Painel de convidados

Oradores convidados

Alice Ribeiro, Licenciada em Línguas e Literaturas Modernas Inglês/Alemão em 1997, conclui ainda em 2005 o Curso de Especialização em Ciências Documentais/Opção Bibliotecas, ambos os cursos da Faculdade de Letras da U.Porto. Inicia em 1997 as suas funções no Serviço de Apoio ao Estudante com Deficiência Visual da Faculdade de Letras, que em 2000 passa a ser um serviço da U.Porto alterando a sua designação para Serviço de Apoio ao Estudante com Deficiência e ampliando o seu âmbito de atuação. Foi membro fundador do Grupo de Trabalho de Apoio a Estudantes com Deficiência no Ensino Superior (GTAEDES: http://www.aminharadio.com/gtaedes/) e de 2005 a 2007 coordena a implementação do projeto BAES – Biblioteca Aberta do Ensino Superior, ideia que surge no seio do grupo. Atualmente participa ainda nos trabalhos do recém criado Núcleo Braille e Meios Complementares de Leitura.

AES – Biblioteca Aberta do Ensino Superior: Construir acessos para derrubar barreiras.

“Fome de Livros” é como a União Europeia de Cegos em comunicado de 8 de Setembro de 2010, no âmbito das comemorações do Dia Internacional da Literacia, designa a diferença entre o que é publicado e o que está disponível em suportes acessíveis a todos. Se para a generalidade dos leitores com dificuldades de acesso ao texto impresso a situação é grave, para estudantes do ensino superior com essa condição a situação torna-se insustentável, pois informação e o que de mais recente é publicado são as ferramentas básicas do qualquer estudante do ensino superior.A BAES – Biblioteca Aberta do Ensino Superior, surge assim como uma tentativa de ajudar a inverte esta situação, disponibilizando numa perspectiva de cooperação, intercâmbio e de rentabilização dos recursos disponíveis, tudo o que vai sendo produzido em formato acessível para o ensino superior.Trataremos nesta apresentação de demonstrar o funcionamento da BAES descrevendo as ferramentas utilizadas para a construção, ao mesmo tempo que trataremos de descrever as potencialidades e prospectivas de desenvolvimento desta estrutura.
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Carla Vieira Faria é licenciada em Matemáticas Aplicadas e possui formação especializada na área da reabilitação e soluções tecnológicas de apoio. É formadora na área da Reabilitação, Educação Especial, Tecnologias de Apoio, e Tursimo Acessível tendo ministrado formação nesta área integrada no Plano Tecnológico para a Educação e no Programa Professores inovadores da Microsoft.Iniciou a sua atividade profissional em 1995 e iniciou investigação e apoio a crianças e jovens com deficiência a partir de 1998.Actualmente é Gerente da Handout, Lda, que produz tecnologia acessível para Internet, sofwatre educativo, aplicações móveis e soluções inclusivas (consultoria na criação de espaços multifuncionais acessíveis a todos os tipos de utilizadores com e sem NEEs incluindo seniores).Fundou o Portal Ajudas.com há cinco anos – portal sobre reabilitação e ajudas técnicas, que promove iniciativas solidárias – de qual é autora e coordenadora e responsável. É ainda neste momento o único portal nacional e mundial a oferecer brinquedos e computadores adaptados a crianças jovens e adultos com deficiência totalmente equipados com manípulos e/ou outro tipo de apoios ajustados, a cada utilizador.Todos os softwares criados foram premiados e distinguidos a nível nacional (Microsft Portugal e Ministério da Educação) e Internacional (em concursos Mundiais).Possui ainda uma recente publicação na área da utilização das TIC e design web Acessível, estudos de usabilidade e acessibilidade. Este ano foi de novo convidada pela sexta vez pra integrar a equipa organizadora do certame AJUTEC no sentido de se voltar a conseguir uma dinamização maior, mais ajustada e interessante aos visitantes. Concebeu os softwares premiados “A Cabana do Papim”; “O Meu Baú dos Brinquedos”; “A Aventura na Ilha das Cores” e “Pocket Voice”.

