Estudo do Impacte do PFEEC

A DGE do Ministério da Educação (ME) acaba de disponibilizar o Relatório do Estudo de Avaliação do Impacte do Programa de Formação em Ensino Experimental das Ciências para Professores do 1.º Ciclo do Ensino Básico (PFEEC); este pode ser consultado em:

http://www.dgidc.min-edu.pt/outrosprojetos/index.php?s=directorio&pid=203#i

O trabalho foi concluído e entregue no ME-DGIDC (à data) em Dezembro de 2011. O relatório final que agora se apresenta é o resultado desse estudo, o qual foi coordenado pela Professora Isabel Martins, a quem competiu constituir e dirigir a equipa de investigação, à qual pertenci.

Tendo em conta o conhecimento científico-pedagógico proporcionado aos professores por este Programa, bem como o apetrechamento das escolas envolvidas e os recursos produzidos, o ME considerou importante levar a efeito um estudo, que permitisse avaliar o seu impacte, entre outros, nas práticas docentes e nos resultados de aprendizagens dos alunos.

Recorde-se que o PFEEC  se desenvolveu ao longo de quatro anos letivos, entre 2006 e 2010. Todos os materiais produzidos no âmbito deste Programa foram sendo disponibilizados e estão ao dispor de toda a comunidade educativa, na página da DGE, podendo ser utilizados na Formação de Professores bem como na prática letiva dos professores deste e outros níveis de ensino. Aliás, dentro em breve (depois voltarei aqui a divulgar) será publicado o guião nº 8!

Este estudo de avaliação, conduzido a nível nacional, foi desenvolvido e o relatório que se apresenta incluiu os resultados e conclusões alcançados. Pese embora a sua extensão que comentários se podem avançar?

“As crianças sabem muito”

Este título é da crónica de hoje do Professor Daniel Sampaio no Jornal Público.

Da mesma destaco aqui algumas ideias que partilho, sendo algumas delas já aqui defendidas:

  • “Com frequência se ouve dizer que as crianças e adolescentes nada sabem, que só querem brincar ou perturbar a sala de aula.”
  • “Os professores esforçam-se cada vez mais, ensaiam novas “estratégias”, mas a burocracia ministerial e a indisciplina crescente deixam-nos exaustos.”
  • “Em vez de se cuidar da relação com os alunos, acolher a sua diversidade e enaltecer a singularidade de cada um, optou-se por um modelo massificado, em que se ensina para o aluno “médio”, esquecendo que os ritmos de aprendizagem são diferentes e a heterogeneidade é a regra da sala de aula.”
  • “… os alunos sabem muitas coisas e têm bastante curiosidade para saberem muito mais. As crianças, quando ingressam na escola (seis anos), já adquiriram todas as aptidões características do ser humano…”
  • “O problema é que entidades responsáveis promoveram uma escola sem rumo, sem projecto e sem identidade.”
  • “A grande mudança a fazer não pode estar apenas no reforço das “disciplinas estruturantes”(?), mas tem de centrar-se numa relação de autoridade firme e respeito recíproco entre professor e aluno, a base segura para a construção da aprendizagem.”

Números

Ao ler  os jornais desta 1º semana de campanha e consultando sites e blogs diversos, além dos programas dos partidos, especialmente na área da educação avanço com alguns números que me impressionam:

  • 200 mil Portugueses deixaram de procurar emprego; ou sejam não estão nos cerca de 12% desempregados do país;
  • 23% das crianças do nosso país estão abaixo do limiar da pobreza.
  • A idade média dos portugueses actuais é de 38,5 (36,4 nos Homens e 40,6 nas mulheres); nasceram desde 1 de Janeiro de 2011 e até este momento 44 537 pessoas;
  • Já existem cerca de 5000 professores no ensino básico e secundário com Mestrado e Doutoramento (ainda não contando com os de Bolonha, para os quais o Mestrado será habilitação profissionalizante);
  • 40% dos portugueses ainda está indeciso sobre o sentido do seu voto no próximo Domingo.

O que representam / significam estes número tão díspares?

Do meu ponto de vista destaco:

  1. São pessoas reais que têm de ser consideradas nos debates e discussões, nomeadamente da próxima semana e depois realmente considerados nas decisões políticas;
  2. É muito complexo educar nestas condições apesar do aumento das qualificações dos docentes portugueses; como educar crianças que pouca ou nada têm para se alimentarem devidamente?
  3. Apesar das muitas sondagens o vencedor e o ou os partidos necessários para uma maioria parlamentar, nas próximas eleições legislativas, podem ser uma surpresa.
Pessoas em Barcelona

Valorização Docente

No contexto social actual, nomeadamente o que se vive em Portugal, urge valorizar os Professores e o seu desempenho. Por isso, não posso deixar de salientar a dignificação e promoção da profissão docente que se faz nos meios de comunicação de Espanha. Nesta perspectiva vale a pena consultar o site promovido pela Junta da Extremadura daquele país: http://www.educarex.es/documentos/anuncio/anuncio.html