Coloração do vidro azul

O vidro não é um cristal, é uma substância fundida e solidificada. É composto por uma mistura de óxidos metálicos, constituída por átomos que se ligaram através do calor para formar um sistema rígido reticular aleatório. Cada átomo de silício está unido a quatro átomos de oxigénio e estes a outros átomos de silício. Distribuídos na rede molecular há também átomos de cálcio e de sódio.

A cor natural do vidro é de um tom esverdeado. A palavra vidro vem do latim viride ou viridis, que significa verde-escuro, e do qual deriva o termo português vidro.

São aplicados descolorantes para que fique cristalino e agregam-se corantes para o tornar vidro colorido. Este vidro coloreado serve para proteger da luz o conteúdo de um recipiente em graus diferentes, dependendo da cor, ou pode ser coloreado simplesmente por motivos estéticos.

Existem variadas técnicas de coloração do vidro: por adição de iões, inclusões de cor como no vidro opalino, revestimentos, entre outras.

Coloração por adição de iões

O vidro comum de carbonato de cálcio e calcário parece incolor à primeira vista quando é fino. No entanto, as impurezas de óxido de ferro originam uma cor esverdeada que se pode ver com a ajuda de instrumentos científicos.

Durante o seu fabrico, são agregados ao vidro outros metais e óxidos metálicos  para mudar a sua cor e torná-lo esteticamente mais atrativo.

Alguns de estes aditivos são: Cobalto: pequenas concentrações de cobalto (0,025 a 0,1%) conferem ao vidro uma cor azul intensa; Óxido de cobre: Uma quantidade de 2 a 3% de óxido de cobre produz um vidro de cor azul-turquesa.

http://vidriosdelevante.blogspot.com/2015/02/el-vidrio-y-el-color.html
http://www.glassencyclopedia.com/cobaltglass.html
https://es.wikipedia.org/wiki/Coloracion_del_vidrio
Publicado em Vidro | Tags | Deixe o seu comentário

1ª peça do mês – outubro 2018

A canção nacional nas comemorações do Dia Mundial da Música

Na comemoração de 1 de outubro, Dia Mundial da Música, selecionamos Amália Rodrigues (1 de julho de 1920 – 6 de outubro de 1999), também conhecida como Rainha do fado. Enquanto fadista, divulgou o fado cantando a alma Lusitana, dando a conhecer ao mundo o povo português.

Do vasto repertório interpretado por Amália, elegemos Tudo isto é fado. Este e outros temas fazem parte da coleção de discos goma-laca do Museu da Universidade de Aveiro.

 

Coleção – Discos de goma-laca (78 rpm)
Título – Tudo isto é fado
Intérprete – Amália Rodrigues
Local de edição – Porto
Editora – Odeon
Data – [1952]
Nº de editor – X-3.532-B
Doador – José António Pé-Curto Moças

 

Publicado em Discos goma-laca, José Moças, Peça do mês, Sem categoria | Tags | Deixe o seu comentário

1ª peça do mês – setembro 2018

ColeçãoInstrumentos musicais
Designação – Cavaquinho minhoto
Autor – Joaquim Domingos Capela
Data de manufatura- 1989
Medidas – 54 cm;33.5 cm (comprimento; comprimento da corda)
Informação técnica – madeiras de pau-santo, pinho dos Alpes e ébano, braço em cedro brasileiro, escala em ébano. Madeira. Fundo e ilhargas em pau-santo, tampo em pinho dos Alpes e ébano, braço em cedro brasileiro, escala em ébano. Verniz de goma laca. Lá – Lá – Dó# – MI.
Descrição – cordofone de pequenas dimensões e em forma de 8. O cavaquinho é semelhante à guitarra dedilhada, apresentando quatro cordas em aço, atadas a um cavalete colado ao tampo e esticadas por cravelhas dorsais, de madeira (modernamente substituídas por mecanismos metálicos designados carrilhões), inseridas numa cabeça lisa, tipo espátula.