Brincar é Aprender – A importância da tecnologia aliada ao brinquedo como ponte para o futuro

Todos compreendemos como é importante brincar.  Hoje é comprovado que bebés que recebem estimulação de brinquedos, que permitam sua participação activa através do seu manuseio, não apenas como observador, desenvolvem mais a inteligência e muitas outras capacidades.  A realização da ludoterapia (terapia através do brincar), tem mostrado excelentes resultados em crianças com diversos tipos de dificuldades e/ou problemas.

Em muitos casos os brinquedos vulgares são peças fundamentais mas também em inúmeras situações a crianças só poderá brincar com o auxílio da tecnologia.  Tudo se complementa se soubemos utilizar as soluções disponíveis nas situações diversas com que nos deparamos. Cada criança deve ter a possibilidade de brincar e aprender à sua medida e da forma como lhe é possível fazê-lo.

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Ida Brandão, é Técnica Superior do Ministério da Educação e, presentemente exerce funções nos serviços de Educação Especial da DGIDC, no que respeita à monitorização da rede de Centros de Recursos TIC para a Educação Especial e dinamização da respectiva comunidade virtual, bem como na promoção das tecnologias de apoio à deficiência. Funções exercidas anteriormente como responsável pelo programa TIC para a educação (Programa Nónio Século XXI, 1996-2005: monitorização da rede de Centros de Competência TIC; promoção de projectos TIC nas escolas; de software educativo e conteúdos Web; estudos sobre os impactos das TIC nas aprendizagens; projectos europeus; representações em grupos de trabalho da Comissão Europeia.

A rede dos Centros de Recursos TIC para a Educação Especial e as tecnologias de apoio para os alunos com necessidades educativas especiais

A inclusão de crianças e jovens com necessidades especiais, de carácter permanente, no sistema educativo regular, em Portugal, prevê um conjunto de medidas de adequação do processo de ensino e de aprendizagem que inclui as tecnologias de apoio. Estas podem revelar-se essenciais para promover a autonomia e participação das crianças e jovens em contexto familiar, da escola e da comunidade em que se inserem, com todo o potencial para poderem desenvolver capacidades, ultrapassar e compensar barreiras que a deficiência coloca.  As tecnologias de apoio usadas na escola são ferramentas que permitem aos alunos expandir as suas capacidades a nível físico, social e comunicativo, como meios para a inclusão académica e relacionamento colaborativo.  O processo de inclusão em curso regulado pelo D.L.nº3/2008, 7 Janeiro, define um conjunto de apoios educativos que se estende a uma rede nacional de Centros de Recursos TIC para a Educação Especial que tem como missão avaliar as necessidades dos alunos com NEE, de carácter permanente, quanto a tecnologias de apoio.
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Leonel Rocha é Licenciado em Ensino Biologia/Geologia, tem mestrado em Ciências da Educação especialidade de tecnologia educativa e está em fase de conclusão de doutoramento também em Ciências da Educação, especialidade em Multimédia e Educação. Iniciou a sua actividade profissional em 1987 como docente do ensino básico e secundário e, desde então, foi, formador na área das TIC, consultor de Formação, foi formador de formadores e neste momento exerce funções técnico-pedagógicas no Centro de Competência TIC da Universidade de Aveiro. A sua área de investigação é as TIC em contexto de aprendizagem formal, informal e não formal, mais especificamente no que diz respeito à competência de questionamento dos alunos e a blogues educativos na aprendizagem formal. Para além de estar integrado em projectos de investigação nacionais, possui publicações na sua área de interesse em Portugal.

Mª José Loureiro é Licenciada em ensino Francês/Português, tem mestrado em Ciências da educação especialidade de tecnologia educativa e doutoramento também em Ciências da Educação, especialidade em didáctica, áera de eLearning. Iniciou a sua actividade profissional em 1982 como docente do ensino secundário e, desde então, foi orientadora de estágios pedagógicos das universidades de Aveiro e Coimbra, formadora na área das TIC na aprendizagem das línguas e na educação, foi docente no ensino superior e neste momento é colaboradora do Centro de Competência TIC da Universidade de Aveiro e co-orienta teses de mestrado nesta área. Para além de estar integrada em projectos de investigação nacionais e internacionais, possui publicaçaões na sua área de interesse em Portugal e no estrangeiro.

