Peça do mês – janeiro 2014

Inst. Proprietária – Universidade de Aveiro
Categoria – Cerâmica
Subcategoria – Cerâmica de equipamento
Denominação – Bacias ratinhas
Data – séc. XIX – XX
 

O nome Faiança Ratinha deve-se à utilização desta louça por beirões serranos, conhecidos por Ratinhos, que se deslocavam sazonalmente para trabalhar nas herdades alentejanas durante a época da ceifa. Era um trabalho árduo, recompensado pelo pagamento final que ajudava na alimentação da família até à próxima colheita.

Nas suas migrações sazonais, os Ratinhos transportavam nos alforges estas faianças, que utilizavam nas refeições e que posteriormente serviam como moeda de troca por outros produtos, como trapos e panos que serviriam para tecer mantas com que se agasalhavam nas noites de inverno. Por este motivo eram também apelidados de “troca-trapos”.

O termo Ratinhos, adquiriu o significado de rústico, grosseiro e serviu também para designar esta faiança, fabricada em pequenas oficinas populares com meios técnicos rudimentares e destinada a consumidores de poucos recursos. A sua produção decorreu entre o século XIX e a terceira década do século XX.

A decoração era diversa: motivos zoomórficos, vegetalistas, geométricos e mais tarde figuras humanas (populares ou fantásticas). O seu vidrado pobre em estanho e a decoração esponjada e a pincel, contrastava com a outra faiança fina produzida nas olarias de Coimbra.

A Faiança Ratinha, tão agradável pela sua simplicidade, cores vibrantes e ornamentação, é atualmente valorizada no conjunto da produção cerâmica coimbrã.

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