Celeste Rodrigues (14 de março de 1923 – 1 de agosto de 2018)

Com intenção de homenagear a fadista Celeste Rodrigues, selecionamos da coleção discos goma-laca José Moças, o disco de 78 rpm com o título: Lenda das algas: fado. Este disco foi editado pela Parlophone, com música de Jaime Mendes e versos de Laerte Neves. Celeste Rodrigues canta acompanhada à guitarra por Joaquim do Vale e à viola por Idílio dos Santos. Lenda das algas retrata a história de uma alga que, vinda do mar, acaba sozinha na praia. Quando um pescador a encontra, vê personificada uma menina adormecida. Ainda hoje, quando alguém passa pela cabana do pescador, ouve alguém cantar com a melancolia das ondas do mar. Este fado constitui um dos maiores sucessos da carreira da fadista, sendo um incontornável clássico do género.
Celeste Rodrigues nasceu no Fundão a 14 de Março de 1923 e faleceu em Lisboa a 1 de Agosto de 2018. É considerada uma referência para as novas gerações do fado, tendo desenvolvido uma intensa atividade profissional quer em Portugal, quer no estrangeiro.

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2ª peça do mês – julho 2018

Inst. proprietária – Univ. de Aveiro
Coleção – Guarda-joias
Designação – Torre Eiffel
Data de manufatura- 198-
Autor- Joaquim Domingos Capela
Doador – Joaquim Domingos Capela
Dimensões – 16 cm;11.5 cm;11.5 cm (altura; largura; comp.)

Disponível a visualização do catálogo MusA- http://museu.ua.pt/index.php/Detail/objects/333

Este guarda-jóias foi construído na década de 80 (séc. XX), com madeiras nobres, em olho-de-perdiz e fixado a uma base quadrada em ébano, com tampa rotativa e quatro faces em arco de parábola, orlada a ébano. Devido à sua beleza e ao design, o autor designou-a por “Torre Eiffel”. A peça é essencialmente decorativa, no entanto, o seu cariz é utilitário, servindo portanto, como guarda-jóias.

O guarda-joias “Torre Eiffel” faz parte integrante da coleção dos 81 guarda-joias, doada à Universidade de Aveiro pelo Sr. Eng.º Joaquim Domingos Capela em Dezembro de 2013.

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1ª peça do mês – julho 2018

Coleção – Gravura
Título – Moliceiros I
Autor – Cândido Teles
Data – 1987
nº inventário – UA-ML-G-1; MusA-486

http://museu.ua.pt/index.php/Detail/objects/515

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O esmalte nos vidros

Seguindo de perto as técnicas de decoração preponderantes nas fábricas da Boémia, que posteriormente à I Grande Guerra passaram a integrar maioritariamente o território correspondente à Checoslováquia, as fábricas portuguesas adotaram uma enorme variedade de esmaltes coloridos na decoração das suas peças a partir da década de 1940.
Surgiram então, de acordo com a policromática e exuberante gramática decorativa Art Déco, inúmeras peças apresentando predominantemente o laranja e o amarelo, cores que eram conjugadas com inúmeras e inovadoras tonalidades de verde e azul.

Jarro “Os Saloios”pintado a esmalte, produzido na Marinha Grande. Assinado ” JB” (Jorge Barradas)Década de 1940.

Acompanhando uma tendência para a reprodução e recriação de motivos portugueses, que já vinha sendo desenvolvida por Stuart Carvalhais (1887-1961) e Jorge Barradas (1894-1971) desde o final da década de 1910 e início da década de 1920 (como se pode constatar, por exemplo, em muitas das capas produzidas pelos mesmos para a revista ABC), a decoração do vidro pintado a esmalte produzido na Marinha Grande durante as décadas de 1940 e 1950 refletiu precisamente essas temáticas, evocando tradições regionais e nacionais através de aspetos do artesão e do folclore de Portugal.

Obviamente, a esta tendência não terá sido também alheia, direta ou indiretamente, a ação de um organismo oficial do Estado Novo, o Secretariado da Propaganda Nacional, criado em 1933.

As fábricas que maioritariamente promoviam esta decoração na Marinha Grande eram a Nova Fábrica de Vidros e a Companhia Industrial Portuguesa.

Na reserva do museu da Universidade de Aveiro, contam-se alguns modelos decorados com motivos criados por Jorge Barradas durante os anos 30/40 do séc. XX, bem como peças criadas e pintadas pelo mestre pintor marinhense João Correia.

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1ª peça do mês – junho 2018

Inst. proprietária – Universidade de Aveiro
Categoria – Música
Designação – Disco de goma laca “As Tricanas de Aveiro”, da revista “Água-Pé” – espólio do compositor Frederico de Freitas
Data (do disco) – 1929
Doador – Elvira de Freitas (filha do compositor)
Descrição – Música da autoria de Frederico de Freitas, letra de Irmãos Unidos (Luís Galhardo, José Galhardo, Alberto Barbosa, Carvalho Mourão, Lourenço Rodrigues, Xavier de Magalhães (argumento) José Barbosa (cenários e figurinos) e interpretação pela cantora Luísa Satanela acompanhada por coro e orquestra.
Em 1927, Frederico de Freitas estreou-se na composição de música para teatro musical com a revista “Água-Pé”, da qual resultou o número “Tricanas de Aveiro”. Este número foi o primeiro grande êxito popular do autor na música para teatro/revista. A estreia foi no Teatro Avenida, em Lisboa e contou com a participação do bailarino/coreógrafo Francis Graça e a cantora/atriz Luísa Satanela.