O Portal “Sembarreiras”,o LCD e o CCTIC na (in)formação dos professores de educação especial

O Sem Barreiras acredita na escola inclusiva, que reconhece ao aluno com necessidades educativas especiais o direito de frequentar o ensino regular, possibilitando-lhe o acesso ao currículo comum, através de um conjunto de apoios apropriados às suas características e necessidades. Este portal emergiu da necessidade de percepcionar os modos como as TIC estão a ser ou podem ser utilizadas para apoiar alunos com necessidades educativas diversas. A (in)formação na utilização das TIC aplicadas às NEE são da mais fundamental importância para todos aqueles que apoiam alunos com problemas de aprendizagem, uma vez que as tecnologias podem representar a ponte que permite o acesso e participação destes alunos na sua aprendizagem. Porém a só uma utilização sustentada no saber pode evitar que uma ferramenta que se pretende de inclusão se torne em mais uma barreira para estes alunos. O sembarreiras.org pretende assim ser “um ponto de agregação de (in)formação e encaminhamento para ‘locais’ com maior conhecimento específico” em torno da temática Tecnologia,  Multimédia e Acessibilidade.
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Jaime Ribeiro é licenciado em Terapêutica Ocupacional em 2001 (Bacharel em 2000) pela Escola Superior de Tecnologia da Saúde do Porto. Possui formação pós-graduada em Multimédia em Educação e Didáctica pela Universidade de Aveiro. É formador na área na utilização das TIC e Tecnologias de Apoio junto das Necessidades Educativas Especiais, integrando a equipa de formadores do Plano Tecnológico da Educação. É igualmente docente do ensino superior na área da Reabilitação, Educação Especial e Tecnologias de Apoio. Iniciou a sua actividade profissional em 2000 prestando apoio técnico-pedagógico a crianças e jovens com deficiência. Atualmente é Bolseiro de Doutoramento da Fundação para a Ciência e Tecnologia (FCT) e integra o Laboratório de Conteúdos Digitais da Universidade de Aveiro. A sua investigação incide sobre a formação de professores na Utilização das TIC na Educação de Alunos com Necessidades Educativas Especiais. É autor de várias publicações científicas nacionais e internacionais na área das TIC, TIC e Educação Especial, Formação de Professores e Usabilidade.

Do papel para o digital: A Adaptação de contextos educativos digitais de Alunos com NEE.

A utilização das Tecnologias de Informação e Comunicação (TIC) apresentam inúmeras vantagens no processo de ensino e aprendizagem da generalidade dos alunos. Contudo, no apoio a alunos com Necessidades Educativas Especiais (NEE) assumem primordial importância por serem frequentemente a única possibilidade de acesso ao currículo e participação activa na sua aprendizagem que estes alunos podem ter.Enquanto Tecnologias de Apoio (TA)/Ajudas Técnicas, constituem uma ferramenta que pode auxiliar no derrube e transposição de barreiras no acesso à educação, assim como, enquanto instrumento pedagógico, fomentam novas possibilidades e estratégias educativas capazes de obter mais sucesso que a simples utilização dos métodos tradicionais de ensino.Contudo­ a utilização das TIC e das Tecnologias de Apoio necessitam de profissionais cientes das potencialidades que estas ferramentas possuem e, com um conhecimento das diferentes possibilidades existentes e de estratégias diferenciadas que permitam a obtenção dos melhores resultados com recurso às TIC.A presente comunicação procura elucidar sobre a necessidade de adequação de estratégias de aprendizagem em sala de aula, com o recurso à utilização das TIC, para a inclusão dos alunos com NEE, dando a conhecer estratégias tecnológicas que promovem o acesso e participação destes alunos. O recurso a alternativas gratuitas a produtos comerciais é frequentemente uma solução temporária ou mesmo definitiva quando dificuldades económicas se interpõem entre o aluno com NEE e a sua aprendizagem.
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Jorge Fernandes é licenciado em Organização e Gestão de Empresas pelo Instituto Superior de Ciências do Trabalho e da Empresa (1993). Finalizou a componente curricular do Mestrado em Reabilitação na Especialidade Deficiência Visual pela Faculdade de Motricidade Humana (2002/2003). Desde 2003 que é coordenador-executivo do Programa ACESSO da UMIC – Agência para a Sociedade do Conhecimento, I.P. Formador do Instituto Nacional de Administração de 2000 a 2004 na área da acessibilidade Web. Jorge Fernandes é autor de diversos estudos sobre acessibilidade Web. Durante a década de 1990, foi assessor para a área tecnológica, entre outras, da Direcção Nacional da Associação dos Cegos e Amblíopes de Portugal (ACAPO).