Publicado em Instrumentos musicais, Joaquim Domingos Capela, Peça do mês | Deixe o seu comentário

Celeste Rodrigues (14 de março de 1923 – 1 de agosto de 2018)

Com intenção de homenagear a fadista Celeste Rodrigues, selecionamos da coleção discos goma-laca José Moças, o disco de 78 rpm com o título: Lenda das algas: fado. Este disco foi editado pela Parlophone, com música de Jaime Mendes e versos de Laerte Neves. Celeste Rodrigues canta acompanhada à guitarra por Joaquim do Vale e à viola por Idílio dos Santos. Lenda das algas retrata a história de uma alga que, vinda do mar, acaba sozinha na praia. Quando um pescador a encontra, vê personificada uma menina adormecida. Ainda hoje, quando alguém passa pela cabana do pescador, ouve alguém cantar com a melancolia das ondas do mar. Este fado constitui um dos maiores sucessos da carreira da fadista, sendo um incontornável clássico do género.
Celeste Rodrigues nasceu no Fundão a 14 de Março de 1923 e faleceu em Lisboa a 1 de Agosto de 2018. É considerada uma referência para as novas gerações do fado, tendo desenvolvido uma intensa atividade profissional quer em Portugal, quer no estrangeiro.

Publicado em Discos goma-laca, José Moças | Tags | Deixe o seu comentário

2ª peça do mês – julho 2018

Inst. proprietária – Univ. de Aveiro
Coleção – Guarda-joias
Designação – Torre Eiffel
Data de manufatura- 198-
Autor- Joaquim Domingos Capela
Doador – Joaquim Domingos Capela
Dimensões – 16 cm;11.5 cm;11.5 cm (altura; largura; comp.)

Disponível a visualização do catálogo MusA- http://museu.ua.pt/index.php/Detail/objects/333

Este guarda-jóias foi construído na década de 80 (séc. XX), com madeiras nobres, em olho-de-perdiz e fixado a uma base quadrada em ébano, com tampa rotativa e quatro faces em arco de parábola, orlada a ébano. Devido à sua beleza e ao design, o autor designou-a por “Torre Eiffel”. A peça é essencialmente decorativa, no entanto, o seu cariz é utilitário, servindo portanto, como guarda-jóias.

O guarda-joias “Torre Eiffel” faz parte integrante da coleção dos 81 guarda-joias, doada à Universidade de Aveiro pelo Sr. Eng.º Joaquim Domingos Capela em Dezembro de 2013.

Publicado em Guarda-joias (madeira), Joaquim Domingos Capela, Peça do mês | Deixe o seu comentário

1ª peça do mês – julho 2018

Coleção – Gravura
Título – Moliceiros I
Autor – Cândido Teles
Data – 1987
nº inventário – UA-ML-G-1; MusA-486

http://museu.ua.pt/index.php/Detail/objects/515

Publicado em Gravuras, Peça do mês | Tags , | Deixe o seu comentário

O esmalte nos vidros

Seguindo de perto as técnicas de decoração preponderantes nas fábricas da Boémia, que posteriormente à I Grande Guerra passaram a integrar maioritariamente o território correspondente à Checoslováquia, as fábricas portuguesas adotaram uma enorme variedade de esmaltes coloridos na decoração das suas peças a partir da década de 1940.
Surgiram então, de acordo com a policromática e exuberante gramática decorativa Art Déco, inúmeras peças apresentando predominantemente o laranja e o amarelo, cores que eram conjugadas com inúmeras e inovadoras tonalidades de verde e azul.

Jarro “Os Saloios”pintado a esmalte, produzido na Marinha Grande. Assinado ” JB” (Jorge Barradas)Década de 1940.