 

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Júlio Pomar – uma personalidade marcante na arte portuguesa da segunda metade do século XX

Foto retirada do jornal Observador.

Faleceu a 22  de maio de 2018 Júlio Pomar, um grande nome da arte moderna portuguesa. Na coleção de gravuras da Universidade de Aveiro encontram-se 4 obras deste grande artista. As gravuras pertencem à coleção da Sociedade Cooperativa de Gravadores.

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2ª peça do mês – maio 2018

A segunda peça em destaque no mês de maio, trata-se de um disco de goma laca da coleção José Moças.

No mês em que perfaz 38 anos da sua morte, fazemos referência a Maximiano de Sousa. Mas quem foi Maximiano de Sousa? Dito assim, certamente não será reconhecido, mas se fizermos referência a Max, já alguns se recordarão.

Na verdade, Max foi um cantor madeirense que se tornou numa das mais populares vozes da rádio, da televisão portuguesa e até mesmo do teatro de revista, desde os anos quarenta até aos anos oitenta.

As canções Bailinho da Madeira, Noites da Madeira, A mula da cooperativa, A Rosinha dos Limões, Pomba Branca e O Magala são alguns dos seus êxitos mais conhecidos.

O reconhecimento que lhe é devido levou-nos a selecionar, como “Peça do mês” de maio, o Baile dos vilhões, uma canção de Max  gravada em 1948, e que faz parte integrante da coleção de discos de 78 rpm, doada à UA, pelo colecionador e produtor José Moças.

Max faleceu no dia 29 de maio de 1980.

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Visite a Exposição “Cápsula do Tempo” na Biblioteca da UA.

Há uma semana estava a ser inaugurada a Exposição “Cápsula do Tempo” na Biblioteca da UA.
Até 2 de junho tem a possibilidade de conhecer algumas curiosidades e objetos relacionados com saúde, higiene e cosmética dos tempos dos avós ou bisavós na Sala Hélène de Beauvoir da biblioteca da Universidade de Aveiro.

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“Cápsula do tempo”: uma exposição que nos transporta a momentos do quotidiano passado

Esta exposição, organizada pelos Serviços de biblioteca, Informação Documental e Museologia da Universidade de Aveiro, estará patente de 8 de maio a 2 de junho, na sala de exposições Hélène de Beauvoir.

Hoje, dia 8 de maio pelas 17h15 será inaugurada com a presença do reitor Paulo Jorge Ferreira, sendo este o seu primeiro ato oficial.

A presente exposição mostra alguns objetos que foram criados pela necessidade específica de melhorar e conservar a saúde, de preservar ou melhorar a higiene e a beleza (cosmética e barba), dar suporte na convalescença ou nos momentos de aleitamento. Uns utensílios são correntes, outros não se reconhecem, nem na forma nem na necessidade, mas foram úteis em épocas passadas.

A maioria das peças expostas foram produzidas entre a segunda metade do século XIX e o século XX, em unidades fabris portuguesas como a Fábrica de Loiça de Sacavém, Fábrica da Vista Alegre, Fábrica de Alcântara e Marinha Grande.

A exposição inclui também um conjunto de peças de porcelana cedidas pelo Museu da Vista Alegre e que complementam e enriquecem a mostra.

Para contextualização de época, ilustram também a exposição algumas imagens de pormenores da casa do Dr. Lourenço Peixinho, com projeto da autoria de Francisco Silva Rocha, que é património da Universidade de Aveiro e onde funcionou a extinta Fundação João Jacinto de Magalhães. A sua construção aponta para os anos entre 1906 e 1911 e é um dos muitos exemplos do estilo Arte Nova, existentes na cidade de Aveiro. Alguns móveis e acessórios presentes são peças antigas recuperadas modernizadas, cedidas pela loja U Shabby Chic (Aveiro), numa parceria com a UA.

A exposição está patente de segunda a sábado, das 10h00 às 18h00, com entrada livre.

http://uaonline.ua.pt/pub/detail.asp?lg=pt&c=54411

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Descobrir a geometria na coleção de Guarda-jóias Engº Joaquim Capela

Encontra-se a decorrer, no átrio da Biblioteca da Universidade, uma pequena mostra de 28 exemplares da coleção Guarda-jóias Eng.º Joaquim Domingos Capela. Esta coleção de 81 caixas de madeira e outros materiais foi incorporada nas coleções museológicas dos Serviços de Biblioteca, Informação Documental e Museologia, após doação, em Dezembro de 2013, do próprio construtor, Engº Joaquim Domingos Capela.

A presente mostra intitula-se” “Descobrir a geometria na coleção de Guarda-jóias Engº Joaquim Capela” e tem por objetivo dar a conhecer, à comunidade académica e ao público em geral, o artista que busca a beleza das formas e dos materiais utilizados assim como o rigor científico da geometria subjacente à construção destas caixas.

A mostra mantém-se até final do mês de maio.

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