O papel da UMIC na conceção da informação digital acessível em Portugal

Durante a apresentação será feita uma resenha sobre os principais factos que marcaram a acessibilidade electrónica em Portugal que coincidem também com a história da Unidade ACESSO ou do Programa ACESSO da UMIC – Agência para a Sociedade do Conhecimento, IP: do livro verde à primeira petição electrónica à AR, Portugal primeiro país europeu a adoptar as directrizes de acessibilidade para a AP, passando pela linha de financiamento Inclusão Digital até à produção das primeiras ferramentas de avaliação automática para as WCAG 2.0.
Na área da acessibilidade web, a UMIC/ACESSO tem sido responsável por diversas acções de formação, disponibilização de materiais em Português, estudos de monitorização, tradução e criação de ferramentas automáticas de validação das Directrizes de Acessibilidade para o Conteúdo da Web (WCAG). Durante a apresentação serão enumerados alguns desses materiais e demonstrado os validadores eXaminator e AccessMonitor. Será igualmente enunciado o trabalho efectuado na área da acessibilidade durante o projecto e-U, e serão apresentados dados sobre o estado actual da acessibilidade dos Portais das instituições de ensino superior (uma amostra de 189 sítios web).

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Joaquim Faias, graduado em Terapia Ocupacional desde 1986, pela Escola Superior de Saúde do Alcoitão. Possui formação pós-graduada em Intervenção Precoce pela Faculdade de Psicologia e Ciências da Educação da Universidade do Porto.Actualmente desenvolve os estudos de Doutoramento, na Faculdade de Psicologia e Ciências de Educação da Universidade do Porto e na Faculdade de Engenharia também da Universidade do Porto. Trabalhou na Centro de Reabilitação de Paralisia Cerebral do Porto, de 1986 a 2000, onde se especializou em Tratamento do Neurodesenvolvimento e em Tecnologias de Apoio. Nesta instituição, foi coordenador do serviço de Tecnologias de Apoio de 1995 a 1999 e Coordenador do Departamento de Terapia Ocupacional de 1996 a 1999. A partir de 2000 até á presente data, passou a exercer as funções profissionais na Escola Superior de Tecnologia da Saúde do Porto onde é Professor Adjunto e onde assume as funções de Coordenador do Curso de Estudos do 1º Ciclo em Terapia Ocupacional. Foi Coordenador da Área Científico-pedagógica de Terapia Ocupacional desde 2003 até 2007. Especializado em Integração Sensorial pela Universidade Southern Califórnia e WPS. Autor de várias publicações internacionais e nacionais, na área da intervenção da Terapia Ocupacional, nomeadamente em Tecnologias de Apoio, Comunicação Aumentativa e Alternativa e neurodesenvolvimento.

Sistemas de suporte tecnológico à Comunicação Aumentativa e Alternativa

Um sistema de suporte tecnológico, baseado em Tecnologias de Apoio (TA) para a Comunicação Aumentativa e Alternativa (CAA), deve basear-se num conjunto de processos sistematizados que permitam uma eficaz identificação das necessidades e um conjunto de resultados diretamente relacionados com os objetivos funcionais determinados pela equipa envolvida. Nesta comunicação iremos salientar a importância da avaliação quer das características intrínsecas do utilizador do Sistema de CAA, quer dos fatores ambientais e das próprias tecnologias de forma a identificar as soluções mais adequadas do ponto de vista funcional. Ao nível da tecnologia, importa considerar a forma como o indivíduo faz o acesso à operacionalização do sistema. Para isso, a determinação de um adequado interface de controlo bem como a definição de um bom sistema de acesso às opções de comunicação, podem fazer a diferença na eficácia de utilização do sistema e do resultado funcional. O conhecimento das características físicas, espaciais e temporais dos contextos, proporcionam-nos informação relevante para a identificação dos obstáculos que a equipa necessita de ultrapassar para a determinação dos resultados funcionais desejados. Nesta abordagem, salientaremos a intervenção em equipa alargada como forma de promover a participação do utilizador do sistema de CAA em todo o processo.
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Luis Filipe da Costa Figueiredo, Licenciado e Mestre em Engenharia Electrónica e Telecomunicações pela Universidade de Aveiro. Professor Adjunto do Instituto Politécnico da Guarda. Coordenador do Projecto MagicKey que visa o desenvolvimento de sistemas que facilitam o acesso ao computador por parte de pessoas com graves limitações físicas. Vencedor dos Prémios Eng. Jaime Filipe nos anos de 2006 e 2008.

