamentado! Atenção que é necessária inscrição (consultar site da tertúlia) e estamos limitados ao número de lugares do Restaurante Giz onde decorrerá esta tertúlia.

 

      No que se refere ao Pensamento Crítico remete-se para um estudo que se realizou em 38 Universidades públicas e 28 privadas norte-americanas sobre a ênfase que dão a este tipo de pensamento. O mesmo está sintetizado em:

http://www.criticalthinking.org/pages/study-of-38-public-universities-and-28-private-universities-to-determine-faculty-emphasis-on-critical-thinking-in-instruction/598

    e, pese embora ter já sido realizada a alguns anos e ser de uma realidade algo diferente da nossa, destaco retirando das conclusões:
    “Critical thinking is clearly an honorific phrase in the minds of most teacher educators such that they feel obliged to claim both familiarity with it and commitment to it in their teaching, despite the fact that few have had any in-depth exposure to the research on the concept and most have only a vague understanding of what it is and what is involved in bringing it successfully into instruction.”
    “Critical thinking is commonly confused with active involvement in learning (forgetting that active involvement alone is quite compatible with active “mislearning”).”
    “Even faculty in the CSU, which has a formal policy on critical thinking instruction, are apparently largely unfamiliar with the “definition of critical thinking” and specifications of what minimal conditions for instruction in it are inherent in the policy.”

Educação CTS em 2016

Venho agora divulgar o N.º 2 do Boletim da AIA-CTS, o qual está publicado no site desta Associação sem fins lucrativos (http://aia-cts.web.ua.pt/wp-content/uploads/2015/09/AIA-CTS_Boletim_n2.pdf).

Tal como está na página 7 deste boletim aproveito este espaço para apelar à divulgação alargada do V SIACTS (http://seminariocts2016.web.ua.pt/) nas vossas instituições e contactos e particularmente que o recebimento dos resumos dos trabalhos, simpósios e posters decorrerá até ao final deste mês – 31 de outubro de 2015.

A seguir está o cartaz deste evento internacional que decorrerá na Universidade de Aveiro de 4 a 6 de julho de 2016.

cartaz_seminárioCTS_07setembro-01

Eleições e Educação

Vamos ter em Portugal eleições legislativas no próximo dia 4 de outubro de 2015. Importa votar em consciência e fundamentadamente em Democracias como a nossa.

Para tal e da nossa atividade profissional, no contexto deste blog temos vindo a centrar a atenção nas propostas de educação dos vários partidos. Também por isso um conjunto de docentes do Departamento de Educação da Universidade de Aveiro, entre os quais me encontro, realizou no passado dia 24 de setembro uma tertúlia com os 4 partidos envolvendo os representantes indicados pelos partidos com representação parlamentar. Uma breve síntese com fotos pode ser lida em: http://tertuliapensareduca.blogspot.pt/ .

Além desta tem havido um esforço para sintetizar as principais propostas que os partidos apresentam para os próximos 4 anos. Entre estes destaco as que incluem ou se centram na educação:

De toda esta relevo as propostas e questões que devem ser ponderadas na área da Educação para os 4 próximos anos (idealmente para mais que uma legislatura e que resulte de um pacto em torno da Lei de Bases do Sistema Educativo):

• Em contexto de crise económica e financeira qual o papel que se atribui à educação em Portugal e qual o valor do PIB a atribuir. Para atingir que metas e níveis?

• Em que idade começa  uma educação pré-escolar de qualidade para todos? 2,3, 4 ou 5 anos? Com que orientações?

• Que estatuto para a escola pública e para a escola privada? Com que financiamentos? …

• Que educação queremos? Como combater a indisciplina? E como garantir a inclusão?

• Que currículo nacional e local para o Ensino Básico e para o Ensino Secundário? Com que metas e respetiva avaliação?

• Que gestão para as escolas? Com que dinâmica (disciplinas/ áreas ou temáticas transversais, número de alunos por turma, em que salas e com que recursos e escolas,…)?

• Papel da autonomia e descentralização da educação: Como? Com quem?…

• Percursos no Ensino Básico e Secundário e com que objetivos.

• Investigação Científica e aposta no Ensino Superior: Com que investimento(s) e recursos? Para quê?

• Que formação de professores? Com que alunos? E com que competências? Com provas de acesso específicas e de avaliação de capacidades? Porquê?

INSISTO QUE PRECISAMOS DE CONTINUAR A  DISCUTIR ESTAS QUESTÕES E A FUNDAMENTAR, COM O CONHECIMENTO QUE TEM SIDO PRODUZIDO NA INVESTIGAÇÃO EM EDUCAÇÃO, AS OPÇÕES A TOMAR PARA O NOSSO FUTURO COLETIVO!

Cursos DE

Como Docente do Departamento de Educação da Universidade de Aveiro venho, desta vez, destacar os cursos de Licenciatura (1.º Ciclo de Bolonha), Mestrado (Profissionalizantes e Académicos – 2.º Ciclo) e de Doutoramento (3.º Ciclo) em que estamos envolvidos.

Alguns destes vão abrir nova fase de candidatura a partir de dia 24 de setembro e podem ser consultados em:

www.ua.pt/de

ou

http://www.ua.pt/ensino/entrada

CursosDE

APEduC

De regresso das férias venho anunciar a criação da Associação Portuguesa de Educação em Ciências (APEduC), que terá a sua sede na Escola Superior de Educação do Instituto Politécnico de Castelo Branco. Esta é uma associação de investigadores, de educadores e professores de ciências (investigação, divulgação e comunicação, formação e ensino de Física, Matemática, Química, Biologia, Geologia, Ecologia…), que pretende ser atuante com vista à inovação e à mudança da Educação em Ciências em Portugal e dos seus profissionais. 

Nasceu pela necessidade e importância e pela pressão nacional e internacional, para a existência de uma parceira portuguesa, nesta área científica. Ao mesmo tempo, a Associação é relevante para criar laços e colaborar ativamente com os países Lusófonos e da América Latina. A APEduC passará a liderar uma área do maior relevo para o desenvolvimento da Educação em Ciências, no ensino superior e nos ensinos básico e secundário e em outros contextos não formais. 

Estiveram presentes em Castelo Branco os três membros indigitados pela Assembleia Constituinte da Associação como Comissão Instaladora [Fátima Paixão, Instituto Politécnico de Castelo Branco; Cecília Galvão, Universidade de Lisboa e Laurinda Leite, Universidade do Minho]. Juntamente com os elementos da  Comissão Instaladora, Filomena Teixeira, do Instituto Politécnico de Coimbra; Alcina Mendes, do Agrupamento de Escolas de Ílhavo; Celina Tenreiro Vieira do Agrupamento de Escolas João Afonso de Aveiro e Rui Marques Vieira da Universidade de Aveiro, foi o grupo que viabilizou a possibilidade de se realizar a escritura notarial de constituição da APEduC, em tempo útil para que o XVI ENEC seja já o primeiro Encontro Nacional de Educação em Ciências realizado no pós constituição da nossa Associação Científica e Profissional!

Junto anexo o link onde está a reportagem sobre a constituição da APEduC:

https://www.youtube.com/watch?v=qXiyJnraeuo

Um blog sobre Educação em Ciência-Tecnologia-Sociedade/Pensamento Crítico

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