Acesso Gratuito

Aqui ficam links de acesso gratuito a algumas publicações que não o tinham, algumas delas anteriormente aqui apresentadas:

20 anos de seminários CTS

VII Seminário Ibero-americano CTS (VIII SIACTS) que decorrerá de 25 a 27 de junho de 2020 e terá lugar na Universidade de Valência (Espanha), constituirá um espaço para se comemorar o vigésimo aniversário desde que, em julho do ano 2000, teve lugar o primeiro na Universidade de Aveiro (Portugal). O tema geral “Vinte anos de avanços e novos desafios na Educação CTS para alcançar os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS)“, pretende abordar desafios urgentes para o Ensino das Ciências, impulsionando a formação de uma cidadania preparada e ativa face aos graves problemas socioambientais que se enfrentam.

Do site (https://congresos.adeituv.es/cts2020/paginas/pagina_547_6.xx.html) destacamos as as datas de: (i) Receção de resumos de trabalhos (Comunicações Orais, Comunicações em Poster, Oficinas) – De 1 de setembro a 30 de novembro de 2019; (ii) Comunicação de aceitação dos trabalhos – Até 15 de fevereiro de 2020; e (iii) Receção dos trabalhos para a revista Indagatio Didactica (opcional) – Até 15 de abril de 2020.

Artigos, capítulos e Comunicações

Aqui se partilham alguns artigos e capítulos de livros acabados de publicar e a referência a algumas comunicações em Congressos e Encontros em que se participou:

  1. Franco, A., Vieira, R. M., Riegel, F., & Crossetti, M. (2019). Steering clear from ‘lost in translation’: cross-cultural translation, adaptation, and validation of critical thinking mindset self-rating form to university students. Studies in Higher Education,  (DOI: 10.1080/03075079.2019.1647414)
  2. Tenreiro-Vieira, C., & Vieira, R. M. (2019). Promover o pensamento crítico em ciências na escolaridade básica: Propostas e desafios. Revista Latinoamericana de Estudios Educativos15(1), 36-49.  (DOI: 10.17151/rlee.2019.15.1.3) (http://200.21.104.25/latinoamericana/downloads/Latinoamericana15(1)_3.pdf)
  3. Güllich, R. & Vieira, R. M. (2019). Formação de professores de Ciências para a promoção do pensamento crítico no Brasil: Estado da Arte. Ensino de Ciências e Tecnologia em Revista (ENCITEC)(2), 93-107. (DOI: http://dx.doi.org/10.31512/encitec.v9i2.2243)
  4. Calixto, V., Kiouranis, N., & Vieira, R. M. (2019). Prática como componente curricular: Horizontes de compreensão dos formadores de professores de química.Revista Investigações em Ensino de Ciências, 24 (2), 181-199. (DOI:10.22600/1518-8795.ienci2019v24n2p181)(https://www.if.ufrgs.br/cref/ojs/index.php/ienci/article/view/1348)
  5. Vieira, R. M. (2019). Para uma educação sexual com pensamento crítico. In M. Bruns, S. Melo e J. Zerninati (Orgs.), Discursos contemporâneos acerca da sexualidade e educação sexual: A realidade nos laços da utopia (pp. 15-26). Curitiba: Editora CRV. (https://editoracrv.com.br/produtos/detalhes/33993-discursos-contemporaneos-acerca-da-sexualidade-e-educacao-sexual-bra-realidade-nos-lacos-da-utopia)
  6. Vieira, R. M., Franco, A., e Tenreiro-Vieira, C. (2019). Qual a relevância do pensamento crítico no mundo atual? In H. Sá e S. Ambrósio (Orgs.), H(à) Educação – Rubricas de 2018 (pp. 27-28). Aveiro: Editora Universidade de Aveiro.  (http://hdl.handle.net/10773/25350)
  7. Tenreiro-Vieira, C., & Vieira, R. M. (2019,). Contributos da investigação sobre pensamento crítico na educação em ciências do Ensino Básico.Comunicação apresentada no XVIII Encontro Nacional de Educação em Ciências (XVIII ENEC) & III International Seminar of Science Education (III ISSE).Porto: Faculdade de Ciências da Universidade do Porto.
  8. Sousa, A., & Vieira, R. M. (2019). Estratégias didáticas orientadas para o desenvolvimento do pensamento crítico na educação em ciências: visão global. Comunicação apresentada no XVIII Encontro Nacional de Educação em Ciências (XVIII ENEC) & III International Seminar of Science Education (III ISSE).Porto: Faculdade de Ciências da Universidade do Porto.
  9. Seabra, M., &Vieira, R. M. (2019). Formação inicial de professores de ciências: (re)construindo conceções e práticas sobre CTS. Comunicação apresentada no XVIII Encontro Nacional de Educação em Ciências (XVIII ENEC) & III International Seminar of Science Education (III ISSE) .Porto: Faculdade de Ciências da Universidade do Porto.

