II Congresso Internacional “Pelos mares da língua portuguesa”, 2014

Ver página do evento em http://blogs.ua.pt/dlc-mares/

Em comemoração dos 40 anos da Universidade de Aveiro
UA apresenta II Congresso Internacional “Pelos mares da língua portuguesa”

A Universidade de Aveiro organiza, de 21 a 23 de maio de 2014, o II Congresso Internacional “Pelos mares da língua portuguesa”, um evento que se integra no programa de comemoração dos 40 anos da Universidade de Aveiro e num projeto de aproximação científica dos vários países e comunidades de língua portuguesa.

Hoje, o grande desafio que se coloca ao universo da Língua Portuguesa é o de ser capaz de potenciar os cerca de 230 milhões de falantes e as diferentes culturas e olhares que transporta. Falantes, culturas e olhares que nos permitem ter uma visão da complexidade do mundo, uma vantagem estratégica num tempo atravessado pelos conflitos entre as diferentes culturas e religiões.

Este congresso pretende ser um contributo para fomentar espaços de diálogo e de interação, propondo-se juntar na mesma mesa os diferentes olhares e vozes que atravessam os mares da língua portuguesa. Aceitam-se propostas de comunicação até 15 de março de 2014. O título, o resumo (300 palavras) e as palavras-chave (seis) devem ser enviados para o endereço DLC-mares@ua.pt

As áreas temáticas a abordar são as seguintes:

I – “Minha língua navegou”: os rostos da língua portuguesa

Este painel temático tem por objetivo debater a variação linguística, cultural e literária, que sustenta o património da língua portuguesa, firmando assim a sua riqueza e identidade.

Tópicos:

  • variações e norma(s);
  • afirmação da diversidade;
  • relações interculturais;
  • evolução da língua;
  • vozes literárias em língua portuguesa: textos, contextos e intertextos;
  • literatura e outras artes;
  • geografias da lusofonia: figurações de indentidade(s).

II – O português como língua de conhecimento

Com este painel temático, pretende-se refletir sobre a ligação/interligação da língua portuguesa e do espaço da lusofonia com a ciência através de especificidades condicionantes da produção de ciência e sua disseminação.

Tópicos:

  • lusofonia e seus encontros com a ciência (estudos de medicina tropical, geologia, botânica e náutica suscitados pelo contexto diverso do espaço lusófono);
  • disseminação no espaço lusófono das novas ideias científicas;
  • cooperação com os países da CPLP, nos domínios da ciência e da educação científica;
  • contribuições para a ciência numa perspetiva histórica;
  • educação científica em português (formal e não formal);
  • edição de textos científicos e pedagógicos em língua portuguesa;
  • tradução de textos científicos, técnicos e pedagógicos para português.

III – O português como língua de comunicação internacional

Nesta área temática propõe-se uma reflexão crítica sobre o papel dos media e do modo como, através dos conteúdos que produzem, recebem e veiculam, são geradores de motivação e intercompreensão dos 230 milhões de falantes de língua portuguesa. A proliferação e o acesso às plataformas on-line criam novos desafios à construção de estratégias de comunicação e de experiência eficazes de difusão da língua portuguesa.

Tópicos:

  • promoção e difusão da língua e da cultura: o papel da rádio, da televisão,, da música, dos editores, da imprensa; redes de ensino, mobilidade de alunos e de docentes;
  • multiplataformas (facebook, twitter, televisão on demand, televisão interativa, VOD e catch-up TV para unidades móveis);
  • redes digitais.

IV – Para uma política de internacionalição da língua

A internacionalização da língua – em termos da sua forma e de resultados – é significativamente influenciada pela natureza das políticas adoptadas. Neste painel pretende-se refletir sobre as políticas de internacionalização da língua portuguesa em três níveis distintos mas inter-relacionados.

Tópicos:

  • análise e avaliação das estratégias de internacionalização da língua portuguesa;
  • os atores da internacionalização;

o papel das universidades, em geral, e da Universidade de Aveiro, em particular, enquanto plataformas de expansão e de projeção da língua portuguesa.

 

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