Projecto MagicKey: Um olhar que nos guia

O desenvolvimento de aplicações que facilitem a interacção entre o computador e as pessoas com graves limitações físicas tem sido o principal tema da investigação científica desenvolvida, ao longo dos últimos anos, no âmbito deste projecto do Instituto Politécnico da Guarda.Cada pessoa é um caso diferente para o qual se procura encontrar a melhor solução que potencie as suas capacidades, tirando partido das tecnologias para o aumento da sua qualidade de vida.Ao nível educativo estas aplicações têm um claro benefício na qualidade das aprendizagens de diversos alunos, sem as quais, muito dificilmente, estes alunos poderiam seguir um currículo escolar em condições de quase igualdade com os outros. Estes benefícios têm sido evidentes não apenas para crianças com dificuldades físicas mas também para crianças com dificuldades de linguagem.
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Ana Breda formou-se em Matemática em 1982 pela Universidade de Coimbra, doutorou-se em Geometria e Topologia pela Universidade de Southampton, Reino Unido e é Professora Associada com Agregação da Universidade de Aveiro tendo também leccionado na Universidade de Coimbra. Centrou a sua investigação na área de geometria tendo, nos últimos anos, dedicado a sua atenção à comunicação, divulgação e didáctica da matemática. Nesta vertente, orientou o primeiro doutoramento europeu, da Universidade de Aveiro. Co-autora do Novo Programa de Matemática do Ensino Básico é também uma das responsáveis pela Brochura de Geometria de apoio ao referido programa. Tem várias publicações em revistas científicas com arbitragem para além da produção de materiais multimédia de elevada qualidade. É a Coordenadora do Projecto Geometrix, projecto interdisciplinar direccionado aos diversos graus de Ensino com o objectivo de desenvolver novos ambientes de aprendizagem assistidos por computador.

LpMat – software inclusivo para crianças com Necessidades Educativas Especiais

O Projecto “LpMat” ambiciona ser um instrumento pedagógico inovador, promotor da educação inclusiva, no âmbito da reabilitação e inclusão escolar e social de crianças e jovens com Necessidades Educativas Especiais (NEE), capaz de responder dinamicamente às necessidades e interesses individuais dos alunos e ajustar, de forma organizada, os conteúdos e materiais aos estilos de aprendizagem individuais. O projecto tem como objectivo desenvolver um software educativo acessível a crianças com NEE, dos 1.º e 2.ºciclos do Ensino Básico, decorrentes de Deficiência Motora, Mental, Cegueira ou Baixa visão, Surdez e Perturbações do Espectro do Autismo, considerando o desenvolvimento de competências nas áreas científicas de Matemática e Língua Portuguesa. Um dos factores a ter em consideração é a acessibilidade do software por utilizadores portadores de deficiência motora, mental, visual, auditiva e/ou com perturbações do espectro do autismo, tanto ao nível da interacção, como da informação e compatibilidade com tecnologias de acesso já existentes.

Jaime Ribeiro é licenciado em Terapêutica Ocupacional em 2001 (Bacharel em 2000) pela Escola Superior de Tecnologia da Saúde do Porto. Possui formação pós-graduada em Multimédia em Educação e Didáctica pela Universidade de Aveiro. É formador/docente na área da Reabilitação, Educação Especial e Tecnologias de Apoio. Iniciou a sua actividade profissional em 2000 prestando apoio técnico-pedagógico a crianças e jovens com deficiência.

Actualmente é Bolseiro de Doutoramento da Fundação para a Ciência e Tecnologia (FCT) e integra o Laboratório de Conteúdos Digitais da Universidade de Aveiro. A sua investigação incide sobre a formação de professores na Utilização das TIC na Educação de Alunos com Necessidades Educativas Especiais. É autor de várias publicações científicas na área das TIC, TIC e Educação Especial, Formação de Professores e Usabilidade.