Diferentes notícias de educação

Nos últimos meses têm sido publicados relatórios, comunicados e notícias na comunicação social sobre educação, quer a nível nacional, quer internacional. De entre estas destaco:

-O relatório “Avaliação das Aprendizagens dos Alunos do Ensino Secundário” da Inspeção-Geral de Educação e Ciência (IGEC), o qual aponta que 83% das escolas e colégios portugueses inflacionam as notas internas dos seus alunos. Todavia também se aponta que, em relação aos anos anteriores, as mesmas instituições reduziram os desalinhamentos entre as classificações internas e as dos exames nacionais.

-Começam a ser divulgados, a partir de várias fontes, dados sobre a falta de professores em Portugal, especialmente a Matemática, a Português, a Ciências Naturais, a Física e Química e a Geografia. Do mesmo modo, o relatório da OCDE divulgado recentemente salienta: “… os professores portugueses têm em média 49 anos, mais cinco que os 44 em média nos países da OCDE que participam no TALIS.
O nível de envelhecimento da classe docente, uma das batalhas dos sindicatos em Portugal, é notório também nas comparações internacionais: o relatório indica que quase metade dos professores portugueses (47%) tem 50 anos ou mais, contra a média de 34% da OCDE. […] Isto significa que Portugal terá que renovar um em cada dois professores ao longo da próxima década”, aponta o relatório.”

-O jornal The Guardian, do Reino Unido, noticia, a partir de dois estudos divulgados, o mal-estar vivido nas suas universidades. Dois dados se destacam: (i) os docentes estão frequentemente isolados e ansiosos, num sistema que consideram ser movido por metas financeiras; e (ii) nos últimos dois anos quase quatro em cada 10 pensaram deixar o trabalho por questões de saúde. E em Portugal, como será?

-A notícia tem sido recorrente, mas a  TVI24  voltou a salientar que para os alunos no Japão ir à escola significa participar também em atividades da rotina escolar como varrer o chão, limpar as casas de banho e servir o almoço a outros colegas e comunidade. Será uma possível solução, por exemplo para a nova área de “cidadania e desenvolvimento?

Recursos Educativos

A Universidade de Carnegie Mellon acaba de divulgar o OpenSimon World, um conjunto de ferramentas, como uma base de código, bem como recursos educativos gratuitos de apoio aos professores de vários níveis de ensino.

Trata-se, talvez, da mais ampla gama de recursos educativos em Inglês para Educadores e Professores disponibilizada de forma livre para todos. Inclui também ferramentas úteis para investigadores e designers destes recursos, incluindo da área da Tecnologia Educativa.

Esta versão inicial inclui recursos e ferramentas como:

DiscourseDB, que facilita a análise e armazenamento de dados educacionais;

RoboTutor, um aplicativo de tablet Androidque, segundo o site abaixo, permite que crianças entre os 7 e os 10 anos aprender, com alguma autonomia, a leitura, escrita e matemática; 

ChemCollective, que possui laboratórios virtuais, com atividades de aprendizagem baseadas em cenários e que inclui também tutoriais e simulações.