Acompanhando uma tendência para a reprodução e recriação de motivos portugueses, que já vinha sendo desenvolvida por Stuart Carvalhais (1887-1961) e Jorge Barradas (1894-1971) desde o final da década de 1910 e início da década de 1920 (como se pode constatar, por exemplo, em muitas das capas produzidas pelos mesmos para a revista ABC), a decoração do vidro pintado a esmalte produzido na Marinha Grande durante as décadas de 1940 e 1950 refletiu precisamente essas temáticas, evocando tradições regionais e nacionais através de aspetos do artesão e do folclore de Portugal.

Obviamente, a esta tendência não terá sido também alheia, direta ou indiretamente, a ação de um organismo oficial do Estado Novo, o Secretariado da Propaganda Nacional, criado em 1933.

As fábricas que maioritariamente promoviam esta decoração na Marinha Grande eram a Nova Fábrica de Vidros e a Companhia Industrial Portuguesa.

Na reserva do museu da Universidade de Aveiro, contam-se alguns modelos decorados com motivos criados por Jorge Barradas durante os anos 30/40 do séc. XX, bem como peças criadas e pintadas pelo mestre pintor marinhense João Correia.

Publicado em Vidro | Tags , , , | Deixe o seu comentário

1ª peça do mês – junho 2018

Inst. proprietária – Universidade de Aveiro
Categoria – Música
Designação – Disco de goma laca “As Tricanas de Aveiro”, da revista “Água-Pé” – espólio do compositor Frederico de Freitas
Data (do disco) – 1929
Doador – Elvira de Freitas (filha do compositor)
Descrição – Música da autoria de Frederico de Freitas, letra de Irmãos Unidos (Luís Galhardo, José Galhardo, Alberto Barbosa, Carvalho Mourão, Lourenço Rodrigues, Xavier de Magalhães (argumento) José Barbosa (cenários e figurinos) e interpretação pela cantora Luísa Satanela acompanhada por coro e orquestra.
Em 1927, Frederico de Freitas estreou-se na composição de música para teatro musical com a revista “Água-Pé”, da qual resultou o número “Tricanas de Aveiro”. Este número foi o primeiro grande êxito popular do autor na música para teatro/revista. A estreia foi no Teatro Avenida, em Lisboa e contou com a participação do bailarino/coreógrafo Francis Graça e a cantora/atriz Luísa Satanela.

 

Publicado em Discos goma-laca, Peça do mês | Deixe o seu comentário

Júlio Pomar – uma personalidade marcante na arte portuguesa da segunda metade do século XX

Foto retirada do jornal Observador.

Faleceu a 22  de maio de 2018 Júlio Pomar, um grande nome da arte moderna portuguesa. Na coleção de gravuras da Universidade de Aveiro encontram-se 4 obras deste grande artista. As gravuras pertencem à coleção da Sociedade Cooperativa de Gravadores.

Publicado em Francisco Madeira Luís, Gravuras | Tags , | Deixe o seu comentário

2ª peça do mês – maio 2018

A segunda peça em destaque no mês de maio, trata-se de um disco de goma laca da coleção José Moças.

No mês em que perfaz 38 anos da sua morte, fazemos referência a Maximiano de Sousa. Mas quem foi Maximiano de Sousa? Dito assim, certamente não será reconhecido, mas se fizermos referência a Max, já alguns se recordarão.

Na verdade, Max foi um cantor madeirense que se tornou numa das mais populares vozes da rádio, da televisão portuguesa e até mesmo do teatro de revista, desde os anos quarenta até aos anos oitenta.

As canções Bailinho da Madeira, Noites da Madeira, A mula da cooperativa, A Rosinha dos Limões, Pomba Branca e O Magala são alguns dos seus êxitos mais conhecidos.

O reconhecimento que lhe é devido levou-nos a selecionar, como “Peça do mês” de maio, o Baile dos vilhões, uma canção de Max  gravada em 1948, e que faz parte integrante da coleção de discos de 78 rpm, doada à UA, pelo colecionador e produtor José Moças.

Max faleceu no dia 29 de maio de 1980.

Publicado em Discos goma-laca, José Moças, Peça do mês | Tags , | Deixe o seu comentário