Todos estes recursos estão disponíveis portal: https://www.cmu.edu/simon/open-simon/

IV Seminário Internacional de Pensamento Crítico

Vai realizar-se de 21 a 25 de Outubro de 2019, no México, o IV seminário Internacional de Pensamento Crítico na Educação. Toda a informação pode ser encontrada no site: http://www.pensamiento-critico.com/IVseminariointerPC/es/

De entre esta destacam-se:

– Temáticas

1.      Enseñanza y aprendizaje del PC en la educación: desde básica hasta superior.

2.      Evaluación del PC en la educación: desde básica hasta superior.

3.      Aplicaciones del PC en la Solución de Problemas y Toma de Decisiones

    –          Área Ciencia

    –          Área Tecnología

    –          Área Transdisciplinar

4.      Teoría y conceptualización sobre PC

– Datas Importantes

Envio de Comunicações:  15 de junho de 2019

-Inscrição: 1 de setembro de 201

PC e Colaboração

O EDULOG, da Fundação Belmiro de Azevedo, tem hoje a seguinte notícia que reproduzo para divulgação e comentários:

“Colaboração e pensamento crítico são mais importantes no século XXI do que as fórmulas matemáticas”, é o que diz Jennifer Groff, investigadora no Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT) nos Estados Unidos, onde trabalha no desenvolvimento de jogos para uso na sala de aula, e considerada uma das 100 pessoas mais influentes na área das tecnologias educativas pela revista Ed Tech Digest. Entrevistada pela BBC News, a investigadora explica porque há cada vez mais especialistas a defender o ensino baseado em competências.

Dois Novos Encontros Científicos

Vão docorrer em 2019 dois importantes encontros científicos que no âmbito deste espaço importa destacar:

  1. XVIII ENEC | III ISSE – https://enec2019.fc.up.pt/ que se realizará de 5 a 7 de setembro na cidade do Porto, Portugal; e
  2. IV Seminário Internacional de Pensamento Crítico na Educação – http://www.pensamiento-critico.com/noticias/iv-seminario-internacional-pensamiento-critico que se realizará de 21 a 25 de Outubro na Universidade Veracruzana, México.

Controvérsias na/da Ciência e sua História

Serve este para anunciar a publicação de mais um livro que é pertinente para todos os que se interessam pela educação numa perspetiva CTS:  “Controversias en la historia de la ciencia y cultura científica”.

O livro é da autoria de Antonio García Carmona e José Antonio Acevedo-Díaz  e, tal como está em: https://www.oei.es/historico/divulgacioncientifica/?Controversias-en-la-historia-de-la-ciencia-y-cultura-cientifica-PDF , procura contribuir para uma cultura científica adequada e mais holística numa perspetiva de cidadania. Tem também como propósito evidenciar que no avanço da Ciência existe “el conflicto como algo natural a la propia ciencia.  […] No menos relevantes son los escenarios de las controversias, unas veces íntimos y otras, públicos, pues también tienen un papel esencial en el desarrollo de estas”.

 

PC+EDS e Cidadania

Divulga-se, por força dos temas principais deste espaço,  um  livro que procura sintetizar um trabalho de 3 anos de investigadores da linha da Cátedra Ibérica CTS+I. Este livro coordenado por Isabel P. Martins (Universidade de Aveiro) e Mariano Martín Gordillo (Grupo ARGO) foi editado pela Catarata (ver https://www.catarata.org/libro/ciencia-cordial_82719/) e tem um capítulo em que participo:

CAPÍTULO 3. CIÊNCIA, CIDADANIA E DESENVOLVIMENTO SUSTENTÁVEL NA ESCOLARIDADE BÁSICA: QUE POSSIBILIDADES? QUE REALIZAÇÕES?
Celina Tenreiro-Vieira e Rui Marques Vieira

Boa leitura e boas festas.

Livro eletrónico sobre Formação de Professores

Acaba de ser publicado o e-book “Formação inicial e continuada de professores de ciências: O que se pesquisa no Brasil, Portugal e Espanha”  organizado por  António Cachapuz, Alexandre Shigunov Neto e Ivan Fortunato. Da editorial Edições Hipótese é de livre acesso e gratuito (https://goo.gl/49c7Nu).

                           

Como escrevem os organizadores, os capítulos reunidos por formadores de professores conservam entre si a pluralidade de olhares e reflexões sobre a formação inicial e continuada de professores de ciências e emergiram da necessidade de se divulgarem experiências e compreender como ocorre esse processo de formação no Brasil, Portugal e Espanha.

Boas leituras.

Livro e Artigo

Nesta área destaca-se mais um livro e um artigo, respetivamente:

2 livros em 2018

De regresso antes das férias aqui fica a sugestão de dois livros publicados este ano de 2018:

Mais informações sobre estas duas publicações em:

Livro | Didática das Ciências para o Ensino Básico

Cadernos Didáticos | As Comunidades Online na Promoção do Pensamento Crítico em Didática das Ciências

“Porque melhoraram os resultados PISA em Portugal?”

O livro com o título deste post publicado pela Fundação Francisco Manuel dos Santos e que está disponível em: https://www.ffms.pt/FileDownload/342a960e-c01c-4309-8fa5-6e5a391204af/porque-melhoraram-os-resultados-pisa-em-portugal apresenta um estudo longitudinal e comparado dos resultados dos alunos entre 2000 e 2015 possui dados que merecem destaque e reflexão. Nesta publicação salienta-se transcrevendo:

  • Ao longo dos 15 anos do PISA “….os resultados médios de Portugal têm vindo consistentemente a melhorar nos três domínios considerados [Matemática, Leitura e Ciências], aproximando-se dos scores médios da OCDE” (p. 13).
  • “Além de ser uma medida ineficaz a resolver o insucesso dos alunos que repetem, como já foi identificado por vários autores, acresce esta ser uma medida que aumenta as desigualdades no sistema educativo, uma vez que a probabilidade de um aluno repetir o ano está fortemente associada ao seu estatuto socioeconómico e cultural, sendo os alunos de meios mais desfavorecidos os que têm maior probabilidade de chumbar” (p. 22).
  • “O nível de escolaridade dos pais está relacionado com melhores desempenhos dos alunos, mas apenas quando combinado com profissões mais qualificadas e mais bem remuneradas” (p. 27).
  • “Relativamente ao ambiente na sala de aula, cerca de 30% dos alunos respondentes ao questionário PISA consideram que há indisciplina e barulho na sala de aula, …”; mas também  “Portugal é o país onde consistentemente os alunos mais reconhecem o trabalho e disponibilidade dos professores” (p. 33).
  • “Relativamente às carências e à visão que têm da direção das escolas, os professores portugueses consideram que há falta de auxiliares de educação e que os diretores são líderes pouco inspiradores. No que se refere à cooperação entre colegas, verifica-se que a prática de cooperação menos comum é a observação de aulas lecionadas por outros professores” (p. 36).
  •  “Portugal foi o país que mais investiu no aumento do número de horas de ensino da Matemática. Esta tendência não se verificou nos restantes países europeus, onde a prática corrente foi manter o número de horas desta disciplina. Também no que respeita à quantidade de horas que os jovens passam a fazer trabalhos para a escola fora do horário escolar, os alunos portugueses despendem 14 horas por semana, em média, em trabalho escolar extra” (p. 41).
  • “Importa também referir que os diretores portugueses são os que menos se socorrem da investigação e conhecimento comprovado por outros nas suas práticas de gestão escolar. A cultura de olhar para a educação como uma ciência ainda não chegou às escolas” (p. 45).